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Projeção para o PIB de 2024 cresce e alimenta especulações sobre possível retomada da alta dos juros pelo Copom
Os economistas de mercado voltaram a aumentar as projeções para o PIB brasileiro em 2024. Divulgada na manhã desta segunda-feira (19), a mais recente edição do boletim Focus indica que a projeção para o crescimento da economia passou de 2,20% na semana passada para 2,23% agora.
Parece pouco, mas há um mês a mediana das projeções da Focus indicava uma expansão de 2,15% do PIB do Brasil este ano.
Além disso, a pesquisa vem à tona apenas alguns dias depois de o IBC-Br de junho ter surpreendido para cima. De novo.
Considerado uma prévia do PIB, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) apontou expansão de 1,37% em junho.
Segundo analistas, o avanço do IBC-Br em junho confirmou a percepção de que os efeitos das enchentes no Rio Grande do Sul sobre a atividade foram menos intensos do que o esperado.
O fato é que a melhora das projeções do PIB é bem-vinda.
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No momento atual da economia brasileira, porém, ela embute duas más notícias.
Um dos participantes que enxergam a possibilidade de alta dos juros é o ex-diretor do BC Reinaldo Le Grazie.
Entretanto, isso não é um consenso. Pelo menos por enquanto. Outra parte do mercado acredita que a Selic, atualmente em 10,50% ao ano, já se encontra em níveis suficientemente restritivos.
O economista-chefe da MB Associados, Sergio Vale, considera que, a despeito da atividade ainda bastante forte, a retomada do ciclo de alta na Selic ainda não é uma certeza.
"É uma situação que merece atenção. Se as expectativas de inflação não cederem, o BC será instado a subir o juro."
Por sua vez, o economista André Perfeito afirma que uma nova alta da Selic em um momento no qual o Federal Reserve se prepara para começar a baixar os juros nos Estados Unidos pode se mostrar desnecessária.
Uma sinalização disso encontra-se na própria Focus. Embora a projeção para a inflação oficial de 2024 tenha subido pela quinta semana seguida, alcançando agora 4,22%, o valor segue inferior à meta.
Além disso, a mediana das expectativas do mercado para a Selic no fim do ano segue em 10,50%.
Em contrapartida, a mesma Focus sugere que o Copom tende a ser mais comedido em relação a um eventual ciclo de cortes. A projeção para a Selic ao fim de 2025 subiu para 10,00%, de 9,75% há uma semana.
Seja como for, os atuais diretores do Banco Central mantêm na mesa a possibilidade de subir os juros em caso de necessidade.
Na semana passada, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, disse que “se aumentar os juros for necessários, nós aumentaremos”.
Cotado como favorito para suceder Campos Neto à frente da autarquia, o diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo, admitiu que a possibilidade está na mesa.
*Com informações do Estadão Conteúdo.
A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.
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