Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

João Piccioni

Head da Empiricus Gestão

Diário de Bordo

Ações americanas, criptomoedas, ouro: o apetite ao risco continua vivo

João Piccioni
13 de março de 2024
9:56 - atualizado às 9:58
lucro carteira de ação ações oportunidades de uma vida risco e retorno ações btg bbas3 banco do brasil vale vale3
Imagem: Adobe Stock

Estamos chegando ao final do primeiro trimestre do ano e, por enquanto, não vemos nenhum sinal de alívio do pulso de liquidez que valorizou os mercados até aqui. O sincronismo nos discursos dos Bancos Centrais, agora focados no afrouxamento monetário, e os gastos “sem dó” da maior parte dos governos pelo mundo afora, tem mantido o fluxo de recursos para os ativos de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para as Bolsas globais, o movimento tem sido extremamente favorável. 

Dentre as Bolsas mais importantes do mundo, destaque para as asiáticas, cujo avanço recente se deve à recuperação da narrativa em torno da situação chinesa e ao bom desempenho da economia japonesa

Por aqui, o Ibovespa ainda patina ao sabor dos discursos desencontrados da direção da Petrobras acerca dos seus dividendos extraordinários, que levou o principal índice brasileiro para baixo dos 130 mil pontos. 

Economia robusta e apetite a risco

Nas Bolsas americanas, o discurso em relação ao mundo da tecnologia ainda continua bastante quente. As breves realizações de lucros nas ações que mais avançaram no ano até aqui, se fez presente, mas não foi capaz de provocar a corrida para as colinas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A verdade é que ninguém quer abandonar as ações da Nvidia antes do seu grande evento anual que ocorre na semana que vem. Foi nele que, no ano passado, Jensen Huang (CEO da companhia) começou a mostrar para o mundo os avanços e oportunidades que viriam pela frente com a popularização das ferramentas de IA.

Leia Também

Ao final do trimestre, na próxima carta mensal, farei uma atualização do nosso panorama para 2024. 

Até aqui, o comportamento dos preços dos ativos globais têm corroborado nossas expectativas. 

Lá fora, o apetite pelo risco ainda é claro, movido por uma economia ainda robusta, dotada de novidades e extremamente veloz em se reinventar. Apesar da boa alta no ano, as ações americanas ainda guardam o melhor binômio risco-retorno da renda variável global. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ouro e criptomoedas seguem se valorizando

No âmbito da reserva de valor, a boa valorização do ouro e o excepcional desempenho do bitcoin se encontram extremamente alinhados ao nosso cenário. Enquanto o primeiro caminha para nosso alvo de US$ 2.500 a onça-libra — no fechamento de ontem, seu preço era de US$ 2.157 —, o segundo disparou e já negocia acima do nível que havíamos estimado no começo do ano (US$ 70 mil). 

Os US$ 72 mil alcançados na segunda-feira (12), refletem o maior apreço dos investidores institucionais, além da retomada da confiança das pessoas físicas. 

O fluxo de recursos desse segundo grupo em direção às criptomoedas ainda é bem menor do que aquele verificado no pico anterior em 2021, e, portanto, ele deve se fortalecer à medida que seus preços forem subindo.

Em síntese, o comportamento favorável à tomada de risco permanece vivo. Diante desse quadro, fizemos alguns ajustes nos fundos, adicionando algumas novas teses de investimento e calibrando algumas posições. Nas próximas linhas, vou abordar parte do racional por trás de uma posição recém inserida no Empiricus Deep Value Brasil FIA.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que é a hora do agronegócio

Chegou a hora de colocarmos um pé no agronegócio. Para isso, adicionamos as ações da SLC Agrícola à carteira do Deep Value no pregão seguinte à divulgação dos seus resultados. Nesses próximos parágrafos, darei uma breve visão sobre os vetores atuais que dão sustentação à tese de investimentos.

Se a safra de 2022/2023 bateu recordes de produtividade e de plantio, o mesmo não poderá ser dito neste ano.

