🔴 +30 RECOMENDAÇÕES DE ONDE INVESTIR EM DEZEMBRO – VEJA AQUI

Larissa Vitória

Larissa Vitória

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo portal SpaceMoney e pelo departamento de imprensa do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT).

SD ENTREVISTA

Exclusivo: Mérito, do fundo imobiliário MFII11, quer mostrar que não é só mais uma gestora e CEO anuncia nova marca e expansão dos negócios

A casa decidiu reforçar os investimentos e desenvolvimento imobiliário, a tese por trás do FII que é seu carro-chefe e registra a maior alta do IFIX neste ano

Larissa Vitória
Larissa Vitória
10 de junho de 2024
18:20 - atualizado às 18:26
Fotografia de Alexandre Despontin, CEO da Mérito, com o logo da empresa
Alexandre Despontin é CEO e fundador da Mérito - Imagem: Divulgação

Quando a Mérito Investimentos nasceu, em meados de 2012, o objetivo era atuar como uma gestora de recursos independente focada no mercado de fundos imobiliários. O trabalho com o mercado imobiliário logo levou a casa ao desenvolvimento de empreendimentos. Primeiro por meio de parcerias e depois em voos solos, com a criação da incorporadora e construtora Mérito Realty em 2016.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A vocação para a incorporação logo transformou-se no carro-chefe da gestora: o Mérito Desenvolvimento Imobiliário (MFII1), focado no segmento, é o principal fundo da casa, com patrimônio líquido de R$ 570 milhões e mais de 30 mil cotistas.

Voltado à incorporação residencial e urbanização, o FII registra um retorno de mais de 16% neste ano, segundo dados da Quantum Finance. A alta é a maior do IFIX, índice que reúne os principais fundos imobiliários da B3, em 2024.

Com o sucesso da tese, a Mérito decidiu reforçar os investimentos em desenvolvimento e promover uma mudança de marca, conforme revela o CEO, Alexandre Despontin, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro.

Segundo o executivo, o objetivo do reposicionamento — que inclui o lançamento de um novo site para consolidar todas as linhas de negócio do grupo — é reforçar que a companhia “não é só mais uma gestora”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Hoje nós somos uma instituição financeira com uma construtora e incorporadora dentro do grupo e atuamos em diversos setores. As pessoas que trabalhavam conosco às vezes se perguntavam se trabalhavam em um fundo ou incorporadora; a ideia é mostrar que somos uma marca só, a Mérito, em que cada um tem o seu setor e a empresa fica mais forte”, afirma o CEO.

Leia Também

Confira abaixo os destaques da entrevista com Alexandre Despontin.

De onde surgiu o desejo de expandir as operações de desenvolvimento imobiliário?

Fundamos a Mérito em meados de 2012 como uma gestora de recursos independente no mercado imobiliário. Naquela época, poucas gestoras atuavam nesse segmento e criamos o nosso primeiro fundo, o MFII11.

À medida que o fundo foi crescendo, estruturamos operações aqui dentro. No começo, fazíamos muitas parcerias com outros incorporadores e éramos sócios deles. Ao longo do tempo, começamos a desenvolver empreendimentos próprios, pelos quais, como gestora, compramos o terreno, aprovamos o projeto e tocamos o imóvel desde o início até a entrega.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com isso, a partir de 2016, constituímos uma incorporadora e nosso portfólio saiu de 100% feito com parceiros para algo entre 70% a 80% de empreendimentos só nossos. Montamos toda a equipe e hoje temos a cadeia inteira de uma construtora dentro do fundo.

Em 2020, obtivemos também uma licença para atuar como uma Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM). E hoje já temos as autorizações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e da B3 para administrar fundos e fazer a custódia de clientes.

O reposicionamento da marca vai nessa linha, de mostrar para o mercado que hoje não somos mais só uma gestora. Somos uma instituição financeira que tem uma construtora e incorporadora dentro do grupo e atuamos em diversos setores, tanto na gestão, quanto na construção e incorporação e também nos serviços fiduciários de distribuição de cotas de fundos. 

As pessoas que trabalham conosco às vezes se perguntavam se trabalhavam em um fundo ou incorporadora e a ideia é mostrar que somos uma marca só, a Mérito, em que cada um tem o seu setor e a empresa fica mais forte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os empreendimentos com Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 400 milhões que devem ser lançados neste ano são voltados para quais segmentos?

