O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O banco central dos EUA colocou a taxa referencial na faixa entre 5,00% e 5,25% ao ano e mercado gostou da decisão — entenda a razão
A crise bancária dos EUA é aquela visita chata que insiste em bater à porta sem ser convidada — e, assim como fez em março, o Federal Reserve (Fed) não abriu. O banco central norte-americano entregou nesta quarta-feira (03) um novo aumento de juro de 0,25 ponto percentual, colocando a taxa referencial na faixa entre 5,00% e 5,25% ao ano.
A inflação continua a ter lugar cativo na sala de estar do Fed. Por isso, a autoridade monetária não hesitou em entregar de bandeja um novo aperto — que já era amplamente esperado.
O que muitos investidores se perguntam é se esse será o último aperto de um ciclo que começou em março do ano passado. O comunicado do comitê de política monetária (Fomc, na sigla em inglês) trouxe algumas pistas de que uma possível pausa está no horizonte.
"Ao determinar até que ponto o endurecimento adicional da política monetária pode ser apropriado para retornar a inflação a 2% ao longo do tempo, o Comitê levará em conta o aperto cumulativo da política monetária, os atrasos com que a política monetária afeta a atividade econômica e a inflação, e os fatores econômicos e financeiros. desenvolvimentos", diz o comunicado.
A reação inicial em Wall Street foi positiva. O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq aceleraram os ganhos, subindo 0,14%, 0,25% e 0,47%, respectivamente.
O Fed já deve até ter colocado uma vassoura atrás da porta, mas a inflação é uma visita que não quer ir embora.
Leia Também
Em março, o índice de preços para gastos pessoais (PCE, na sigla em inglês) — a medida preferida do BC dos EUA para a inflação — desacelerou de 5,1% em fevereiro para 4,2% em março em base anual — ainda o dobro da meta de 2% do Fed. O núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, saiu de 4,7% para 4,6%.
Ainda que dê sinais de desaceleração — quando o Fed começou o atual ciclo de aperto, a inflação estava batendo em dois dígitos — a ata da reunião de março deu a entender que a a taxa ainda estava “inaceitavelmente alta” e que um “período de crescimento abaixo da tendência era necessário” para trazê-la de volta à meta de 2%.
No comunicado de hoje, o Fed reafirma que a inflação segue elevada. "A atividade econômica expandiu-se por um ritmo modesto no primeiro trimestre. Os ganhos de empregos foram robustos nos últimos meses e a taxa de desemprego permaneceu baixa. A inflação continua elevada", diz o comunicado.
O Fed vem aumentando o juro desde março de 2022, quando a inflação fora de controle bateu à porta e forçou um ciclo de aumento da taxa bastante agressivo.
Um ano depois, a crise bancária também quer sentar-se à mesa do banco central norte-americano.
Tudo começou com o colapso do Silicon Valley Bank (SVB), que foi seguido da falência do Signature Bank e de problemas no europeu Credit Suisse — o mercado estaria revivendo a crise dos bancos de 2008? Na ocasião, o Fed disse que não.
No encontro de 22 de março deste ano, a autoridade monetária reafirmou que o sistema bancário dos EUA era sólido e resiliente, embora tenha alertado sobre os problemas que derivariam do colapso recente dos bancos regionais — condições de crédito mais restritivas para famílias e empresas e o peso na atividade econômica.
Exatos 42 dias depois, o Fed anuncia uma nova decisão de política monetária com outro colapso bancário como um convidado indesejado: o First Republic Bank quebrou na segunda-feira (1) e acabou sendo comprado pelo JP Morgan — uma prática que se mostrou comum em 2008 para evitar uma catástrofe ainda maior no sistema financeiro norte-americano após a quebra do Lehmann Brothers.
Se alguma porta ficou aberta, foi a de possíveis aumentos da taxa de juros — se for necessário. Por enquanto, a crise bancária terá que esperar do lado de fora.
No comunicado com a decisão de hoje, o banco central norte-americano repetiu o que disse no comunicado com a última decisão: o sistema bancário norte-americano segue firme.
"O sistema bancário dos EUA é sólido e resiliente. Condições de crédito mais apertadas para famílias e empresas devem pesar na atividade econômica, nas contratações e na inflação. A extensão desses efeitos permanece incerta. O Comitê permanece altamente atento aos riscos de inflação", diz o comunicado.
Mas, na semana passada, o próprio Fed admitiu que falhou. Embora tenha responsabilizado a gestão do Silicon Valley Bank pelos eventos que culminaram na quebra do banco em março, o BC dos EUA reconheceu que fracassou no papel de forçar a instituição financeira a corrigir as vulnerabilidades.
Em um relatório de cerca de 100 páginas sobre o colapso do SVB, divulgado na sexta-feira (28), o Fed explicou que as autoridades de supervisão identificaram os problemas, mas foram lentas em exigir que o SVB cumprisse as exigências de liquidez e capital.
