O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
A saída compulsória de Bolsonaro das próximas disputas eleitorais obriga um novo arranjo no cenário político nacional
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou ontem o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível até 2030. Com os incisivos votos do presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, e da ministra Cármen Lúcia, a Corte formou um placar de 5 a 2 para enquadrar o ex-chefe do Executivo federal por abuso de poder político e uso indevido dos meios oficiais de comunicação para atacar, sem provas, as urnas eletrônicas em reunião com diplomatas estrangeiros às vésperas da campanha de 2022.
A saída compulsória de Bolsonaro das próximas disputas eleitorais — incluindo a presidencial de 2026 — tira do páreo o principal personagem da extrema direita brasileira e obriga um novo arranjo no cenário político nacional.
Embora o discurso oficial do PL seja o de que o ex-presidente assume agora o papel de forte cabo eleitoral, ungindo qualquer candidato que apoiar, há variáveis no horizonte. Nas eleições para prefeito, no ano que vem, fatores locais tendem a pesar muito mais do que os ideológicos.
Na próxima disputa presidencial, o quadro pode ser muito diferente, dependendo, em grande parte, do resultado da economia no governo Lula.
Bolsonaro queria desafiar novamente o PT, mas, fora do jogo, abre caminho para um "herdeiro" em 2026. Na direita despontam nomes como os dos governadores Tarcísio de Freitas (São Paulo), Romeu Zema (Minas Gerais) e Ratinho Junior (Paraná).
Em publicação ontem no Twitter, o governador paulista deu pronto apoio ao padrinho político e disse que a liderança do ex-presidente é "inquestionável e perdura". "Dezenas de milhões de brasileiros contam com a sua voz. Seguimos juntos, presidente."
Leia Também
Nem Tarcísio nem os outros nomes cogitados, porém, podem ser considerados "bolsonaristas raiz". Ala do PL cita Michelle Bolsonaro, apesar de a ex-primeira-dama ser mais cotada para concorrer ao Senado, e a base do agronegócio se apressa em "lançar" a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura. Todos, porém, estão à espera da reacomodação de forças no pós-Bolsonaro.
Se o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estiver bem avaliado pela população e conseguir aglutinar o centro, pode ser candidato a novo mandato ou transferir votos para quem indicar a sua sucessão. Até agora, o favorito na lista é o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Nesse xadrez em que poucos arriscam prever os próximos passos, uma coisa, contudo, é certa: o Centrão, comandado pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não vai jogar água no moinho de quem não tiver caneta nem expectativa de poder.
Nos últimos anos, Bolsonaro simbolizou o avanço eleitoral da direita, ao mesmo tempo que inspirou a consolidação de uma extrema direita no País. Apesar da derrota quando tentou um novo mandato no Planalto, ele conquistou votação maior em 2022 (58,2 milhões de votos no segundo turno) do que em 2018 (57,8 milhões de votos no segundo turno).
No entanto, a passagem de Bolsonaro pela Presidência da República forjou no eleitorado um sentimento de antibolsonarismo, o que deverá ser calculado por eventuais herdeiros.
"O sucessor de Bolsonaro deve ponderar o quão positivo é estar ao lado de Bolsonaro para angariar todos os votos e o quão positivo é estar distante do Bolsonaro para também não atrair uma rejeição", observou o cientista político Thiago Valenciano, da Universidade Federal do Paraná.
Declarado inelegível pelo TSE, Bolsonaro fica impedido de participar das eleições de 2024, 2026 e 2028, mas ainda terá chance de concorrer no pleito de 2030 - conforme especialistas em Direito Eleitoral -, quando terá 75 anos de idade.
A inelegibilidade vai criar uma situação inédita para o ex-capitão do Exército, que exerceu mandatos por mais de 30 anos sem interrupção - desde 1989, foram dois anos como vereador, 28 anos como deputado federal e quatro como presidente.