Três deles são empreendimentos para o programa Minha Casa Minha Vida (MCMV) na cidade de São Paulo. São apartamentos de 35 a 40 metros quadrados para primeira moradia. O comprador com uma renda de R$ 3 mil a R$ 3 mil, a depender do histórico dele e do relacionamento com a Caixa Econômica Federal, consegue fazer a compra de um apartamento com a gente.

Além disso, temos também um quarto empreendimento que é um loteamento em Uberaba (MG). Esse lançamento será voltado à média renda, pois são lotes de cerca de 200 metros quadrados em um condomínio fechado.

Vocês também planejam adquirir terrenos com cerca de R$ 500 milhões em Valor Geral de Vendas (VGV). Esses novos terrenos devem mudar o perfil do landbank do fundo ou o foco continuará sendo no segmento econômico?

Vai continuar o mesmo perfil, pois buscamos terrenos de mil a três mil metros quadrados e voltados para o segmento de baixa renda na cidade de São Paulo. Também podemos olhar um ou outro empreendimento no interior, tanto aqui em São Paulo quanto em algum estado próximo da região.

Nosso planejamento é lançar neste ano mais ou menos R$ 400 milhões de VGV, então precisamos comprar outros terrenos para repor o estoque desses empreendimentos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A segunda maior fonte de financiamento dos mutuários que compram imóveis da Mérito é o Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE). Mas, com a poupança registrando mais saques do que depósitos nos últimos anos, há preocupações em relação ao funding?

Vimos nos últimos anos que, quando chega próximo de outubro ou setembro, a Caixa diz que acabaram os recursos do SBPE para fazer novos empréstimos. Mas depois o governo aumenta esse limite fazendo remanejamento de verba. Ao invés de financiar imóveis de usados e revenda, por exemplo, direcionam os recursos para empreendimentos de primeira moradia recém-concluídos.

Então é uma preocupação, mas acreditamos que, se o governo entender que não vai existir tantos recursos, vai criar algum outro mecanismo ou incentivo para esses recursos continuarem a existir.

A Mérito também planeja expandir os serviços oferecidos pela DTVM. Quais serão as novidades?

Planejamos oferecer um portal para que os investidores possam fazer suas movimentações financeiras aqui dentro da própria instituição financeira. Assim também poderemos mostrar outros produtos além de FIIs.

A ideia é apresentar outros tipos de investimentos, mas sempre atrelado a algum imóvel, como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Certificados de Depósito Bancário (CDBs) ou Certificados de Recebível Imobiliário (CRI).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A Mérito tem um fundo de cemitérios, algo que ainda é bastante novo no mercado. Como é a tese de investimento nesse setor, que demanda muitos investimentos ao mesmo tempo em que há uma projeção alta de rentabilidade para o Mérito Cemitérios (MCEM11)?

Os empreendimentos do setor funerário são poucos conhecidos do mercado de capitais. Em comparação a outros países, onde esse segmento já está bem mais desenvolvido, aqui no Brasil ainda não temos nenhuma empresa listada e são poucas operações de dívida, então os investidores não conhecem muito o setor.

Mas ele é bem imobiliário, pois há um cemitério que, assim como um loteamento, o terreno é dividido e vende-se um pedaço para uma família. Essa família pode usufruir desse pedaço de terra onde depois constroem-se os jazigos para fazer os sepultamentos. O cemitério recebe os recursos da venda do jazigo e também uma taxa de manutenção, que é normalmente anual ou semestral.

Quando acontece um falecimento, há também as taxas de sepultamento, de exumação e para o velório e sepultamento. Também fazemos o serviço funerário de arrumação e translado de corpo, venda de coroas e todas as cerimônias que a gente pode prestar para a família nesse momento difícil.

