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Até mesmo um carro em bom estado pode “encalhar” sem esses itens essenciais na hora da revenda; confira as dicas
A compra de um carro envolve uma série de fatores, mas um deles pode fazer com que você fique com um verdadeiro "mico" nas mãos: o valor em uma futura revenda. E os cuidados aumentam na hora de escolher um modelo usado.
Isso significa que aquela “promoção” ou anúncio de um carro com preço mais baixo que o de mercado podem, na verdade, esconder problemas que podem desvalorizar muito o veículo.
Até mesmo um carro em bom estado pode “encalhar” se estiver desatualizado ou muito rodado. Por isso, fique ligado e confira os itens essenciais que podem ser uma fonte de dor de cabeça no futuro.
É um item tão importante quanto a idade do veículo. Por isso, desconfie de carros mais antigos com baixa quilometragem, e se for o caso peça provas disso, como os períodos de suas manutenções e revisões.
Uma maneira de fazer essa checagem é olhar o manual do veículo e conferir se a quilometragem da época que passou pela revisão confere com a pouca rodagem do veículo.
E fique atento porque nem as vistorias cautelares ou scanners de oficinas necessariamente pegam adulterações de hodômetro quando são bem-feitas.
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Desgastes de tapeçaria, pintura, estofados, pedais e câmbio, onde o motorista mais tem contato com o carro, podem indicar adulteração de hodômetro.
Pode reparar que anúncios com a frase “único dono” geralmente estão em destaque. Isso não significa que tenha problemas, mas o mercado encara melhor carros, quanto mais novos, que tenham menos donos possível.
O estigma é de que um carro que foi passado por mais mãos pode indicar que tenha problemas.
Este é outro item que muita gente exige. Não só porque traz as indicações da fabricante, como também os carimbos das revisões e períodos em que foram feitos. Ou seja, mostram que o antigo proprietário teve cuidados com a revisão e a manutenção.
A vida útil, em média, de pneus é de 40 mil a 50 mil km, dependendo do uso. Por isso, seu estado também denuncia a quilometragem. Ideal que estejam condizentes com o hodômetro ou em estado seminovo (meia vida), afinal, um kit de pneus novos de um carro compacto custa em torno de R$ 2 mil.
É um custo a mais, mas é fundamental. Hoje há vistorias que cobram de R$ 150 a R$ 300, algumas vão além com serviços mais aprofundados. Se é um carro com oferta realmente que te interessa, vale a pena investigar em seus pormenores. Há vendedores que apresentam o laudo, mas é sempre bom levar num local de sua confiança.
O carro passa por um raio-x que vai desde a identificação, à vistoria da estrutura (que muitas vezes mostra se foi batido) e itens mecânicos, como estado de chassi, pintura, velocímetro, pneus, suspensão, pneus, etc.
A vistoria avalia também documentação, histórico, se atendeu a recall, se teve sinistro ou passagem por leilão e se tem alguma pendência jurídica ou financeira. Mas o carro não é avaliado na dinâmica, então se for possível, leve um mecânico de sua confiança para dar a palavra final se é um bom negócio.
Na hora da compra do usado também é importante saber que há itens exigidos hoje no mercado, conforme o carro. Mas em sua maioria, se não tiverem podem representar problemas para você no futuro. Ou mesmo características do carro que podem, por seu desconhecimento, desvalorizar o carro. São os chamados “micos”!
Carros acima de R$ 30 mil geralmente tem o item. Mas encontramos modelos 2015 nessa faixa de preço sem o ar. Você pode até não se incomodar, mas terá dificuldade de revender ou rejeição de lojistas e mercado.
Outros itens que passaram a ser obrigatórios nos carros. Alguns modelos trazem o acionamento dos vidros apenas na frente e atrás, com manivela. Não é o ideal, mas menos importante. Alarme também é um básico necessário.
Há sim carros a preços próximos de R$ 30 mil no mercado sem direção hidráulica ou elétrica (esta ainda é melhor). É um item tão fundamental que não vale a pena comprar um carro sem ele. No futuro, você terá dificuldade de se livrar dele sem uma direção mais levinha.
Lojistas consultados pela reportagem foram categóricos. Hoje a procedência é tudo. Por isso a necessidade de um laudo cautelar. Carros que foram batidos (e mesmo bem consertados) dificilmente não são apontados nas vistorias.
Se for carro proveniente de leilão (consta em sua documentação, não tem como esconder), mesmo que você não tenha sido a pessoa que o adquiriu no pregão, vai lhe dar um chá de cadeira para revender. E a repulsa por carros provenientes de leilão acontece mesmo que ele tenha preço bem abaixo do mercado. Vai ser sempre difícil revendê-lo.
Outro item que lojistas dizem ter muita procura e dar giro rápido a usados é a transmissão automática. Se antes eles eram vistos como equipamento de alta manutenção, hoje há linhas de carros novos que exterminaram os manuais e só oferecem os automáticos ou CVT.
Mas fique atento: evite os “automatizados”, que viraram verdadeiros micos no mercado, presentes em modelos Renault, Fiat, Ford, Chevrolet e Volks.
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