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A dona das marcas de calçados Melissa, Ipanema e Rider vai pagar em torno de US$ 10,5 milhões à gestora de Jorge Paulo Lemann para adquirir 50,1% da GGB
Fabricante de marcas de calçados como Melissa, Ipanema e Rider, a gaúcha Grendene (GRND3) decidiu se tornar a única dona da Grendene Global Brands (GGB), sua subsidiária focada em distribuição de produtos em mercados internacionais.
Sediada no Reino Unido, a GGB nasceu em 2021 a partir de uma joint venture com a 3G Radar — gestora de recursos independente ligada à 3G Capital, fundada pelo trio de bilionários Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles e Carlos Alberto Sicupira.
A gaúcha decidiu abocanhar a participação de 50,1% do total de ações da GGB detida pela gestora por US$ 10,5 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 63,69 milhões, no câmbio atual.
De acordo com o fato relevante enviado à CVM, a compra faz parte da estratégia da Grendene de internacionalizar suas marcas.
O aumento das vendas no exterior é visto como fundamental pela Grendene para manter o crescimento, acelerando a distribuição e a venda de seus produtos no exterior a fim de fortalecer a presença global da companhia.
A operação ainda acompanha a estratégia da empresa em avançar na digitalização e na modalidade Direct-to-Consumer, um modelo de negócios de venda e relacionamento mais direto e personalizado com os consumidores finais, sem intermédio de varejistas ou distribuidores.
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Quando a Grendene (GRND3) e a 3G Radar fundaram a GGB em 2021, cada uma das partes aportou em torno de US$ 50 milhões (cerca de R$ 275,7 milhões).
No entanto, o controle ficou com a gestora, que detinha 50,1% do capital social do negócio. Já a Grendene possuía 49,9% das ações.
Agora, a dona da Melissa e da Ipanema decidiu rescindir a joint venture com a 3G Radar por meio de um acordo de compra da participação detida pelos fundos da gestora, passando a deter 100% das ações da GGB.
Do montante total, aproximadamente US$ 6,5 milhões (R$ 39,48 milhões) serão pagos à vista. A cifra ainda está sujeita a ajustes de preço, indenizações e outros termos estabelecidos em contrato.
Com a transação, a companhia também rescindiu o acordo de acionistas da GGB com os fundos Radar, fechado em outubro de 2021.
Além disso, o contrato master de franquia fechado naquela época, que regulava a venda dos produtos da fabricante no exterior, também perdeu validade.
Apesar da aquisição da fatia da 3G Radar, o objetivo da Grendene é manter a mesma estrutura atual da GGB, que já tem entidades nos Estados Unidos, na China e em Hong Kong dando continuidade às atividades.
A produção superou em 0,5 ponto porcentual o limite do guidance da estatal, que previa crescimento de até 4%. O volume representa alta de 11% em relação a 2024.
A companhia, que tenta se reestruturar, anunciou no fim do ano passado uma capitalização de R$ 797,3 milhões, voltada ao fortalecimento da estrutra financeira
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