Entramos nesse mercado em 2016, com compra de alguns jazigos que depois revendemos. E, em 2022, constituímos um fundo para atuar só nesse segmento, que é o MCEM11. Esse FII concorreu a concessões na prefeitura de São Paulo e ganhou um edital com cinco ativos já bem antigos da cidade e que têm um público bem grande. São eles os cemitérios do Araçá, São Paulo, Santo Amaro, Dom Bosco e Vila Nova Cachoeirinha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Então a nossa estratégia é ter participações em alguns cemitérios já bem maduros e em um setor anticíclico, porque, independente da economia do país, o falecimento acaba acontecendo de maneira natural. Com isso, o investidor fica mais protegido quanto a essa demanda que não tem muita correlação com a economia crescendo ou retraindo.

VEJA TAMBÉM - Por que os fundos imobiliários apanharam em maio e o que esperar agora?

Ao longo do ano passado, as concessões em SP foram alvos de críticas e até mesmo de um pedido de explicação por parte do Tribunal de Contas do Município (TCM). Como está essa questão? Há alguma preocupação nesse sentido?

Aqui na concessão de São Paulo há quatro empresas e, entre elas, a nossa é a que tem mais experiência. Estamos junto com o Grupo Cortel, que já atua nesse segmento há mais de 60 anos. E estamos seguindo exatamente o que foi solicitado no edital e trazendo melhorias até maiores do que estavam previstas para a população. Então, em relação ao nosso bloco, acreditamos que não tenha nada fora do que estava planejado.

De certa forma, por ser um ano eleitoral, o grupo da oposição aqui na cidade, que é contra a privatização dos cemitérios, sempre vai tentar, de certa forma, fomentar notícias de que algum cemitério não está bem cuidado para usar isso a seu favor na eleição.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MERCADO DE AÇÕES VAI ESQUENTAR?

BRK Ambiental: quem é a empresa que pode quebrar jejum de IPO após 4 anos sem ofertas de ações na bolsa brasileira

12 de dezembro de 2025 - 19:15

A BRK Ambiental entrou um pedido na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para realizar um IPO; o que esperar agora?

NAS PASSARELAS DO MERCADO

Os bastidores da nova fase da Riachuelo (GUAR3), segundo o CEO. Vale comprar as ações agora?

12 de dezembro de 2025 - 18:01

Em entrevista ao Money Times, André Farber apresenta os novos projetos de expansão da varejista, que inaugura loja-conceito em São Paulo

OS NEGÓCIOS DE SILVIO

O rombo de R$ 4,3 bilhões que quase derrubou o império de Silvio Santos; entenda o caso

12 de dezembro de 2025 - 16:51

Do SBT à Tele Sena, o empresário construiu um dos maiores conglomerados do país, mas quase perdeu tudo no escândalo do Banco Panamericano  

CHOQUE NO BOLSO

Citi corta recomendação para Auren (AURE3) e projeta alta nos preços de energia

12 de dezembro de 2025 - 16:15

Banco projeta maior volatilidade no setor elétrico e destaca dividendos como diferencial competitivo

EFEITO MONSTER

De sucos naturais a patrocínio ao campeão da Fórmula 1: quem colocou R$ 10 mil na ação desta empresa hoje é milionário

12 de dezembro de 2025 - 14:33

A história da Monster Beverage, a empresa que começou vendendo sucos e se tornou uma potência mundial de energéticos, multiplicando fortunas pelo caminho  

TENTA SE REERGUER

Oi (OIBR3) ganha mais fôlego para pagamentos, mas continua sob controle da Justiça, diz nova decisão

12 de dezembro de 2025 - 14:01

Esse é mais um capítulo envolvendo a Justiça, os grandes bancos credores e a empresa, que já está em sua segunda recuperação judicial

ALGUNS BILHÕES MENOS RICO

Larry Ellison, cofundador da Oracle, perdeu R$ 167 bilhões em um só dia: veja o que isso significa para as ações de empresas ligadas à IA

12 de dezembro de 2025 - 10:56

A perda vem da queda do valor da empresa de tecnologia que oferece softwares e infraestrutura de nuvem e da qual Ellison é o maior acionista

CRISE CORPORATIVA

Opportunity acusa Ambipar (AMBP3) de drenar recursos nos EUA com recuperação judicial — e a gestora não está sozinha

12 de dezembro de 2025 - 10:01

A gestora de recursos a acusa a Ambipar de continuar retirando recursos de uma subsidiária nos EUA mesmo após o início da RJ

DANÇA DAS CADEIRAS

Vivara (VIVA3) inicia novo ciclo de expansão com troca de CEO e diretor de operações; veja quem assume o comando