A quebra da safra da soja 2023/2024 na região do Mato Grosso, provocada pelo efeito do El Niño, afetou o resultado dos agricultores da região. A soja “precoce” (jargão utilizado para designar os primeiros plantios da soja que acontecem em meados de setembro e outubro) sofreu com a estiagem e o calor excessivo provocado pelos eventos climáticos e maturaram muito antes do que deveriam, reduzindo brutalmente a produtividade da colheita. Por conta disso, o volume de soja disponível à venda neste começo de ano acabou frustrando.

Para a SLC, uma das líderes incontestáveis do setor, o efeito do El Niño foi negativo, mas não comprometeu os plantios espalhados pelas regiões norte e nordeste. Além disso, o bom planejamento e a leitura sobre as condições das áreas permitiu à companhia antecipar a semeadura do algodão, o que deve lhe dar algum benefício ao longo deste ano de 2024, dado que a venda do produto beneficiado se dá praticamente ao longo do ano inteiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda na questão da soja, os preços baixos atuais permitirão à empresa arrendar marginalmente mais terras por preços oportunos, que deve beneficiá-la em 2025.

Além disso, de acordo com a administração da empresa, as previsões para o clima nos próximos trimestres do ano apontam para a formação do La Niña, responsável por chuvas em excesso no sul do Brasil e na Argentina.

Esse evento e, por sua vez, quebras de safras que podem provocar a recuperação dos preços das commodities, especialmente da soja. 

Por fim, ainda existe a expectativa de normalização dos preços do milho, cerca de 30% mais baixos do que no ano anterior. A leitura é de que haverá algum reequilíbrio nas safras americanas, que pode levá-lo a preços maiores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante desses aspectos, e dada a oportunidade aberta com a queda após a divulgação dos resultados trimestrais, decidimos alocar parte dos recursos do Deep Value na tese, caracterizada por uma empresa premium que negocia por um preço bastante atrativo. Até o final de março, divulgaremos a segunda edição da carta trimestral do fundo, na qual mostraremos o posicionamento do fundo e um maior detalhamento das teses. Não deixe de ler.

Como andam os mercados em março e os ajustes nas carteiras

Até o fechamento do pregão de hoje (12), as Bolsas americanas continuavam no campo positivo no mês. O índice S&P 500 avançava 1,6% em dólares, enquanto o Nasdaq subia 1,1%. As bolsas chinesas continuam a se destacar: Hang Seng mostrava valorização de 3,5%, enquanto Shanghai subia 1,4%.

De fato, a narrativa em torno da possibilidade da recuperação (ou melhor, da estabilização) da economia do país asiático tem ganhado os corredores de Wall Street.

Por aqui, nada feito. Apesar do bom pregão de hoje (12), o Ibovespa ainda se encontra no campo negativo e cai 2,24%. O mau humor com as notícias advindas da Petrobras deram o tom nesses dias, enquanto o lado corporativo brasileiro ainda não conseguiu emplacar números mais positivos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O resultado desse imbróglio é percebido pelo fluxo dos investidores estrangeiros, que continuam retirando recursos da Bolsa brasileira. De certa forma, aproveitamos a oportunidade com a queda exagerada das ações da Petrobras e aumentamos seu peso na carteira do Deep Value, cujo desempenho continua no campo positivo no mês — +0,93%  até a última segunda-feira (11).

Do lado macroeconômico, a atenção se voltou para os índices de inflação divulgados tanto aqui quanto lá fora. Aqui no Brasil, o IPCA de fevereiro mostrou aceleração frente ao mês de janeiro (0,83% vs 0,42%) e acabou por levar a curva de juros para cima.

Apesar da piora na margem, continuamos construtivos no médio prazo e acreditamos que esse tipo de inflação ainda é suficiente para levar a Selic mais para baixo. 

Já o CPI nos EUA reforçou a ideia de que o processo desinflacionário por lá ganhou contornos menos maleáveis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Trazê-la de volta para os 2% ao ano neste momento parece algo mais distante do que há três meses e, por isso, os juros de longo prazo dos títulos públicos do país não cedem — a taxa dos títulos com vencimento em 10 anos se mantém acima de 4%, conforme esperado.

