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Para o ministro da Fazenda, considerando o prazo ideal para garantir uma transição suave no BC, o nome do sucessor deveria sair entre o fim de agosto e o início de setembro
Enquanto os ponteiros continuam a correr no relógio, a urgência para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncie um sucessor para Roberto Campos Neto no Banco Central se faz cada vez mais presente — e para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o novo nome deveria sair já entre o fim de agosto e o início de setembro.
Em evento promovido pelo Banco Santander na última terça-feira (27), Haddad informou que discutiu com Campos Neto a data ideal para o anúncio do futuro nome.
“Fiz questão de consultar o Roberto Campos Neto para que a transição fosse mais longa [com a indicação saindo até setembro para a troca de comando em 2025]. Acredito que o presidente [Lula] já está considerando o assunto”, afirmou o ministro.
Segundo Haddad, a conversa com Campos Neto ocorreu no início do ano, antes de as tensões entre Lula e o presidente do BC se agravarem.
No entanto, o ministro disse que a decisão sobre o momento da indicação do futuro comandante do BC depende somente de Lula.
“Eu cumpri uma formalidade que me parece mais do que um gesto de educação, que foi conversar com Roberto Campos Neto sobre isso. Nós dois chegamos à conclusão, que foi levada ao presidente Lula, de que agosto seria um bom mês de anúncio para que houvesse um prazo de transição”, disse.
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De acordo com Haddad, Lula considera anunciar "em breve" o nome do sucessor de Campos Neto — e o presidente estaria ciente dos benefícios da transição.
"Penso que o presidente Lula está com essa informação fresca na cabeça para considerar a possibilidade de um anúncio em breve. Eu não posso dar a data porque isso é atribuição dele, mas acredito que ele vai apreciar com generosidade a nossa recomendação.”
Vale lembrar que Campos Neto, que foi indicado ao comando do BC no governo de Jair Bolsonaro, tem mandato à frente da autoridade monetária até o fim deste ano.
Isso porque, desde 2021, a lei de autonomia do Banco Central garante mandatos fixos ao presidente e diretores da autarquia de quatro anos, não coincidentes com o mandato do Presidente da República, com direito a uma recondução.
O líder do Governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), disse acreditar que a indicação e a sabatina do futuro presidente do BC sairão até a segunda semana de setembro.
Na primeira semana do mês, o Senado fará um esforço concentrado de votações, em meio à campanha para as eleições municipais.
No entanto, Wagner afirmou que o esforço poderá ser estendido para a semana seguinte, de 9 a 13 de setembro.
Em dezembro de 2024, acaba o mandato de Campos Neto e dos diretores de Regulação, Otávio Damaso, e de Relacionamento, Carolina Barros.
O governo ainda não definiu se indicará os três nomes de uma só vez ou se deixará a indicação dos diretores para o fim do ano.
Atualmente, o mais cotado para a posição de novo presidente da autarquia é Gabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária do Banco Central.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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