Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Carolina Gama

Formada em jornalismo pela Cásper Líbero, já trabalhou em redações de economia de jornais como DCI e em agências de tempo real como a CMA. Já passou por rádios populares e ganhou prêmio em Portugal.

CONVIDADOS INDESEJADOS

Crise bancária bate à porta, Fed não abre e sobe juro em 0,25 pp — será o último aperto do ciclo?

O banco central dos EUA colocou a taxa referencial na faixa entre 5,00% e 5,25% ao ano e mercado gostou da decisão — entenda a razão

Carolina Gama
3 de maio de 2023
15:04 - atualizado às 16:19
O presidente do Fed, Jerome Powell, escondido atrás de um balcão de metal, sendo caçado por dinossauros
Imagem: Divulgação/Universal - Montagem: Victor Aguiar

A crise bancária dos EUA é aquela visita chata que insiste em bater à porta sem ser convidada — e, assim como fez em março, o Federal Reserve (Fed) não abriu. O banco central norte-americano entregou nesta quarta-feira (03) um novo aumento de juro de 0,25 ponto percentual, colocando a taxa referencial na faixa entre 5,00% e 5,25% ao ano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A inflação continua a ter lugar cativo na sala de estar do Fed. Por isso, a autoridade monetária não hesitou em entregar de bandeja um novo aperto — que já era amplamente esperado. 

O que muitos investidores se perguntam é se esse será o último aperto de um ciclo que começou em março do ano passado. O comunicado do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) trouxe algumas pistas de que uma possível pausa está no horizonte.

"Ao determinar até que ponto o endurecimento adicional da política monetária pode ser apropriado para retornar a inflação a 2% ao longo do tempo, o Comitê levará em conta o aperto cumulativo da política monetária, os atrasos com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação, e os fatores econômicos e financeiros. desenvolvimentos", diz o comunicado.

A reação inicial em Wall Street foi positiva. O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq aceleraram os ganhos, subindo 0,14%, 0,25% e 0,47%, respectivamente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Inflação: a visita que não quer ir embora

O Fed já deve até ter colocado uma vassoura atrás da porta, mas a inflação é uma visita que não quer ir embora.

Leia Também

Em março, o índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) — a medida preferida do BC dos EUA para a inflação — desacelerou de 5,1% em fevereiro para 4,2% em março em base anual — ainda o dobro da meta de 2% do Fed. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, saiu de 4,7% para 4,6%. 

Ainda que dê sinais de desaceleração — quando o Fed começou o atual ciclo de aperto, a inflação estava batendo em dois dígitos — a ata da reunião de março deu a entender que a a taxa ainda estava “inaceitavelmente alta” e que um “período de crescimento abaixo da tendência era necessário” para trazê-la de volta à meta de 2%.

No comunicado de hoje, o Fed reafirma que a inflação segue elevada. "A atividade econômica expandiu-se por um ritmo modesto no primeiro trimestre. Os ganhos de empregos foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação continua elevada", diz o comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • ASSISTA TAMBÉM: Banco Central entre a cruz e a espada. O que vai acontecer com a Selic e onde investir?

Crise bancária: chegou sem ser convidada

O Fed vem aumentando o juro desde março de 2022, quando a inflação fora de controle bateu à porta e forçou um ciclo de aumento da taxa bastante agressivo. 

Um ano depois, a crise bancária também quer sentar-se à mesa do banco central norte-americano.

Tudo começou com o colapso do Silicon Valley Bank (SVB), que foi seguido da falência do Signature Bank e de problemas no europeu Credit Suisse — o mercado estaria revivendo a crise dos bancos de 2008? Na ocasião, o Fed disse que não. 

No encontro de 22 de março deste ano,  a autoridade monetária reafirmou que o sistema bancário dos EUA era sólido e resiliente, embora tenha alertado sobre os problemas que derivariam do colapso recente dos bancos regionais — condições de crédito mais restritivas para famílias e empresas e o peso na atividade econômica. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Exatos 42 dias depois, o Fed anuncia uma nova decisão de política monetária com outro colapso bancário como um convidado indesejado: o First Republic Bank quebrou na segunda-feira (1) e acabou sendo comprado pelo JP Morgan — uma prática que se mostrou comum em 2008 para evitar uma catástrofe ainda maior no sistema financeiro norte-americano após a quebra do Lehmann Brothers. 

O Fed vai abrir a porta?

Se alguma porta ficou aberta, foi a de possíveis aumentos da taxa de juros — se for necessário. Por enquanto, a crise bancária terá que esperar do lado de fora. 

No comunicado com a decisão de hoje, o banco central norte-americano repetiu o que disse no comunicado com a última decisão: o sistema bancário norte-americano segue firme.