Nos fundos internacionais fizemos alguns ajustes pontuais, com o intuito de aproveitar o momento favorável para novas aquisições:

1.  Empiricus Tech Select FIA: (i) adicionamos ações da Tesla — uma releitura do que eles estão fazendo com o FSD me deixou parcialmente entusiasmado com a tecnologia do self-driving (além da forte queda das ações no ano); (ii) aumentamos a posição em Oracle após seus resultados mostrarem o avanço no segmento de cloud computing — dentre as concorrentes, talvez detenha um dos binômios crescimento e preço mais interessantes da indústria.

2. Empiricus Money Bets FIA: (i) trouxemos de volta as ações de First Solar, a empresa ligada ao segmento de placas solares, dada a forte queda dos múltiplos e o bom desempenho operacional recente; (ii) adicionamos as ações da Block (antiga Square) sob a ótica do avanço do setor de meios de pagamento nos EUA e devido ao avanço das criptomoedas. Os destaques deste ano no fundo são as ações do InstaCart e AppLovin, que avançam 51,21% e 52,97%, respectivamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3. Empiricus Money Rider Ações Dinâmico FIA: (i) aumentamos a posição nas ações do Mercado Livre para 12% da carteira.


Continuo com uma visão positiva para os mercados. Em minha cabeça, o cenário para o restante do mês parece mais claro. Veremos na semana que vem como será a reação dos investidores frente à reunião do FOMC. E também o grau de empolgação após Jensen Huang, CEO da Nvidia, fazer o seu discurso inaugural no evento da empresa. O Bull Market está mais do que vivo.

Forte abraço,

João Piccioni

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A verdadeira diversificação nos FIIs, a proposta de cessar-fogo no Irã, e o que mais move as bolsas hoje

6 de abril de 2026 - 8:09

O TRX Real Estate (TRXF11) é o FII de destaque para investir em abril; veja por que a diversificação deste fundo de tijolo é o seu grande trunfo

TRILHAS DE CARREIRA

Entre o que você faz e onde você está: quanto peso dar à cultura organizacional nas suas escolhas de carreira?

5 de abril de 2026 - 8:00

Por que uma cultura organizacional forte é um ativo de longo prazo — para empresas e carreiras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O poder elétrico na sua carteira, as novas ameaças de Trump, e o que mais move os mercados

2 de abril de 2026 - 8:30

Axia Energia (AXIA6) e Copel (CPLE3) disputam o topo do pódio das mais citadas por bancos e corretoras; entenda quais as vantagens de ter esses papéis na carteira

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Volta da inflação? Aprenda a falar a língua do determinismo estocástico 

1 de abril de 2026 - 19:45

Com inflação no radar e guerra no pano de fundo, veja como os próximos dados do mercado de trabalho podem influenciar o rumo da Selic

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O novo momento da Boa Safra (SOJA3), o fim da guerra no Irã e o que mais você precisa ler hoje

1 de abril de 2026 - 8:28

A fabricante de sementes está saindo de uma fase de expansão intensa para aumentar a rentabilidade do seu negócio. Confira os planos da companhia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os terremotos nos mercados com a guerra, a reestruturação da Natura (NATU3) e o que mais mexe com seu bolso hoje

31 de março de 2026 - 8:37

Entenda como o prolongamento da guerra pode alterar de forma permanente os mercados, e o que mais deve afetar a bolsa de valores hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Da escalada militar à inflação global: o preço da guerra entre EUA e Irã não é só o petróleo

31 de março de 2026 - 7:24

Curiosamente, EUA e Israel enfrentam ciclos eleitorais neste ano, mas o impacto político do conflito se manifesta de forma bastante distinta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Uma nova estratégia para os juros, eleições presenciais, guerra no Oriente Médio e o que mais move os mercados hoje

