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Atentado do último fim de semana fez aumentarem substancialmente as chances de vitória de Donald Trump em novembro
A imagem de Donald Trump, ensanguentado e com os punhos cerrados sob um céu azul e uma bandeira americana, rapidamente se tornou um símbolo histórico.
A tentativa de assassinato do ex-presidente dos Estados Unidos, ocorrida durante um comício no sábado, intensificou ainda mais a já volátil e imprevisível campanha eleitoral, caracterizada por discursos polarizados e opiniões extremadas.
Este evento parece ter mudado irreversivelmente o cenário político, favorecendo Trump nas eleições de novembro.
Atentados contra presidentes ou ex-presidentes não são incomuns na história americana e, muitas vezes, resultam em um aumento de popularidade para as figuras envolvidas.
Trump, que sobreviveu ao disparo que apenas roçou sua orelha, viu a narrativa de perseguição que construiu ao longo dos anos ser validada.
Como resultado, as expectativas de sua vitória nas próximas eleições aumentaram substancialmente.
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Fonte: Bloomberg.
O atentado na Pensilvânia levantou sérias preocupações sobre o estado das democracias ocidentais, que esperam do líder do mundo livre uma figura de ordem e clareza.
Enquanto isso, os democratas estão desorientados enquanto o presidente Joe Biden, aos 81 anos, enfrenta críticas crescentes sobre sua capacidade mental e física, com apelos frequentes para que se retire da política ativa.
O incidente também atraiu um amplo espectro de solidariedade global para Donald Trump, incluindo líderes mundiais e figuras proeminentes do setor empresarial norte-americano, como Elon Musk, Bill Ackman, Jeff Bezos e Tim Cook.
Esse apoio se intensificou quando Trump foi oficialmente nomeado candidato presidencial republicano durante a Convenção Nacional Republicana, em um ambiente eletrizado pelo forte culto à sua personalidade.
Analisando o contexto histórico, como o atentado contra Ronald Reagan em 1981, observa-se que tais eventos podem fortalecer a moeda nacional e elevar as taxas de juros.
Esta situação sugere um possível reforço da posição de Trump para um retorno ao poder, com implicações substanciais para os mercados e a economia.
O desempenho robusto do dólar americano este ano, que viu um fortalecimento de cerca de 13% desde 2021, deve-se em grande parte às políticas do Federal Reserve.
Contudo, a continuação dessa trajetória pode ser politicamente influenciada, especialmente se Trump vencer as eleições de novembro.
Ele tem proposto políticas que poderiam inflacionar ainda mais a economia, como a imposição de tarifas adicionais sobre todas as importações, potencialmente contrariando os cortes de juros esperados.
A expansão dos cortes fiscais implementados em 2017 e a proposta de novas reduções tributárias sob uma administração Trump aumentariam significativamente os déficits fiscais, fortalecendo o dólar, mas também elevando preocupações fiscais duradouras.
De acordo com a Comissão de Orçamento, os déficits estão projetados para crescer em US$ 400 bilhões apenas este ano, com uma projeção de aumento da dívida de até US$ 23,6 trilhões na próxima década.
Para enfrentar esses desafios fiscais, o governo teria que escolher entre aumentar a arrecadação através de novos impostos ou cortar despesas significativas, particularmente em programas como Medicare e previdência.
Contudo, dado o histórico de Trump favorável a cortes de impostos, sua administração poderia optar por uma estratégia fiscal arriscada.
Portanto, aqueles que esperam responsabilidade fiscal de Trump devem reconsiderar essa expectativa, visto que tanto ele quanto Biden têm mostrado uma propensão a aumentar a dívida pública.
Fontes: Market Makers, CBO e XP.
Desconsiderando os impactos da Covid-19, a gestão de Trump aumentou a relação dívida/PIB dos EUA em 2,2 pontos percentuais (em grande parte, por conta do corte de impostos).
Em um possível segundo mandato, ele pretende renovar os cortes de impostos de 2017, que totalizam US$ 1,7 trilhão e expiram em 2027.
Para compensar a perda de receita, sua equipe propõe taxar importações, uma medida que, além de ser inflacionária, parece insuficiente para conter o aumento da dívida. Afinal, para reduzir a dívida pública dos EUA, seria necessário um ajuste fiscal de 4,9% do PIB.
No entanto, é improvável que qualquer ajuste significativo seja implementado; na verdade, espera-se que os gastos governamentais aumentem, independentemente de quem esteja no poder.
Indicadores como taxas de juros mais altas, desaceleração do crescimento econômico e aumento do déficit primário apontam para um crescimento na proporção dívida/PIB. Assim, os rendimentos das treasuries devem aumentar, pois o mercado exigirá juros mais altos devido ao nível elevado de endividamento.
Além disso, uma economia americana robusta tende a valorizar o dólar, tornando as exportações dos EUA mais caras e diminuindo os lucros das empresas americanas que operam no exterior ao converter esses resultados para dólares. Um dólar forte também aumenta a concorrência das importações mais baratas.
Em suma, portanto, a percepção de que o atentado fortalece a candidatura de Trump impulsionou o chamado "Trump Trade", associado a uma maior inclinação da curva de juros (estresse fiscal), fortalecimento do dólar contra moedas emergentes (protecionismo), alta nas criptomoedas e valorização das bolsas americanas.
Espera-se que o setor de defesa receba mais investimentos e incentivos. A maior militarização beneficiaria indústrias como aço e minério de ferro, ao menos marginalmente.
O setor de petróleo também ficaria mais bem posicionado, enquanto a desregulamentação poderia favorecer o setor financeiro (fintechs e criptos).
Além disso, a intensificação das tensões sociais e políticas atua como catalisador para investimentos em ativos tradicionalmente considerados seguros, como ouro e outros ativos físicos, além do bitcoin, que está cada vez mais sendo visto como uma espécie de "ouro digital".
Serão vetores bem-vindos enquanto o mundo se prepara para o segundo mandato Trump. Já vimos esse filme: serão tempos voláteis.
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