R$ 4,1 bilhões em concessões renovadas: Copel (CPLE6) garante energia para o Paraná até 2054 — e esse banco explica por que você deve comprar as ações
Companhia paranaense fechou o contrato de 30 anos referente a concessão de geração das usinas hidrelétricas Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias

Na última segunda-feira (18), após o fechamento do mercado, os investidores da Copel (CPLE6) receberam a já aguardada notícia sobre a renovação da concessão das usinas hidrelétricas Foz do Areia, Segredo e Salto Caxias, em diferentes cidades do Paraná.
Segundo a companhia paranaense, o montante do contrato é de aproximadamente R$ 4,1 bilhões, renovando a concessão das três usinas por um prazo de 30 anos.
Na sessão seguinte ao anúncio, as ações da Copel operavam em leve alta nesta terça-feira (19). Por volta das 14h50, os papéis preferenciais CPLE6 subiam 0,95%, a R$ 9,58. Já as ações CPLE3 subiam 1,06%, a R$ 8,55. A empresa vale R$ 26,97 bilhões na bolsa.
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Privatização da Copel dá frutos
A renovação das concessões era negociada há mais de um ano e foi confirmada por meio de contratos assinados com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
A necessidade de arrecadar os recursos necessários para quitar as outorgas foi um dos fatores que motivaram o governo do Paraná a privatizar a Copel no ano passado.
A concessão de Foz do Areia, maior hidrelétrica da Copel, estava prevista para expirar no final de 2024. As concessões de Segredo e Salto Caxias, por sua vez, venceriam nos próximos oito anos, mas foram renovadas antecipadamente. Segundo a empresa, a decisão busca garantir maior "previsibilidade na geração de energia" para o estado do Paraná.
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As hidrelétricas possuem, juntas, uma capacidade instalada total de 4.176 MW, o que representa 64% de toda a capacidade de geração de energia elétrica da Copel.
De acordo com a companhia, a renovação desses contratos "demonstra o compromisso da Copel com a continuidade do negócio e a sustentabilidade na produção de energia".
Por que comprar as ações da Copel, segundo o Goldman Sachs
Apesar de esperado, o anúncio da Copel representa mais um marco importante para a companhia recentemente privatizada, segundo analistas do banco Goldman Sachs.
Em análise divulgada nesta terça-feira (19) os analistas Bruno Amorim, Guilherme Bosso e Guilherme Costa Martins mantiveram a recomendação de compra para os papéis da Copel, destacando que a companhia paranaense está entre as favoritas do Goldman Sachs para o setor de utilidades, ao lado da Equatorial (EQTL3) e da Sabesp (SBSP3).
O preço-alvo para a ação preferencial CPLE6 é de R$ 12,90, equivalente a um potencial de valorização de 36% sobre o fechamento anterior. Já o preço-alvo para os papéis CPLE3 é de R$ 11,60, o que indica um potencial da valorização de 37% sobre o fechamento anterior.
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Uma combinação atrativa
Segundo o Goldman Sachs, as ações da Copel oferecem uma combinação atrativa de valuation (13% de taxa interna de retorno real) e crescimento dos dividendos. Fatores que são impulsionados pela redução de custos, venda de ativos e espaço para alavancagem.
Por falar em alavancagem, os analistas estimam que os novos contratos firmados pela companhia devem aumentar a alavancagem da Copel de 1,5x para 2,2x até o final de 2024.
O banco ainda estima um Dividend Yield — indicador que mede a rentabilidade dos dividendos de uma empresa em relação ao preço de suas ações — para a Copel de 6% em 2024, 10% em 2025, e 13% em 2026. Com isso, os acionistas podem esperar um retorno crescente em forma de proventos nos próximos anos, baseado no preço atual das ações.
Vale lembrar que, no mês de setembro, a companhia aprovou o pagamento de R$ 485,1 milhões em dividendos e juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas.
Apesar do marco importante para os negócios da Copel, o Goldman Sachs ainda aponta alguns riscos, como maior fiscalização da qualidade do serviço pelas autoridades reguladoras e pelo governo federal, além da interferência indevida do governo.
Segundo o banco, os investidores também devem ficar atentos a outros fatores, como a abertura do mercado de distribuição, encargos setoriais, impacto do crescimento da geração solar distribuída, excesso de oferta de energia, energia descontratada e possíveis reduções no componente financeiro da Rede Básica Sistema Existente (RBSE).
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