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Presidente também chamou o líder do Banco Central de “adversário político”

Após o Copom interromper o ciclo de cortes da Selic, mantendo a taxa básica de juros em 10,5%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não poupou farpas ao Banco Central (BC).
Nesta sexta-feira (21), o petista voltou a criticar o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto. Em entrevista à Rádio Mirante News, do Maranhão, Lula disse que Campos Neto é seu “adversário político” e o associou ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"O presidente do Banco Central é um adversário político, ideológico e adversário do modelo de governança que nós fazemos. Ele foi indicado pelo governo anterior e faz questão de dar demonstração de que não está preocupado com a nossa governança", declarou Lula.
Ele relembrou que o mandato de Campos Neto se encerra em 2024 e que o governo poderá indicar um novo nome para o posto. "Nós estamos chegando no momento de trocar o presidente do Banco Central", destacou. "Eu acho que as coisas vão voltar à normalidade, porque o Brasil é um País de muita confiabilidade."
Logo após a decisão do Copom, na última quarta-feira (19), Lula lamentou a manutenção da taxa, em passagem pelo Nordeste. O presidente também acusou bancos privados de preferirem “ganhar dinheiro com a alta taxa de juros”, em vez de oferecerem crédito.
Além das críticas a Campos Neto, Lula citou ainda o que chamou de “nervosismo especulativo” em relação ao dólar, e que isso não afetará a economia brasileira.
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O presidente voltou a dizer que "os bancos não querem emprestar dinheiro" e que "querem especular e ganhar com a taxa de juros". “Nós estamos tranquilos, ou seja, esse nervosismo especulativo que está acontecendo não vai mexer com a economia brasileira", acrescentou.
Nas últimas semanas, o dólar vem registrando altas em meio às preocupações dos investidores com o cenário fiscal e as farpas de Lula direcionadas à política monetária do Banco Central.
Apesar das declarações de Luiz Inácio, o dólar encerrou a sessão desta sexta-feira em queda de 0,39%, cotada a R$ 5,441. O recuo acontece após a moeda americana ter atingido na véspera o maior valor em quase dois anos. No acumulado da semana, a alta foi de 1,1%.
*Com informações do Estadão Conteúdo
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