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O Ebitda da petroleira entre abril e junho deste ano superou as projeções de grandes bancos e corretoras, mas um entrave pode comprometer o desempenho da ação; saiba o que fazer agora
A ação da Prio (PRIO3) chegou a ocupar o pódio do Ibovespa nesta quarta-feira (7), subindo mais de 4% durante a manhã, após a petroleira reportar lucro líquido de US$ 272 milhões entre abril e junho, aumento de 48% comparado ao mesmo período de 2023. O que fazer com os papéis agora?
Para o BTG Pactual, a hora é de comprar PRIO3. O banco tem preço-alvo de R$ 82 para a ação em 12 meses, o que representa um potencial de valorização de 89,6% em relação ao último fechamento.
“Reconhecemos que nossas estimativas foram reduzidas ao longo deste ano e planejamos revisá-las em breve, já que o primeiro petróleo de Wahoo e outros projetos estão sendo adiados devido a fatores além do controle da equipe de gestão. Mas continuamos confiantes de que um possível acordo entre o governo e o sindicato dos trabalhadores do Ibama pode ser alcançado em um futuro próximo. Uma vez que esse excesso seja eliminado, as ações da Prio começarão a refletir melhor os fundamentos”, diz o BTG em relatório.
O Citi também tem recomendação de compra para a ação da Prio, com preço-alvo de R$ 60 — o que representa um potencial de valorização de 38,7% sobre o fechamento de terça-feira (6).
O banco destaca a posição de alavancagem saudável da companhia no segundo trimestre, de 0,4x versus 0,6x nos primeiros três meses do ano.
Segundo Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, begociando a 3x o Ebtida estimado para 2025, a Prio segue como uma das melhores formas de se expor ao óleo com ações. "Mantemos a recomendação de compra", disse.
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Para a Ativa Investimentos, a ação da Prio é a top pick no setor de óleo e gás. A corretora lembra que a empresa entregou números acima do esperado entre abril e junho, apesar de problemas operacionais no período.
Os papéis da petroleira chegaram a liderar os ganhos do Ibovespa hoje e encerraram o dia com alta de 4,02%, a R$ 44,99. No ano, no entanto, a ação perde 2,3%.
A XP Investimentos disse que os resultados da Prio no segundo trimestre do ano superaram as expectativas, destacando positivamente o fluxo de caixa da empresa.
Em relatório, os analistas apontam que o Ebitda de US$ 546 milhões, com um aumento de 64% ano a ano e cerca de 14% trimestre a trimestre, superou as estimativas da casa em 5,4% e o consenso em cerca de 7%, devido a preços realizados acima do esperado.
Dentre os destaques, a XP aponta o fluxo de caixa livre da Prio , com a dívida líquida caindo US$ 232 milhões na comparação trimestral, para US$ 909 milhões. O fluxo de caixa livre para o acionista recorrente no trimestre foi de 2,8% do valor de mercado da empresa, equivalente a um yield anual de cerca de 11,3%.
"Isso indica uma geração de caixa eficaz, apesar das atuais restrições de crescimento da produção", apontam os analistas.
A corretora avalia, no entanto, que a greve do Ibama continua a ser o principal problema da petroleira na atualidade.
O Bank of America (BofA), que manteve a recomendação de compra para a ação PRIO3, disse que o Ebitda e a receita do segundo trimestre vieram acima das projeções do banco, mas o lucro líquido de de US$ 267 milhões ficou abaixo dos US$ 312 milhões estimado devido a impostos mais altos do que o esperado.
O BofA vê alguns catalisadores para a Prio no curto prazo:
A Ativa também destaca o Ebitda acima do projetado e chama atenção para a produção da companhia, que já havia atingido 100 mil barris diários de óleo equivalente (boed) e recuou para 90 mil boed no segundo trimestre por problemas operacionais.
"No segundo trimestre de 2024, as maiores vendas e maiores preços do barril na comparação trimestral fizeram a Prio entregar receitas acima do que projetamos. Mesmo com um pequeno aumento nos lifting cost (custo de extração), a companhia conseguiu entregar um Ebitda e margem Ebitda superior às que estimamos. Ademais, o lucro líquido também veio acima do que tínhamos para este trimestre", disse a corretora em relatório.
De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes
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