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Não tem como fugir da Super Quarta: bolsas internacionais sentem baixa liquidez com feriados na Ásia e perspectiva de juros em grandes economias

Enquanto as decisões monetárias da semana não saem, as bolsas internacionais operam sem um único sinal

16 de setembro de 2024
8:09 - atualizado às 8:11
Investidor olha para tela de cotações e gráficos da bolsa | Opções, ações, Armínio Fraga dividendos
Imagem: Shutterstock

Aperte os cintos, ponha o capacete e se prepare: não há como fugir da volatilidade dos mercados financeiros dos próximos dias.

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Logo de cara, os feriados na China e no Japão mantiveram as bolsas por lá fechadas, o que drenou a liquidez do pregão na Ásia.

Mas este foi apenas o início da tão esperada semana de Super Quarta, quando acontecem as respectivas decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

Tanto aqui quanto lá, o futuro é incerto: há uma expectativa de que o BC local eleve os juros básicos em 0,25 ponto percentual (p.p.) — contudo, dados recentes de inflação e atividade econômica podem fazer a autoridade monetária manter a Selic no atual patamar.

Lá fora, o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) pode cortar os juros em 0,25 p.p. ou 0,50 p.p. — e as apostas de um alívio monetário maior cresceram na última semana.

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A perspectiva de uma redução de maior magnitude fez com que o ouro renovasse as máximas históricas durante a madrugada no Brasil, a US$ 2.616,70.

Leia Também

Além da Super Quarta, teremos o que se pode chamar de “Super Semana”, com mais decisões sobre juros em algumas das principais economias do mundo: Reino Unido e Japão, na quinta-feira.

Por aqui, fica no radar o “orçamento de guerra”, autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que permite ao governo emitir créditos orçamentários fora do arcabouço fiscal para combater as queimadas.

Vale lembrar que o governo federal já está com a corda no pescoço em relação à meta fiscal, sem muita credibilidade dos operadores do mercado de que irá cumprir a promessa de déficit zero já em 2024.

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Para não ser pego no contrapé destes e de outros eventos nos próximos dias, minha colega Dani Alvarenga compilou tudo de mais importante na nossa agenda semanal que você confere aqui.

Enquanto isso, as bolsas da Europa operam em baixa, enquanto os futuros de Nova York oscilam sem direção clara.

O que você precisa saber hoje

DE OLHO NOS DIVIDENDOS Powered by BTG Pactual

Recentemente o presidente Lula enviou para o Congresso um projeto que pode ter impactos sobre os dividendos da Petrobras (PETR4). Veja qual a avaliação dos analistas do BTG Pactual sobre o projeto e a recomendação para as ações da estatal.

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REIS DO MULTIFAMILY
Senhorio com CNPJ: maior operadora de residenciais para renda do mundo conta como quer consolidar este mercado no Brasil.
A Greystar opera mais de US$ 320 bilhões em imóveis em quase 146 mercados e estreou no país com o lançamento de um empreendimento em São Paulo.

FORA DO ARCABOUÇO
Dino estabelece ‘orçamento de guerra’ para combate a incêndios — e autoriza governo a emitir créditos fora da meta fiscal.
‘Orçamento de guerra’ para combate a incêndios tem modelo similar ao adotado durante a pandemia; liberação vale até o fim do ano.

FUNDO DO TRABALHADOR
É o fim do saque-aniversário? Lula dá aval para o governo acabar com a modalidade e criar novas alternativas para o uso do FGTS.
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz estar confiante na possibilidade de convencer o Legislativo do mérito dessa alteração.

EM MINAS GERAIS
Vale (VALE3) identifica ‘trincas superficiais’ em barragem em Ouro Preto; Forquilha III já estava classificada no mais alto nível de emergência.
As trincas foram encontradas durante uma inspeção rotineira; agora, a mineradora conduz verificações adicionais na estrutura.

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SERVIÇO SECRETO INVESTIGA
Um novo atentado contra Donald Trump? Tiros teriam sido ouvidos nas proximidades do ex-presidente; Trump está seguro e diz que ‘nunca se renderá’.
Por enquanto, informações preliminares não indicam evidências de que o candidato tenha sido o alvo dos disparos.

DESTAQUES DO BALANÇO
Prejuízo da Marisa (AMAR3) cresce e vai a R$ 100 milhões no segundo trimestre; dívida líquida dobra e já supera os R$ 650 milhões.
A companhia, que passa por um processo de reestruturação dos negócios, apresentou um prejuízo de R$ 102 milhões entre abril e junho.

ENTENDA A OPERAÇÃO
Maior FOF do Brasil está com os dias contados: cotistas do BCFF11 aprovam operação que deve levar à incorporação do fundo imobiliário.
O FII deve ser incorporado ao BTHF11 para dar origem ao maior ativo do tipo hedge fund da indústria nacional.

FIM DO CALOTE
Mais um fundo imobiliário anuncia acordo com a WeWork e recebe aluguéis atrasados, mas outros FIIs ainda movem ações de despejo contra a empresa.
Com o acerto, subiu para três o número de FIIs que já receberam os aluguéis atrasados pela empresa de escritórios flexíveis.

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DISCUSSÃO NO STF
Vai ter multa para quem usar o X? OAB contesta, mas AGU defende cobrança diária de R$ 50 mil para quem burlar bloqueio ao antigo Twitter.
A AGU classificou a multa como uma “medida instrumental e acessória” para assegurar o cumprimento da decisão que bloqueou a rede social.

Forte abraço e boa semana!

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