Para a instituição, o processo foi "muito deliberativo" e focado em acumular evidências antes de agir. O Fed, em particular, avalia que não foi capaz de perceber a seriedade das deficiências na governança e gestão de riscos do banco.
Jerome Powell, presidente do Fed, é o anfitrião dos convidados indesejados — a inflação fora de controle e a crise bancária que se avizinha.
Falando na coletiva após a decisão, ele disse que o banco central norte-americano pode continuar subindo o juro se os dados econômicos apontarem nessa direção. Wall Street reagiu mal à essa declaração, e passou a operar em queda.
“Estamos preparados para fazer mais se for uma restrição maior da política monetária for necessária”, disse Powell.
“Uma decisão sobre uma pausa não foi tomada hoje, mas [a mudança na linguagem do comunicado sobre o futuro fortalecimento da política monetária] foi significativa", acrescentou.
Alguns minutos depois, no entanto, Powell acrescentou que esse aumento só virá se necessário e os índices em Nova York voltaram a subir.
O chefão do Fed acredita que são necessários mais dados para decidir se a taxa referencial é restritiva o suficiente. "Vamos precisar de dados para entender sobre isso. Acho que não é possível dizer isso com confiança agora”, afirmou.
Powell disse que o resumo das projeções econômicas da reunião do Fomc de março mostrou que as decisões tomadas até aquele momento resultaram em um nível apropriado de aumentos de juros e que uma reavaliação será feita em junho.
Sobre um possível corte de juros, o presidente do Fed foi claro: as perspectivas com as quais o banco central norte-americano trabalha hoje não permitem que um corte na taxa agora.
A declaração foi um novo balde de água fria em Wall Street. Muitas projeções indicavam que haveria um afrouxamento monetário em breve. O holandês ING, por exemplo, previa, antes da reunião, um corte do juro ainda neste ano e a Nomura Holdings, em 2024.
Irã promete manter fechada a passagem de embarcações pelo Estreito de Ormuz em meio aos ataques dos EUA e de Israel; pelo menos três navios foram atingidos na quarta-feira (11)
A equipe ainda não venceu nenhuma partida pela Premier League em 2026, acumula cinco derrotas consecutivas na competição e olha para o precipício.
A Memvid afirma ter criado uma camada de memória capaz de permitir que sistemas de IA realmente lembrem do que foi perguntado
A estrutura passou por ondas de quase 10 metros de altura e ventos intensos antes de alcançar a Antártica.
Gigante da tecnologia pretendia captar até US$ 42 bilhões, mas interesse massivo pode colocar operação entre as maiores já registradas no mercado de bonds dos EUA
Fifa pode tomar qualquer medida que considerar necessária caso uma nação desista ou seja excluída da Copa do Mundo
BofA analisa o impacto do conflito no Oriente Médio e aponta quais empresas brasileiras oferecem o melhor colchão contra a aceleração da inflação e a alta dos juros
Considerada por muitos fãs e críticos como a melhor parte de JoJo’s Bizarre Adventure, a saga Steel Ball Run finalmente ganhará adaptação em anime. A aguardada estreia acontece no dia 19 de março, quando a plataforma de streaming lança o primeiro episódio da história criada por Hirohiko Araki. Publicada originalmente entre 2004 e 2011, a […]
Assembleia alcança consenso unânime sobre o novo líder supremo do Irã, sob o critério de ser ‘odiado pelo inimigo’
Presidente dos Estados Unidos fez novas ameaças ao Irã em seu perfil no Truth Social neste sábado (7)
Walter Maciel diz que os Estados Unidos têm algo que o Brasil não tem: uma política de Estado que olha para gerações
Governo cubano adota nova estratégia de sobrevivência diante de sanções dos EUA, que ameaçam causar um apagão total no país
De acidente natural a centro nervoso das tensões entre potências, Ormuz mostra como geografia ainda determina quem tem vantagem no tabuleiro mundial
A TAG Investimentos explica como a inteligência artificial está operando uma seleção natural no mercado de trabalho e o que isso significa para a bolsa
Brent sobe 12% em três dias com risco no Estreito de Ormuz; para o banco, Petrobras ganha fôlego para reforçar caixa e sustentar proventos
O Kospi vinha de uma valorização estrondosa de 75% no ano passado, impulsionado pelo hype da inteligência artificial
O banco avalia o choque da alta dos preços do petróleo na região e diz quem ganha, quem perde e como ficam inflação e juros no Brasil, na Argentina, na Colômbia, no Chile e no México; confira a análise
Com quedas de até 15% no ano, as empresas de software brasileiras estão no olho do furacão da IA, mas, segundo o Bank of America, a barreira de dados e a chance de proventos ainda pesam mais que o risco tecnológico
Queda de aeronave militar carregada com 18 toneladas de papel-moeda gera onda de saques e vandalismo
As agências de classificação de risco S&P Global, Fitch Ratings e Moody’s lançam um olhar sobre o Oriente Médio e dizem o que pode acontecer se o conflito durar muito tempo