"O sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente. Condições de crédito mais apertadas para famílias e empresas devem pesar na atividade econômica, nas contratações e na inflação. A extensão desses efeitos permanece incerta. O Comitê permanece altamente atento aos riscos de inflação", diz o comunicado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, na semana passada, o próprio Fed admitiu que falhou. Embora tenha responsabilizado a gestão do Silicon Valley Bank pelos eventos que culminaram na quebra do banco em março, o BC dos EUA reconheceu que fracassou no papel de forçar a instituição financeira a corrigir as vulnerabilidades.

Em um relatório de cerca de 100 páginas sobre o colapso do SVB, divulgado na sexta-feira (28), o Fed explicou que as autoridades de supervisão identificaram os problemas, mas foram lentas em exigir que o SVB cumprisse as exigências de liquidez e capital. 

Para a instituição, o processo foi "muito deliberativo" e focado em acumular evidências antes de agir. O Fed, em particular, avalia que não foi capaz de perceber a seriedade das deficiências na governança e gestão de riscos do banco. 

Powell: o anfitrião de convidados indesejados

Jerome Powell, presidente do Fed, é o anfitrião dos convidados indesejados — a inflação fora de controle e a crise bancária que se avizinha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Falando na coletiva após a decisão, ele disse que o banco central norte-americano pode continuar subindo o juro se os dados econômicos apontarem nessa direção. Wall Street reagiu mal à essa declaração, e passou a operar em queda.

“Estamos preparados para fazer mais se for uma restrição maior da política monetária for necessária”, disse Powell.

“Uma decisão sobre uma pausa não foi tomada hoje, mas [a mudança na linguagem do comunicado sobre o futuro fortalecimento da política monetária] foi significativa", acrescentou.

Alguns minutos depois, no entanto, Powell acrescentou que esse aumento só virá se necessário e os índices em Nova York voltaram a subir.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O chefão do Fed acredita que são necessários mais dados para decidir se a taxa referencial é restritiva o suficiente. "Vamos precisar de dados para entender sobre isso. Acho que não é possível dizer isso com confiança agora”, afirmou.

Powell disse que o resumo das projeções econômicas da reunião do Fomc de março mostrou que as decisões tomadas até aquele momento resultaram em um nível apropriado de aumentos de juros e que uma reavaliação será feita em junho.

Sobre um possível corte de juros, o presidente do Fed foi claro: as perspectivas com as quais o banco central norte-americano trabalha hoje não permitem que um corte na taxa agora.

A declaração foi um novo balde de água fria em Wall Street. Muitas projeções indicavam que haveria um afrouxamento monetário em breve. O holandês ING, por exemplo, previa, antes da reunião, um corte do juro ainda neste ano e a Nomura Holdings, em 2024.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ

US$ 100 bilhões em 9 dias: como a Intel virou o jogo na bolsa — e o que Elon Musk tem a ver com isso

13 de abril de 2026 - 13:01

Apesar do desempenho estelar, a fabricante de chips ainda tem riscos à frente; entenda o que mexe com a ação da empresa

NO MEIO DO NADA

Fábrica natural de ouro: cientistas acreditam ter encontrado no fundo do mar a resposta para um antigo mistério

13 de abril de 2026 - 10:28

Motivo pelo qual o ouro se concentra em certas regiões do mundo e não em outras é considerado um mistério de longa data pelos cientistas, mas uma parte dessa resposta parece ter sido encontrada

SEM SOLUÇÕES

EUA e Irã deixam mesa de negociações sem acordo, e cessar-fogo segue incerto; confira os pontos de impasse entre os países

12 de abril de 2026 - 12:07

Apesar de não chegarem a um acordo, o encontro foi o mais alto nível de interação presencial entre representantes do Irã e dos Estados Unidos

BIG SHORT X BIG BOSS

‘A loucura’ de Michael Burry: lendário investidor de Wall Street encara Trump e dobra a aposta contra a Palantir — e contra a Nvidia 

10 de abril de 2026 - 18:45

O investidor que previu a crise de 2008 não se intimidou com o apoio do republicano à empresa de software, e reafirma que a queridinha da IA vale menos da metade do preço de tela

NO MUNDO DA LUA

Americano nunca esteve na Lua, mas ficou milionário vendendo terrenos do satélite natural da Terra

10 de abril de 2026 - 10:40

Nem o céu foi limite para um norte-americano se tornar um multimilionário ao vender lotes de terreno na Lua

EFEITO COLATERAL

Quem ganha com a guerra? Rússia pode turbinar cofres em abril com até US$ 9 bilhões em petróleo

9 de abril de 2026 - 15:49

Disparada do petróleo após fechamento do Estreito de Ormuz pode dobrar arrecadação com imposto sobre produção

COPO MEIO CHEIO

Cessar-fogo de papel e conta que não fecha: as economias globais caminham no escuro, mas o investidor não

