Ação do Banco do Brasil (BBAS3) já subiu 53% em 2023, mas ainda pode entregar retorno de dois dígitos e dividendo gordo, diz BofA
Os analistas reforçaram a recomendação de compra para os papéis e elevaram o preço-alvo para R$ 62, implicando em um potencial de alta de 27%
Amplamente conhecido por ser um dos tradicionais pagadores de dividendos da bolsa, o Banco do Brasil (BBAS3) tem chance de agraciar ainda mais os investidores neste ano — e não apenas com proventos, segundo o Bank of America (BofA).
Com ruídos de interferência política mais baixos e uma transição mais suave do que o esperado para o governo Lula, o interesse dos investidores nas ações do banco aumentou.
Desse modo, as ações BBAS3 acumularam valorização de 53% até agora em 2023, superando o desempenho de seus principais concorrentes, como Bradesco (BBDC4) e Itaú (ITUB4), e até mesmo do Ibovespa neste ano.
Porém, na visão do Bank of America, apesar do desempenho superior, a ação ainda está atraente e há espaço para novos ganhos.
Os analistas reforçaram a recomendação de compra para os papéis do banco e elevaram o preço-alvo das ações BBAS3, que passou de R$ 54 para R$ 62.
A nova previsão implica em um potencial de alta de 27% em relação ao fechamento do último pregão, de R$ 48,62, além de um rendimento com dividendos (dividend yield) atraente de 10%.
Leia Também
As ações do Banco do Brasil operam em alta no pregão desta quinta-feira (15). Por volta das xxhxx, os papéis BBAS3 subiam 1,82%, negociados a R$ 49,75.
Visão otimista para Banco do Brasil (BBAS3)
Os analistas do Bank of America preveem dois cenários para o Banco do Brasil (BBAS3), divididos entre touros e ursos.
A visão mais otimista, dos “touros”, tem base em três pilares principais: valuation, exposição agrícola, melhoria estrutural.
O banco enxerga que o Banco do Brasil possui um valuation descontado, com a ação sendo negociada a um múltiplo de 4,1 vezes o preço sobre lucro, 48% abaixo de seus pares privados, em 7,7 vezes.
Excluindo as participações do Banco do Brasil na Cielo e na BB Seguridade, o papel BBAS3 está sendo negociado a 3,3 vezes o preço/lucro.
Enquanto isso, em uma base de preço sobre valor patrimonial (P/VPA), o Banco do Brasil ainda está sendo negociado a um múltiplo de 0,8x, o que implica em uma rentabilidade (ROE) de 14,5%.
Segundo o BofA, a rentabilidade pode ser sustentada acima dos níveis históricos, que teve uma média de 19,4% nos últimos dois anos.
Isso porque, na visão dos analistas, o banco fez melhorias estruturais em sua estrutura de custos, o que permite espaço para aumentar a alavancagem do balanço.
Já do lado da exposição agrícola, os analistas do BofA acreditam que o banco apresenta- se como uma forma atraente para os investidores participarem do setor agropecuário no Brasil, uma vez que “é o maior credor do segmento e tem espaço para reconquistar mercado compartilhar”.
A carteira de agronegócios do Banco do Brasil representa 32% da carteira total do banco, no maior patamar dos últimos 10 anos.
No cenário mais otimista, o BofA prevê um lucro líquido de R$ 36,4 bilhões para este ano e de R$ 40,9 bilhões para 2024, com rentabilidade de 20,8% e 20,6%, respectivamente.
Desse modo, os analistas projetam que o valor justo por ação BBAS3 aumentaria para R$ 65.
VEJA TAMBÉM - A NETFLIX REALMENTE PODE TE PROIBIR DE COMPARTILHAR SUA SENHA? VEJA SE VOCÊ PODE IMPEDIR A COBRANÇA
Os riscos ao Banco do Brasil (BBAS3)
Por sua vez, do lado do cenário de baixa, dos “ursos”, o Bank of America enxerga a taxa Selic como um dos principais pontos de risco para o Banco do Brasil (BBAS3).
Entre os argumentos citados pelos economistas para uma visão mais defensiva em relação à ação, estão os níveis de lucro e rentabilidade do banco diante de um cenário de juros mais baixos.
Na visão do BofA, a Selic mais baixa pode impactar o Banco do Brasil, que se beneficiou do ciclo de alta dos juros, ainda mais do que seus principais concorrentes.
Os analistas projetam que o Banco Central comece a afrouxar o aperto monetário e cortar as taxas a partir de agosto de 2023.
“O Banco do Brasil registra pela primeira vez os maiores lucros líquidos e rentabilidade do setor, que não são sustentáveis”, afirmam os analistas. “Lucros são mais vulneráveis a um ambiente de taxas mais baixas, e o ciclo de flexibilização [da Selic] deve começar no 3T23.”
Desse modo, dentro do cenário de baixa, o BofA prevê um lucro líquido de R$ 32,4 bilhões para 2023 e de R$ 34,4 bilhões para o próximo ano, o que renderia um retorno sobre patrimônio de 18,6% e 17,7%, respectivamente.
Com isso, os analistas avaliam que o preço justo por ação BBAS3 passaria para R$ 58.
Riscos para o preço-alvo
Os analistas revelaram os principais riscos para o preço-alvo fixado para as ações do Banco do Brasil (BBAS3), de R$ 62 por ativo.
Os riscos de alta, que fariam a ação do banco subir para além do estimado pelo BofA, estão:
- Crescimento da carteira de empréstimos mais forte do que o previsto
- Encargos de provisão menores do que o esperado
- Maior resiliência na margem de lucro do mercado.
Enquanto isso, os riscos negativos para o preço-alvo incluem uma possível interferência do governo nas operações do banco, uma potencial má execução da administração e uma concorrência mais forte do que o esperado no setor agrícola.
Depois de Venezuela, esse outro país pode virar o novo “El Dorado” da Aura Minerals (AURA33)
A mineradora recebeu a licença final de construção e deu início às obras preliminares do Projeto Era Dorada. Como isso pode impulsionar a empresa daqui para frente?
A vez do PicPay: empresa dos irmãos Batista entra com pedido de IPO nos EUA; veja o que está em jogo
Fintech solicita IPO na Nasdaq e pode levantar até US$ 500 milhões, seguindo o movimento de empresas brasileiras como Nubank
GM, Honda e grandes montadoras relatam queda nas vendas nos EUA no fim do ano; saiba o que esperar para 2026
General Motors e concorrentes registram queda nas vendas no fim de 2025, sinalizando desaceleração do mercado automotivo nos EUA em 2026 diante da inflação e preços elevados
Passa vergonha com seu e-mail? Google vai permitir trocar o endereço do Gmail
Mudança, antes considerada impossível, começa a aparecer em páginas de suporte e promete livrar usuários de endereços de e-mail inadequados
Smart Fit (SMFT3) treina pesado e chega a 2 mil unidades; rede planeja expansão para 2026
Rede inaugura unidade de número 2 mil em São Paulo, expande presença internacional e prevê abertura de mais 340 academias neste ano
Como o Banco Master entra em 2026: da corrida por CDBs turbinados à liquidação, investigações e pressão sobre o BC
Instituição bancária que captou bilhões com títulos acima da média do mercado agora é alvo de investigações e deixa investidores à espera do ressarcimento pelo FGC
BTG Pactual (BPAC11) amplia presença nos EUA com conclusão da compra do M.Y. Safra Bank e licença bancária para atuar no país
Aquisição permite ao BTG Pactual captar depósitos e conceder crédito diretamente no mercado norte-americano, ampliando sua atuação além de serviços de investimento
Adeus PETZ3: União Pet, antigas Petz e Cobasi, estreia hoje novo ticker na B3
Os antigos acionistas da Petz passam a deter, em conjunto, 52,6% do capital social da União Pet; eles receberão novos papéis e pagamento em dinheiro
Tesla perde liderança para a BYD após queda nas vendas de veículos elétricos
As vendas da Tesla caíram 9% em 2025 e diminuíram 16% no quarto trimestre em comparação com o mesmo período do ano anterior
Antiga Cobasi conclui combinação de negócios com a Petz e ganha novo ticker; veja a estreia na B3
A transação foi realizada por meio de reorganização societária que resultou na conversão da Petz em subsidiária integral da União Pet
TCU determina inspeção de documentos do BC sobre a liquidação do Banco Master
A decisão do órgão ocorre em período de recesso da Corte de Contas e após o relator do caso solicitar explicações ao BC
Ao deixar cargo de CEO, Buffet diz que Berkshire tem chances de durar mais um século
“Acho que (a Berkshire) tem mais chances de estar aqui daqui a 100 anos do que qualquer empresa que eu possa imaginar”, disse Buffett em entrevista à CNBC
Azul (AZUL54) ganha aval do Cade para avançar em acordo estratégico em meio à recuperação judicial nos EUA
O órgão aprovou, sem restrições, a entrada de um novo acionista na Azul, liberando a aquisição de participação minoritária pela United Airlines. A operação envolve um aporte de US$ 100 milhões, ocorre no âmbito do Chapter 11 nos Estados Unidos
EMAE desiste de compra de debêntures da Light (LIGT3) e rescinde acordo com BTG Pactual; entenda o motivo
O acordo havia sido firmado em setembro de 2025, mas ainda dependia da aprovação prévia da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
Prio (PRIO3) anuncia aumento de capital no valor de R$ 95 milhões após exercício de opções de compra de ações
Diluição dos acionistas deve ser pequena; confira os detalhes da emissão das novas ações PRIO3
Marisa (AMAR3) ganha disputa na CVM e mantém balanços válidos
Colegiado da CVM acolheu recurso da varejista, derrubou entendimento da área técnica e afastou a exigência de reapresentação de balanços de 2022 a 2024 e de informações trimestrais até 2025
Dasa (DASA3) quer começar o ano mais saudável e vende hospital por R$ 1,2 bilhão
A companhia anunciou a venda do Hospital São Domingos para a Mederi Participações Ltda, por cerca da metade do que pagou há alguns anos
Por R$ 7, Natura (NATU3) conclui a venda da Avon Internacional e encerra capítulo turbulento em sua história
A companhia informou que concluiu a venda da Avon Internacional para o fundo Regent LP. O valor pago pela operação da marca foi simbólico: uma libra, cerca de R$ 7
Cyrela (CYRE3) aprova aumento de capital de R$ 2,5 bilhões e criação de ações preferenciais para bonificar acionistas
Assembleia de acionistas aprovou bonificação em ações por meio da emissão de papéis PN resgatáveis e conversíveis em ações ordinárias, com data-base de 30 de dezembro
Ressarcimento pelos CDBs do Banco Master fica para 2026
Mais de um mês depois de liquidação extrajudicial do Banco Master, lista de credores ainda não está pronta.