Ontem, em Belo Horizonte, Bolsonaro afirmou que vai continuar na política como um "cabo eleitoral de luxo". O ex-presidente, porém, não quis especular sobre a possibilidade de Tarcísio (Republicanos) ou Zema (Novo) assumirem como atores do seu campo político em 2026. "Por enquanto ainda é o Johnny Bravo", disse, em referência a si mesmo.
Sua defesa informou que vai aguardar a publicação do acórdão do TSE para estudar o melhor recurso, inclusive possível apelação ao Supremo Tribunal Federal. Entre políticos e representantes do Judiciário, a derrota no TSE já era dada como certa. A dúvida era o placar. Ao final, o ex-presidente conquistou os votos já esperados: dos ministros Raul Araújo e Kassio Nunes Marques.
Cláudio Felisoni, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School, fala no Touros e Ursos desta semana sobre um estudo que mensura os possíveis efeitos da redução da jornada no varejo e na economia
Segundo Lula, mais auxiliares podem deixar a Esplanada, mas ainda precisam avisá-lo
Licença-paternidade foi instituída no Brasil com a promulgação da Constituição de 1988. Mesmo com ampliação, benefício seguirá muito aquém do observado em países mais desenvolvidos.
Mesmo sem a confirmação oficial, integrantes do PSD começam a repercutir a escolha do governador de Goiás, em detrimento de Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul
O potencial de voto de Lula é um pouco maior e chega a 50%, enquanto Flávio Bolsonaro também tem 48% dos eleitores que admitem votar nele
O equívoco nasce de uma leitura imprecisa do artigo 224 do Código Eleitoral. O texto menciona, de fato, a necessidade de novas eleições caso a “nulidade” atinja mais da metade dos votos
Apesar da vantagem numérica do petista no primeiro turno entre os moderados, a disputa se acirra em uma eventual rodada decisiva
Decisão do STF limita verbas indenizatórias, suspende auxílios e tenta conter supersalários, embora preserve margem para penduricalhos na magistratura
A pena estipulada pelo TSE foi de 4 anos, retirando o ex-governador da corrida eleitoral deste ano e de 2030
Atual secretário-executivo da Fazenda tem perfil mais técnico e pode assumir a pasta com o desafio de tocar a agenda econômica em ano eleitoral
Além do efeito da bandeira do governo Lula na renda, levantamento mostra que a violência permanece no topo das preocupações dos entrevistados
Especialistas apontam que a observação detalhada da face e do áudio é o primeiro filtro de segurança, mas não é o único
Investigação da PF encontra mensagens do ministro do STF no WhatsApp do banqueiro que apontam para uma relação de pelo menos dois anos
Ex-governador de São Paulo e nome forte no Estado, Geraldo Alckmin também foi lembrado com elogios por Lula pela nova política da indústria brasileira
Os dados mostram também o filho de Jair Bolsonaro numericamente a frente de Lula no segundo turno, apesar da igualdade técnica entre ambos
Pesquisa Atlas/Bloomberg mostra Lula ainda à frente de Flávio Bolsonaro e Tarcísio no primeiro turno, mas com a menor vantagem da série histórica contra o senador. No segundo turno, cenário indica empate técnico com o filho do ex-presidente e desvantagem contra o governador paulista
O avanço do senador nas intenções de voto para as eleições 2026 ocorre em um momento em que a avaliação do governo Lula segue pressionada
O magistrado é acusado de crime de responsabilidade, suspeição e conflito de interesses na condução do inquérito que apura as fraudes bilionárias
Levantamento mostra Lula à frente em todas as simulações, enquanto a avaliação de seu governo segue em empate técnico, com 49% de desaprovação e 47% de aprovação; confira quem tem mais chances no embate contra o petista
Apesar da rejeição elevada, Lula mantém vantagem sobre Tarcísio, Flávio, Michelle e outros adversários em todos os cenários; levantamento mostra o petista com 40,2% no primeiro turno e vitórias apertadas no segundo