30 de março de 2026 - 8:10

O Brasil pode voltar a aumentar os juros ou viver um ciclo de cortes menor do que o esperado? Veja o que pode acontecer com a taxa Selic daqui para a frente

DÉCIMO ANDAR

As águas de março geraram oportunidades no setor imobiliário, mas ainda é preciso um bom guarda-chuva

29 de março de 2026 - 8:00

Quedas recentes nas ações de construtoras abriram oportunidades de entrada nas ações; veja quais são as escolhas nesse mercado

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O melhor emprego do mundo: as dicas de um especialista para largar o CLT e tornar-se um nômade digital 

28 de março de 2026 - 9:02

Uma mudança de vida com R$ 1.500 na conta, os R$ 1.500 que não compram uma barra de chocolate e os destaques da semana no Seu Dinheiro Lifestyle 

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O corte de dividendos na Equatorial (EQTL3), a guerra em Wall Street, e o que mais afeta seu bolso hoje

27 de março de 2026 - 8:17

A Equatorial decepcionou quem estava comprado na ação para receber dividendos. No entanto, segundo Ruy Hungria, a força da companhia é outra; confira

SEXTOU COM O RUY

Nem todo cão é de guarda e nem toda elétrica é vaca. Por que o corte de dividendos da Equatorial (EQTL3) é um bom sinal?

27 de março de 2026 - 6:01

Diferente de boa parte das companhias do setor, que se aproveitam dos resultados estáveis para distribui-los aos acionistas, a Equatorial sempre teve outra vocação: reter lucros para financiar aquisições e continuar crescendo a taxas elevadíssimas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O sucesso dos brechós, prévia da inflação, o conflito no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

26 de março de 2026 - 8:17

Os brechós, com vendas de peças usadas, permitem criar um look mais exclusivo. Um desses negócios é o Peça Rara, que tem 130 unidades no Brasil; confira a história da empreendedora

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Será que o Copom que era técnico virou político?

25 de março de 2026 - 20:00

Entre ruídos políticos e desaceleração econômica, um indicador pode redefinir o rumo dos juros no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

As empresas nos botes de recuperação extrajudicial, a trégua na guerra do Oriente Médio, e o que mais move os mercados hoje

25 de março de 2026 - 8:00

Mesmo o corte mais recente da Selic não será uma tábua de salvação firme o suficiente para manter as empresas à tona, e o número de pedidos de recuperação judicial e extrajudicial pode bater recordes neste ano

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como se proteger do cabo de guerra entre EUA e Irã, Copom e o que mais move a bolsa hoje

24 de março de 2026 - 8:10

Confira qual a indicação do colunista Matheus Spiess para se proteger do novo ciclo de alta das commodities

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Quando Ormuz trava, o mundo sente: como se proteger da alta das commodities e de um início de um novo ciclo

24 de março de 2026 - 7:25

O conflito acaba valorizando empresas de óleo e gás por dois motivos: a alta da commodity e a reprecificação das próprias empresas, seja por melhora operacional, seja por revisão de valuation. Veja como acessar essa tese de maneira simples

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O problema de R$ 17 bilhões do Grupo Pão de Açúcar (PCAR3), o efeito da guerra nos mercados, e o que mais você precisa saber para começar a semana

23 de março de 2026 - 8:20

O Grupo Pão de Açúcar pode ter até R$ 17 bilhões em contas a pagar com processos judiciais e até imposto de renda, e valor não faz parte da recuperação extrajudicial da varejista

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação vencedora no leilão de energia, troca no Santander (SANB11), e o que mais mexe com a bolsa hoje

20 de março de 2026 - 7:56

Veja qual foi a empresa que venceu o Leilão de Reserva de Capacidade e por que vale a pena colocar a ação na carteira

SEXTOU COM O RUY

Eneva (ENEV3) cumpre “profecia” de alta de 20% após leilão, mas o melhor ainda pode estar por vir

20 de março de 2026 - 6:03

Mesmo após salto expressivo dos papéis, a tese continua promissora no longo prazo — e motivos para isso não faltam

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia