O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em busca de oportunidades de entrada em fundos imobiliários de qualidade, hoje existem dois FIIs de tijolos para ficar de olho
O roteiro de um filme, com suas reviravoltas e intensidade emocional, é uma obra que captura a essência das grandes narrativas. As maiores produtoras americanas dominam essa habilidade, criando histórias que nos envolvem e emocionam. O mês de julho no mercado de capitais refletiu um pouco desse padrão dramático.
Após um primeiro semestre conturbado no ambiente político e econômico, houve sinalizações favoráveis do governo em relação ao comprometimento com as contas públicas. Mais recentemente, também tivemos o início da temporada de resultados corporativos.
Com isso, os principais índices locais registraram um bom desempenho em julho, com destaque para o Ibovespa, que registrou alta de 3%.
No caso dos fundos imobiliários, os cotistas levaram um susto logo no início do mês, com rumores de mudança na estrutura tributária dos FIIs e Fiagros.
Felizmente, após reavaliação dos parlamentares, as alterações foram praticamente removidas do texto do Projeto de Lei Complementar 68/2024.
Dessa forma, nada muda para FIIs de papel (CRI) e Fiagros, que não estão sujeitos à cobrança de CBS e IBS. Para os fundos de tijolos, os gestores terão a opção de se tornarem contribuintes, caso pertinente (eventuais créditos tributários).
Leia Também
Com isso, o Índice de Fundos Imobiliários (Ifix) terminou o mês com uma leve alta de 0,5%.
No contexto internacional, as eleições presidenciais dos Estados Unidos começaram a dominar o noticiário, após o atentado contra o ex-presidente Donald Trump e a troca de candidatos no partido Democrata.
Enquanto isso, as apostas do mercado para corte dos juros americanos se concentram em setembro, após sinalizações favoráveis do Federal Reserve em relação ao controle da inflação – o início de um ciclo de queda é essencial para o fluxo de capital global, especialmente para países emergentes.
De forma geral, o mês de julho trouxe um fio de esperança para um final feliz em 2024. Com os ativos domésticos descontados, há possibilidade de geração de valor para investidores no ambiente local.
Infelizmente, este desfecho positivo não é tão previsível quanto nos filmes da Disney. Temos desafios concretos para cumprir com o arcabouço fiscal brasileiro.
Na semana que se encerrou, o Banco Central divulgou que a relação dívida bruta sobre PIB subiu 1,1 ponto percentual em apenas um mês e está agora em 77,8%.
Não à toa, os juros de longo prazo permanecem em patamar elevado, dificultando a captação de recursos da renda variável. Conforme exposto abaixo, a taxa prefixada do título público com vencimento em 2035 está próxima da máxima dos últimos cinco anos.
Desta forma, continuamos com postura diligente para alocação de recursos em fundos imobiliários para o restante do ano. Conforme pontuado na última edição, o posicionamento em crédito segue prioritário para as carteiras recomendadas, diante de uma relação risco versus retorno mais adequada.
Enquanto isso, mantemos a lupa em mãos para encontrar oportunidades de entrada em fundos de tijolos de qualidade. Os casos mais recentes são as recomendações do Bresco Logística (BRCO11) e Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11).
O Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11) tem como objetivo o investimento em imóveis com a finalidade de gerar renda através de contratos atípicos, nas modalidades built-to-suit e sale & leaseback.
Lembrando que o built-to-suit (BTS) refere-se ao contrato de locação no qual o inquilino encomenda a construção do imóvel para atender especificamente às suas necessidades, enquanto o sale & leaseback (SLB) consiste na compra do imóvel pelo fundo e, logo em seguida, o aluguel para o vendedor.
O portfólio imobiliário do ALZR11 é composto por 20 ativos, localizados nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, totalizando uma área bruta locável (ABL) de quase 208 mil metros quadrados, considerando a conclusão das suas últimas aquisições.
O fundo se destaca pela previsibilidade dos proventos, reflexo da estratégia de alocação apenas em ativos com contratos atípicos de longo prazo em diversos setores. Entre os destaques, nota-se que o ALZR11 é um dos únicos com investimento em data center, segmento em evidência neste momento.
Mais recentemente, o fundo encerrou duas emissões de cotas bem-sucedidas e iniciou o processo de alocação de recursos. Entre os imóveis adquiridos, destaco um centro de distribuição do Mercado Livre e três imóveis do Hortifruti Oba.
Em suma, o ALZR11 apresentou ampliação relevante do portfólio no último ano, fator que aprimorou a diversificação da receita imobiliária em termos de locatários, o que era anteriormente visto como um dos pontos de atenção da tese. Olhando para frente, a gestão já sinalizou que pretende expandir ainda mais a carteira imobiliária.
Como ponto negativo, não podemos deixar de citar a presença relevante de ativos localizados em regiões periféricas e de baixa qualidade, o que certamente dificulta a reciclagem de portfólio e a prospecção de novos inquilinos em eventuais desocupações. De todo modo, vemos uma diluição significativa do fundo a estes imóveis após as novas aquisições.
A distribuição de proventos do Alianza registrou queda de 11% desde janeiro deste ano, em razão da desocupação do imóvel IPG em julho de 2023, o que resultou na perda da receita imobiliária recorrente do fundo, além do aumento das despesas com condomínio e IPTU do imóvel. Ademais, houve custos extraordinários de auditoria, vistoria e reavaliação anual dos ativos.
Para o segundo semestre, o cenário tende a ser o inverso. O fundo anunciou a venda do imóvel IPG com ganho de capital, bem como praticamente finalizou a alocação de recursos da emissão. Neste momento, a taxa de vacância do portfólio está praticamente zerada, restando apenas um espaço vago no térreo do imóvel DuPont, que é pouco representativo para o portfólio.
Nossas projeções apontam para um dividendo mensal de R$ 0,76 por cota para o final do ano, o que representa um dividend yield de 8,5% e crescimento 7% em relação à última distribuição.
Por fim, também encontramos uma ligeira oportunidade de ganho de capital. Diante do processo de alocação dos recursos e breve recuo nos rendimentos, as cotas estão próximas da mínima do ano, oferecendo uma janela de entrada. Em nossas análises, encontramos potencial de ganho de 6% para as cotas em relação ao valor de mercado atual.
Abraço,
Caio
Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro
O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?
Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno
Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos
Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.
As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês
Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.