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Com a perspectiva de queda de juros à frente, o Itaú BBA elevou a recomendação da unit de neutra para compra, com um novo valor justo para o ano de 2023 de R$ 38
O BTG entrou para a lista de preferências do Itaú BBA, que melhorou a recomendação das units BPAC11 depois que o banco conseguiu resolver questões importantes como aquelas envolvendo risco de crédito corporativo. Mas não foi só isso: a instituição financeira também recebeu uma forcinha da Selic.
Com a perspectiva de queda de juros à frente, o Itaú BBA elevou a recomendação da unit do BTG de neutra para compra, com um novo valor justo para o ano de 2023 de R$ 38 — o que representa um potencial de valorização de 27% em relação ao fechamento de segunda-feira (19).
Na tarde de hoje, as units BPAC11 tinham alta de 1,34%, cotadas a R$ 30,32. No mês, os papéis acumulam ganho de 15%. Em um ano, de 46%.
Ao melhorar a recomendação para o BTG, o Itaú BBA também reforçou que a divisão de vendas e negociação do banco provou ser mais orientada para o cliente, merecendo assim uma avaliação mais alta.
“Também ressaltamos que a nova administração federal tem adotado uma postura racional em relação ao uso dos bancos estatais, como o BNDES. Por fim, a reforma tributária tem sido focada em uma abordagem mais abrangente ao invés de tratar setores específicos ou benefícios isolados”, diz o Itaú BBA em relatório.
Tudo isso, combinado com a percepção de dias melhores nos mercados de capitais, levou o Itaú BBA a aumentar a projeção de lucro líquido do BTG para 2023/2024 para 20% e 24%, chegando a R$ 10,4 bilhões e R$12,3 bilhões.
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Em relação à unit, o preço atual de cerca de R$ 29 está em um nível semelhante ao de quando o Itaú BBA rebaixou o papel há cerca de um ano. A diferença agora é que os lucros esperados para o próximo ano estão cerca de 20% mais altos do que naquela época.
A forte desvalorização coloca as ações em um múltiplo preço em relação ao lucro (P/L) estimado para 2024 de 9,5 vezes. Com base no novo valor justo para o final de 2023, de R$ 38, o múltiplo P/L passa a ser estimado em 12 vezes para 2024.
“Tal mudança é respaldada pela perspectiva de execução e crescimento superiores, menor volatilidade dos lucros e menor prêmio de risco de capital. Sendo assim, o BTG, agora, se junta ao Nubank e ao Banco do Brasil como nossa preferência no setor de bancos”, diz o Itaú BBA em relatório.
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