12 de dezembro de 2025 - 9:21

De olho no plano sucessório para acelerar o crescmento, a rede de joalherias anunciou a substituição de sua dupla de comando; confira as mudanças

PREPAREM OS BOLSOS

Neoenergia (NEOE3), Copasa (CSMG3), Bmg (BMGB4) e Hypera (HYPE3) pagam juntas quase R$ 1,7 bilhão em dividendos e JCP

11 de dezembro de 2025 - 20:11

Neoenergia distribui R$ 1,084 bilhões, Copasa soma R$ 338 milhões, Bmg paga R$ 87,7 milhões em proventos e Hypera libera R$ 185 milhões; confira os prazos

UM TRUNFO E UM PROBLEMA

A fome pela Petrobras (PETR4) acabou? Pré-sal é o diferencial, mas dividendos menores reduzem apetite, segundo o Itaú BBA

11 de dezembro de 2025 - 19:46

Segundo o banco, a expectativa de que o petróleo possa cair abaixo de US$ 60 por barril no curto prazo, somada à menor flexibilidade da estatal para cortar capex, aumentou preocupações sobre avanço da dívida bruta

CORRIDA ESPACIAL

Elon Musk trilionário? IPO da SpaceX pode dobrar o patrimônio do dono da Tesla

11 de dezembro de 2025 - 19:00

Com avaliação de US$ 1,5 trilhão, IPO da SpaceX, de Elon Musk, pode marcar a maior estreia da história

APETITE VORAZ

Inter mira voo mais alto nos EUA e pede aval do Fed para ampliar operações; entenda a estratégia

11 de dezembro de 2025 - 18:35

O Banco Inter pediu ao Fed autorização para ampliar operações nos EUA. Entenda o que o pedido representa

O QUE TER NA CARTEIRA

As 8 ações brasileiras para ficar de olho em 2026, segundo o JP Morgan — e 3 que ficaram para escanteio

11 de dezembro de 2025 - 17:45

O banco entende como positivo o corte na taxa de juros por aqui já no primeiro trimestre de 2026, o que historicamente tende a impulsionar as ações brasileiras

VENTANIA EM SP

Falta de luz causa prejuízo de R$ 1,54 bilhão às empresas de comércio e serviços em São Paulo; veja o que fazer caso tenha sido lesado 

11 de dezembro de 2025 - 16:30

O cálculo da FecomercioSP leva em conta a queda do faturamento na quarta (10) e quinta (11)

TEM JEITO DE BANCO, NOME DE BANCO...

Nubank busca licença bancária, mas sem “virar banco” — e ainda pode seguir com imposto menor; entenda o que está em jogo

11 de dezembro de 2025 - 15:06

A corrida do Nubank por uma licença bancária expõe a disputa regulatória e tributária que divide fintechs e bancões

GRANA PESADA

Petrobras (PETR4) detalha pagamento de R$ 12,16 bilhões em dividendos e JCP e empolga acionistas

11 de dezembro de 2025 - 12:43

De acordo com a estatal, a distribuição será feita em fevereiro e março do ano que vem, com correção pela Selic

DESAFIOS GLOBAIS

Quem é o brasileiro que será CEO global da Coca-Cola a partir de 2026

11 de dezembro de 2025 - 9:37

Henrique Braun ocupou cargos supervisionando a cadeia de suprimentos da Coca-Cola, desenvolvimento de novos negócios, marketing, inovação, gestão geral e operações de engarrafamento

NA CONTA DOS ACIONISTAS

Suzano (SUZB3) vai depositar mais de R$ 1 bilhão em dividendos, anuncia injeção de capital bilionária e projeções para 2027

11 de dezembro de 2025 - 9:00

Além dos proventos, a Suzano aprovou aumento de capital e revisou estimativas para os próximos anos. Confira

PREPAREM O BOLSO

Quase R$ 3 bilhões em dividendos: Copel (CPLE5), Direcional (DIRR3), Minerva (BEEF3) e mais; confira quem paga e os prazos

10 de dezembro de 2025 - 20:05

A maior fatia dessa distribuição é da elétrica, que vai pagar R$ 1,35 bilhão em proventos aos acionistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar