Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Todas as histórias do petróleo: há 4 caminhos possíveis para a principal commodity do mundo, mas só um deve prevalecer

Uma grande aposta em andamento contra o petróleo faz com que a commodity funcione como uma proteção estratégica para a carteira

20 de fevereiro de 2024
6:31 - atualizado às 10:17
ação petróleo petroleira petrolífera
Imagem: Imagem: Shutterstock/Montagem: Julia Shikota

Nos últimos dias, o mercado de petróleo testemunhou uma escalada de preços, impulsionada principalmente por tensões geopolíticas, destacando-se os riscos associados ao Oriente Médio.

O preço do Brent manteve-se próximo de suas máximas de três semanas, atingindo US$ 83 por barril, após um incidente em que um navio foi atacado por um míssil no Mar Vermelho, forçando sua tripulação a evacuar.

Em paralelo, a crescente tensão entre Israel e Hamas na Faixa de Gaza sobre a questão dos reféns intensifica a incerteza na região, com uma iminente operação terrestre em Rafah, caso os reféns não sejam liberados antes de meados de março.

Essa situação nos leva a ponderar sobre quatro narrativas predominantes no setor petrolífero.

1 - Transição energética

A primeira, relacionada à transição energética, prevê uma redução significativa ou até mesmo o fim da indústria de petróleo e gás após 2050.

Pessoalmente, considero improvável a extinção completa dessa indústria neste século, uma visão que deixo para os especialistas em futurismo.

Leia Também

Ainda assim, temos um vetor negativo para os preços da commodity em um futuro distante.

2 - Diminuição da capacidade produtiva

A segunda narrativa decorre justamente dessa percepção de que o mundo eventualmente se afastará dos combustíveis fósseis, o que levou a um investimento insuficiente no setor na década antes da pandemia, resultando em uma capacidade produtiva inadequada para atender à demanda crescente.

Isso sugere que os preços do petróleo permanecerão nesses patamares elevados nos próximos anos devido à escassez de oferta. Menos oferta significa maiores preços.

3 - Tensões geopolíticas

A terceira história é marcada por tensões geopolíticas, como a invasão da Ucrânia pela Rússia e a resposta de Israel aos atentados do Hamas, que impactam diretamente os preços do petróleo, elevando-os.

Essa narrativa considera os efeitos dessas tensões na logística global, exemplificados pelos ataques no Mar Vermelho que levaram as transportadoras a adotar rotas alternativas mais longas e caras, como a viagem ao redor do Cabo da Boa Esperança.

Essas mudanças de rota aumentam significativamente os custos de transporte e os prazos de entrega, potencialmente afetando os preços dos produtos e ameaçando o alívio da inflação observado recentemente.

A interrupção das rotas comerciais devido aos ataques no Mar Vermelho provocou atrasos significativos nas entregas, estendendo-se de 10 a 15 dias em destinos como o porto de Barcelona, por exemplo, e resultou em uma diminuição abrupta de 70% no fluxo de contêineres pela rota em dezembro.

Este cenário impactou diretamente o comércio da União Europeia, com reduções de 2% nas exportações e 3,1% nas importações, refletindo uma queda de 1,3% no comércio global. Ou seja, a crise exacerbou a escassez de contêineres e triplicou seus preços, acentuando os desafios logísticos.

4 - Desaceleração econômica

Por fim, enfrentamos o desafio de desaceleração econômica, nossa quarta narrativa.

A inflação pós-pandêmica levou os bancos centrais a elevar as taxas de juros, visando controlar a escalada dos preços.

Embora estejamos começando a ver um relaxamento dessas medidas, o aperto monetário teve como consequência a desaceleração da atividade econômica, diminuindo a demanda e pressionando os preços para baixo.

Nesse contexto, os cortes de oferta da OPEP+ e as políticas dos EUA de estabelecer um preço de referência para recomposição de suas reservas estratégicas agem como fatores adicionais de suporte aos preços do petróleo.

Petróleo vai subir ou vai cair?

Assim, encontramo-nos diante de quatro narrativas que moldam o mercado do petróleo: duas pressionando os preços para cima, devido à diminuição estrutural da oferta e às tensões geopolíticas, e duas pressionando para baixo, refletindo a transição energética e a redução da demanda no curto prazo.

Cinco anos atrás, diante do cenário de recusa europeia às exportações energéticas russas em resposta à invasão da Ucrânia e do risco de conflito regional no Oriente Médio, poderíamos prever preços do petróleo alcançando US$ 150 por barril.