8 de abril de 2026 - 18:44

Apesar das incertezas com relação à evolução do conflito no Oriente Médio e à consequente sombra sobre a trajetória da inflação e dos juros no mundo, os investidores têm um caminho claro a seguir

PAUSA DRAMÁTICA

Petróleo despenca mais de 15%, Petrobras cai 6% e dólar perde força: o efeito imediato do cessar-fogo de Trump contra o Irã nos mercados

7 de abril de 2026 - 20:42

Após ultimato e ameaça a infraestrutura iraniana, presidente dos EUA recua e abre janela de negociação mediada pelo Paquistão

VENTOS FAVORÁVEIS

Os 4 setores que estão carregando o rastro de bilhões dos estrangeiros na bolsa em 2026

7 de abril de 2026 - 17:15

O investidor estrangeiro está comprando a B3, mas não tudo, segundo o Itaú BBA; saiba por que os gringos já injetaram R$ 29,7 bilhões em ETFs brasileiros neste ano

NÃO PRECISA DE BOMBEIRO

Enquanto a Ásia queima com o petróleo, a China tem um plano para apagar o fogo da crise que vem de Ormuz 

6 de abril de 2026 - 19:41

Japão e a Coreia do Sul sofrem; Pequim respira com um alívio que mistura estratégia de longo prazo e uma ajudinha do combustível fóssil mais tradicional de todos

MENSAGEM NÃO LIDA

As lições de casa — e os alertas — do CEO do JP Morgan que podem mudar a forma como você investe

6 de abril de 2026 - 16:59

Jamie Dimon fala dos efeitos das guerras, da inteligência artificial e das regras bancárias na aguardada carta anual aos acionistas

MAKE A PIX

Pix internacional: Banco Central trabalha para expandir sistema de pagamento para fora do Brasil enquanto Trump esbraveja

6 de abril de 2026 - 11:42

Pix já funciona de maneira limitada em algumas localidades estrangeiras, mas Banco Central prepara internacionalização mais abrangente da ferramenta que tira o sono de Donald Trump

TENSÕES NO ORIENTE MÉDIO

EUA sobem o tom sobre Estreito de Ormuz, mas Irã não recua e manda recado: “jamais voltará a ser o que era”

6 de abril de 2026 - 9:31

O anúncio ocorre após Trump fazer mais um ultimato ao Irã, sob a ameaça de destruir usinas de eletricidade e pontes do país persa

PRIMEIRA VEZ EM 20 ANOS

EUA sofrem golpe inédito do Irã; veja como ficam as negociações para um cessar-fogo agora

4 de abril de 2026 - 9:16

Os ataques ocorreram cinco semanas após os primeiros bombardeios dos Estados Unidos e de Israel no Irã

MUITO ALÉM DO COELHINHO

De procissões religiosas a “bruxas de Páscoa” e pipas coloridas: como outras culturas e religiões celebram a ressurreição e a passagem

3 de abril de 2026 - 10:17

Comum a cristãos, judeus e a outras culturas, a Páscoa ganha tradições e adaptações muito diferentes ao redor do mundo

RÚPIA SOB ATAQUE

O despertar dos mortos-vivos: crise cambial na Índia assombra mercados e pode enterrar o plano da economia de US$ 5 trilhões

2 de abril de 2026 - 19:11

A quarta maior economia do mundo está sob cerco; entenda como a guerra entre EUA e Irã reacendeu traumas financeiros na Índia e o impacto para os mercados

RISCO GEOPOLÍTICO

‘Trump é o mestre da negociação’, mas encara uma limitação que o levará a encerrar guerra no Irã em breve, diz gestor da Nomura Asset

31 de março de 2026 - 17:11

Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste

GLOBAL MANAGERS CONFERENCE BRASIL 2026

A ‘Nvidia chinesa’ já existe? Os setores que devem gerar lucro na China e estão de portas abertas para investidores, segundo gestor

31 de março de 2026 - 14:59

Brendan Ahern, CIO da KraneShares, diz onde o governo chinês acerta, onde erra e onde o Ocidente subestima Pequim — “esse é um caminho que não tem mais volta”

DO YOU BELIEVE?

Pouso filmado em estúdio, holograma no teto da Terra plana e mais; confira as teorias da conspiração mais alucinadas sobre a ida do homem à Lua enquanto acompanha a missão Artemis 2

31 de março de 2026 - 10:25

Missão Artemis 2 vai levar o homem de volta à órbita da Lua pela primeira vez em mais de 50 anos, mas um em cada três brasileiros jura que ele nunca esteve lá antes.

O JEITO DE JEROME

Powell se arrependeu e usa palco de Harvard para dar pista sobre os juros da maior economia do mundo

30 de março de 2026 - 13:31

Participando de evento na universidade nesta segunda-feira (30), ele avalia falou sobre o futuro da política monetária com a guerra e a inflação batendo na porta do banco central norte-americano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia