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Flavia Alemi
Flavia Alemi
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pela FIA. Trabalhou na Agência Estado/Broadcast e na S&P Global Platts.
'soft landing'

Banco do Brasil (BBAS3) espera queda da Selic no segundo semestre

Redução da taxa básica de juros do País não deve ser brusca, mas terá efeito imediato no custo de captação do banco

Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil
Imagem: Nilton Fukuda/Perspectiva

O Banco do Brasil (BBAS3) tem uma expectativa de que a taxa básica de juros da economia, a Selic, comece a cair a partir do segundo semestre deste ano, uma previsão condizente com a de alguns participantes do mercado. 

A queda, na visão do banco, terá efeito imediato positivo ao reduzir o custo de captação. Ao mesmo tempo, porém, ocasionará a reprecificação das carteiras e de novos contratos.

“Nós já estamos adotando outras medidas para nos preparar dentro da ótica de gestão integrada de ativos e passivos (ALM) para o novo cenário de redução de taxa de juros”, afirmou o vice-presidente de gestão financeira, Geovane Tobias, durante coletiva de imprensa.

Ele destacou, no entanto, que não espera que haja um hard landing, ou seja, um corte brusco na Selic.

Quanto a uma possível redução nos juros do crédito concedido, a diretoria do BB destacou que não vê políticas anticíclicas sem que elas tenham um modelo técnico para ampará-las sustentavelmente.

Inadimplência

O crédito mais escasso e mais caro no Brasil tem sido diretamente responsável pelo aumento do endividamento das empresas nos últimos meses. 

No primeiro trimestre deste ano, o Banco do Brasil registrou um aumento das dívidas vencidas há mais de 90 dias nos clientes PJ, uma tendência que a diretoria classifica como uma normalização depois de níveis excessivamente baixos.

O ritmo, no entanto, parece controlado. A deterioração da inadimplência PJ cresceu de 1,23% no 1T22 para 2,13% no 1T23.

“Obviamente, temos monitoramento contínuo e muito próximo de todos os clientes e procuramos atuar com antecipação, entendendo as pressões que podem estar sendo exercidas”, afirmou Felipe Prince, vice-presidente de gestão de risco.

No caso das pessoas físicas, o BB informou que atingiu o pico da inadimplência. No primeiro trimestre deste ano, o índice desses clientes chegou a 5,39% da carteira, o que representa uma queda em relação aos 5,44% registrados no quarto trimestre de 2022.

A inadimplência do BB como um todo teve uma leve deterioração no primeiro trimestre, chegando a 2,62%, vindo de 2,51% no período anterior. O índice está abaixo da média do sistema financeiro, de 3,30%.

Americanas superada?

O principal exemplo da crise de crédito no Brasil foi a recuperação judicial da Americanas em janeiro. Os bancos, principais credores da varejista, tiveram postura incisiva na negociação.

O Banco do Brasil é dos que tem a menor exposição à companhia e decidiu provisionar apenas 50% do crédito concedido no balanço do quarto trimestre de 2022. Não houve provisionamento adicional nos números referentes ao primeiro trimestre de 2023.

A expectativa do BB é de que a aprovação do plano de recuperação judicial da Americanas aconteça até o fim de junho.

“Todos os bancos souberam se entender e, consequentemente, obter uma proposta de plano de recuperação judicial bem mais favorável do que a que se desenhava inicialmente”, afirmou Felipe Prince.

Desenrola enrolado

Visto o alto nível de endividamento da população brasileira, os bancos têm tido um papel importante no desenvolvimento do programa Desenrola, promessa de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas o anúncio oficial do programa tem sofrido com sucessivos adiamentos devido a dificuldades técnicas no desenvolvimento da ferramenta.

De acordo com Tarciana Medeiros, presidente do BB, a estimativa é de que o programa seja lançado entre o final do primeiro semestre e início do segundo. 

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“É uma questão de desenvolvimento de uma ferramenta tecnológica, de uma clearing que una credores e devedores. A complexidade está no desenvolvimento mesmo”, disse Tarciana.

Ela destacou que, independentemente do Desenrola, o Banco do Brasil aumentou as renegociações no primeiro trimestre e conseguiu recuperar R$ 2,5 bilhões. 

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