Pablo Marçal inelegível? Após laudo falso sobre Boulos, filha de médico cuja assinatura foi falsificada pede que Justiça barre candidatura
Caso a candidatura do candidato do PRTB não seja barrada, a ação pede ao menos a anulação da eficácia de todos os votos dados a Marçal

A lista de pedidos para que Pablo Marçal seja barrado nas eleições municipais de 2024 acaba de aumentar.
A filha do médico José Roberto de Souza, Carla Maria de Oliveira e Souza, pediu à Justiça paulista no último sábado (5) que declare inelegível o candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo.
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A assinatura de Souza foi usada pelo ex-coach em documento falso divulgado por Marçal em suas redes sociais para atacar o deputado federal Guilherme Boulos, que também concorre à prefeitura de São Paulo.
Caso a candidatura não seja barrada, a ação pede ao menos a anulação da eficácia de todos os votos dados ao candidato do PRTB.
Por trás do pedido para tornar Pablo Marçal inelegível
O pedido para tirar Marçal da corrida à Prefeitura paulistana não foi protocolado na Justiça Eleitoral, mas na Justiça Comum, na 13ª Vara da Fazenda Pública da Capital.
Trata-se de um foro incomum para esse tipo de ação, mas a família de Souza diz que a ação popular é cabível no caso em razão de seu objetivo: "Proteger o patrimônio público, a legalidade e a moralidade administrativa".
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Carla atribui a Marçal suposto crime de falsificação de documento público ou particular, que prevê pena de um a cinco anos de prisão. Ela diz que Marçal "tem medo de ganhar na raça, na competência" e usou um "ato incrédulo" apenas "querendo atacar".
A outra filha do médico, Aline Garcia de Souza, definiu ao Estadão/Broadcast o uso do nome do pai, que faleceu em 2022, como "absurdo".
"Chega a falsificar laudo médico para buscar seus intentos políticos, uma afronta à República, ao povo brasileiro, à legalidade, à moralidade administrativa e com total desvio de finalidade do ato", disse a ação popular.
O advogado Felipe Torello Teixeira Nogueira, que diz ter atuado também para o médico José Roberto de Souza, apresentou à Justiça documentos para "atestar a total diferença nas assinaturas" entre o laudo falso divulgado por Marçal e outras rubricas de Souza em procurações.
Nogueira também pede que o Conselho Regional de Medicina ateste que o médico jamais foi psiquiatra e sim hematologista.
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O laudo falso contra Guilherme Boulos
Datado de 19 de janeiro de 2021, o laudo com indícios de falsificação para acusar o candidato Guilherme Boulos (PSOL) de ser usuário de cocaína foi publicado por Pablo Marçal em suas redes na última sexta-feira (4).
O documento tem evidências de ter sido forjado, e foi excluído das redes sociais por ordem judicial. O caso será investigado pela Polícia Federal (PF).
A assinatura do médico José Roberto de Souza foi apenas uma das várias inconsistências no laudo divulgado por Marçal.
O número do RG de Boulos no documento também estava incorreto, com um dígito a mais.
Outro ponto revelado foi a relação de proximidade entre Luiz Teixeira da Silva Junior, sócio da clínica onde o candidato do PSOL supostamente foi atendido, e Marçal.
Teixeira já fez ao menos três publicações ao lado do influenciador nas redes sociais e foi condenado a dois anos e quatro meses de prisão por falsificação de documentos, incluindo um diploma de medicina.
Além disso, no dia indicado no prontuário, 19 de janeiro de 2021, Boulos fez uma transmissão ao vivo sobre vacinas, e, no dia seguinte, participou de uma ação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na comunidade do Vietnã, zona sul de São Paulo.
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Em resposta, o candidato do PSOL rechaçou a veracidade do documento, divulgou imagens de redes sociais da data apontada no receituário e afirmou que pedirá a prisão de Marçal e de Luiz Teixeira da Silva Junior, dono da clínica que aparece na imagem, a Mais Consulta.
Já o Hospital Israelita Albert Einstein afirmou que o dono da Mais Consulta nunca atuou nas unidades hospitalares da rede ou em qualquer outra atividade administrada pelo Einstein.
A informação foi confirmada após Teixeira Silva Junior aparecer em imagem ao lado de Marçal usando um jaleco com o nome do hospital.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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