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De acordo com projeções de analistas compiladas pelo Seu Dinheiro, a expectativa era de que o resultado fosse de algo entre R$ 4,3 bilhões e R$ 4,4 bilhões

O Bradesco (BBDC4) segue na tentativa de colocar os negócios de volta nos trilhos. Após uma queda no lucro nos primeiros três meses de 2024, o banco apresentou seus resultados do segundo trimestre deste ano nesta segunda-feira (5).
Assim, o segundo maior banco privado brasileiro registrou lucro líquido recorrente acima das expectativas, de R$ 4,7 bilhões no segundo trimestre de 2024, o que representa uma alta de 12% em relação aos três primeiros meses do ano e uma melhora de 4,4% se comparado com o mesmo intervalo de 2023.
De acordo com projeções de analistas compiladas pelo Seu Dinheiro, a expectativa era de que o resultado fosse de algo entre R$ 4,3 bilhões e R$ 4,4 bilhões.
Já a rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) ficou em 10,8%, 0,6 ponto percentual acima do primeiro trimestre, porém 0,1 p.p. abaixo do valor registrado no mesmo período do ano passado. Ainda assim, o retorno segue muito aquém do patamar de 20% que o Bradesco ostentou em seus melhores dias.
De todo modo, as expectativas do mercado compiladas pelo Seu Dinheiro já apontavam que o balanço do Bradesco seria o mais fraco da temporada entre os bancões. Veja quem divulga seus resultados nos próximos dias.
Em meio à ampla reestruturação em curso comandada pelo CEO Marcelo Noronha, o Bradesco conseguiu expandir sua concessão de financiamentos.
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Dessa forma, a carteira de crédito ampliada do banco encerrou o segundo trimestre em R$ 912,1 bilhões. Trata-se de uma expansão de 2,5% em relação ao fim de março e de 5,0% em 12 meses.
Enquanto isso, o índice de inadimplência, um dos pontos preocupantes do balanço do Bradesco, ficou em 4,3%. Trata-se de uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao primeiro trimestre deste ano e recuo de 1,4 p.p. na comparação com junho de 2023.
O próprio CEO do banco, Marcelo Noronha, esperava uma melhora do indicador, que chegou a superar os 6% considerando o calote da Americanas (AMER3).
Com a inadimplência menor, as despesas com provisões (PDD) do Bradesco somaram R$ 7,3 bilhões. Ou seja, uma queda de 6,7% em relação ao segundo trimestre do ano passado e de 29,3% em comparação ao mesmo período de 2023.
Por fim, o banco registrou uma margem financeira de R$ 15,6 bilhões no segundo trimestre. A linha do resultado que contabiliza as receitas com crédito menos os custos de captação aumentou 2,8% na comparação com o trimestre anterior, porém diminuiu 5,9% quando comparada com os meses de abril a junho de 2023.
Vale destacar ainda que as despesas operacionais do Bradesco somaram R$ 14,5 bilhões, o que representa uma alta de 8,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o aumento é de 10,6%.
Por fim, as receitas com prestação de serviços somaram R$ 9,31 bilhões — o que representa uma alta de 6,4% em relação ao segundo trimestre de 2023.
O mercado também acompanha essa linha de perto, já que os bancos vêm sofrendo para crescer as receitas com a cobrança de tarifas com o acirramento da concorrência dos bancos digitais e de serviços gratuitos como o PIX.
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