Cotações do petróleo seguem em relativa estabilidade

No entanto, o mercado atual apresenta uma complexidade que vai além dessas expectativas.

Apesar do entrelaçamento de várias dinâmicas globais, os preços do petróleo têm se mantido relativamente estáveis, oscilando entre US$ 75 e US$ 85 por barril, encontrando um ponto de suporte adicional em US$ 70, influenciado por fatores secundários.

Neste panorama, destaca-se o papel dos Estados Unidos como líder indiscutível na produção de petróleo e gás natural nos últimos quinze anos, um título conquistado através da revolução do xisto.

Este movimento, impulsionado por avanços tecnológicos, permitiu a exploração e extração de reservas energéticas que antes eram consideradas inalcançáveis.

Contrariando as expectativas de alguns analistas sobre um declínio iminente nos benefícios da revolução do xisto, os dados recentes da Administração de Informação de Energia dos EUA indicam um futuro promissor: a produção de petróleo, que já havia batido recordes em 2023, é projetada para crescer ainda mais nos próximos anos.

Esta expansão na oferta de energia é um fator contribuinte para a estabilidade dos preços do petróleo, apesar dos desafios impostos pela Opep+ e as tensões geopolíticas envolvendo a Rússia e o Oriente Médio.

Demanda global por petróleo vai continuar em alta

Outro ponto para prestarmos atenção deriva de um relatório recente da OPEP, que sugere que a demanda global por petróleo continuará a crescer, potencialmente alcançando 116 milhões de barris por dia até 2045, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo em países como China, Índia, África e Oriente Médio.

Este cenário desafia os apelos por uma desaceleração nos investimentos em novos projetos de petróleo e destaca a necessidade crítica de financiamento, agora estimado em US$ 14 trilhões até 2045, para evitar um futuro de instabilidade econômica e energética.

Leia também

Essa complexidade de fatores, que inclui a resistência estrutural à queda dos preços do petróleo e as implicações da expansão da produção energética, ilustra o delicado equilíbrio entre avanço tecnológico, demanda crescente por energia e os imperativos climáticos globais.

Por isso, mantendo uma perspectiva equilibrada sobre os investimentos em petróleo, este ativo continua sendo uma opção atrativa dada a volatilidade geopolítica, particularmente no Oriente Médio.

Mesmo diante de análises que preveem um potencial excesso de oferta e uma tendência de queda nos preços, uma redução significativa na produção dessa região poderia surpreender o mercado global.

A grande aposta contra o petróleo

Atualmente, existe uma grande aposta contra o petróleo, refletindo um consenso geral de pessimismo sobre a commodity. Isso, paradoxalmente, torna o petróleo um hedge econômico relativamente acessível.

Afinal, um aumento súbito nos preços do petróleo poderia complicar o processo de desinflação em curso, limitando a margem para redução das taxas de juros e impactando negativamente os mercados acionários.

Considerando isso, o petróleo funciona como um hedge estratégico neste momento, oferecendo uma espécie de seguro contra eventos adversos que poderiam abalar o mercado.

Opções de investimento em petróleo

Investir em empresas petrolíferas brasileiras é uma opção válida, com a Petrobras (PETR4) liderando as escolhas domésticas, ao lado de alternativas como a 3R Petroleum (RRRP3), ambas com seus desafios específicos, mas ainda assim valiosas para uma carteira bem diversificada.

Para aqueles que preferem diversificar globalmente, um ETF como o SPDR S&P Oil & Gas Exploration & Production (NYSE: XOP) ou uma ação de uma companhia estabelecida, como a BP (NYSE: BP), pode ser a escolha ideal.

Essa exposição, embora não deva predominar na carteira, deve ser suficientemente sólida para capitalizar sobre o potencial positivo do setor e atuar como um escudo contra a inflação, possivelmente mantendo sua relevância nos próximos anos.

É crucial calibrar o peso desses investimentos de acordo com o perfil de risco individual, integrando-os a uma estratégia de diversificação abrangente e adotando as medidas de proteção apropriadas para garantir um equilíbrio ideal na carteira de investimentos.

  • Petrobras (PETR4) ou 3R Petroleum (RRRP3)? Apenas uma delas está entre as 10 recomendações dos analistas da Empiricus Research para você investir agora. Veja a lista completa neste relatório gratuito.

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A corrida do Banco Central contra a inflação e o custo do petróleo, a greve dos caminhoneiros e o que mais afeta os mercados hoje

18 de março de 2026 - 8:18

Saiba o que afeta a decisão sobre a Selic, segundo um gestor, e por que ele acredita que não faz sentido manter a taxa em 15% ao ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar