O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A sucessão no comando da Vale era uma nuvem pesada que pairava sobre a tese de investimentos na companhia, e o fato de ela ter ido embora ajudou VALE3 nesta semana — a tendência veio para ficar?
As ações da mineradora Vale (VALE3) foram o destaque positivo desta semana na bolsa.
O motivo foi a definição do próximo CEO da companhia, Gustavo Pimenta.
Mas por que esse assunto é tão importante? Afinal, qual é o papel do CEO em uma companhia e por que essa definição nos deixou mais otimistas com o futuro da Vale?
Você já parou para pensar para que serve o CEO?
Obviamente, a resposta para essa pergunta é complexa, e depende muito da companhia e do setor em questão.
Mas de uma maneira bastante simplista, o presidente de uma companhia é o responsável por tomar as principais decisões estratégicas e direcioná-la para os segmentos mais promissores e de onde ela vai conseguir extrair os melhores retornos.
Leia Também
Ele também tem o papel de supervisionar os outros executivos e avaliar se os resultados estão evoluindo conforme o esperado, ou se são necessários alguns ajustes na rota.
Feitos esses esclarecimentos, agora eu já posso fazer um comentário bastante polêmico: quanto melhor o negócio, menos importante é o CEO.
Nos últimos anos, a Petrobras (PETR4) teve uma penca de CEOs diferentes, com formações diferentes e a maioria deles nunca tinha trabalhado com Óleo & Gás antes. Mas nada disso impediu que a petroleira apresentasse resultados recordes, trimestre após trimestre.
Você acha que os resultados têm mais a ver com a genialidade dos CEOs ou com a qualidade dos ativos operados pela Petrobras?
Com todo o meu respeito pelos sete CEOs que passaram pela Petrobras desde 2018, nenhum deles teve tempo o suficiente para ter grande influência nas decisões estratégicas da companhia, e mesmo assim os resultados continuaram melhorando.
É mais ou menos isso o que Buffett quis dizer quando falou a célebre frase:
“Invista em negócios que qualquer idiota pode comandar porque, um dia, algum idiota pode fazer isso”.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADECONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Nesses tipos de negócio, o CEO só não pode atrapalhar muito, e é por isso que o mercado estava com medo do próximo comandante da Vale.
A Vale (VALE3) é uma ótima empresa, está entre as maiores e melhores mineradoras do mundo, com excelentes ativos e custos bastante competitivos.
Assim como a Petrobras, ela também se encaixa no perfil de "empresas que só precisam de um CEO que não atrapalhe muito". O problema é que desde o início do ano, nem isso estava garantido.
O ex-ministro Guido Mantega, que não traz boas lembranças para o mercado, foi seriamente cogitado para assumir o cargo de presidente da mineradora, o que abria chances de interferências políticas e decisões totalmente contrárias aos interesses dos acionistas, e isso estava pesando sobre VALE3.
Felizmente, a Vale anunciou nesta semana que seu próximo CEO será Gustavo Pimenta, um executivo que já estava trabalhando como diretor financeiro da mineradora e tem uma longa trajetória no mercado, o que fez as ações dispararem. Mas entenda que VALE3 não subiu porque os acionistas amam o próximo comandante.
Obviamente, Pimenta pode vir a ser um grande CEO e tem credenciais para isso, mas nem foi isso o que o mercado comemorou. Por ora, a reação positiva aconteceu pelo simples fato de que o próximo comandante não deve atrapalhar, e isso já é uma ótima notícia.
A sucessão no comando da Vale era uma nuvem pesada que pairava sobre a tese de investimentos na companhia, e o fato de ela ter ido embora ajudou VALE3 nesta semana. Mas o céu ainda segue bastante nublado…
O mercado ainda tem muitos receios sobre a saúde econômica da China e como isso pode impactar a demanda por minério de ferro.
Além disso, a própria Vale teve problemas de produtividade nos últimos anos, bem como resultados abaixo das expectativas na Vale Base Metals, a divisão de metais básicos (cobre e níquel) que terá um papel fundamental para a transição energética e para o futuro da companhia.
Para fechar, a companhia também segue em negociações com o governo sobre as compensações bilionárias envolvendo a Samarco, outra incerteza que tem pesado.
Mas entendemos que o mercado já esteja bastante pessimista com relação a todos esses assuntos, o que abre espaço para surpresas positivas, assim como no caso da troca de CEO.
Enquanto as nuvens não vão embora, a companhia segue pagando ótimos dividendos, o que faz dela uma ótima Vaca Leiteira. Mas pensando em um prazo mais longo, VALE3 nos parece bastante barata por apenas 4x Valor da Firma/Ebitda, e não descartamos valorizações à medida que o céu voltar a clarear.
Se quiser conferir essa e todas as outras boas pagadoras de dividendos no rebanho da série Vacas Leiteiras, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a próxima.
Ruy
Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje
Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje
Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente
As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar
Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora
Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]
Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros
O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora
Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA
Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso
Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro
A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje
A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.
Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores
Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana
Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo
Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado
A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo
No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual
Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h