Para onde os brasileiros destinaram seus mais de R$ 5 trilhões em investimentos em 2022
Valor investido por pessoas físicas ultrapassou a marca pela primeira vez, e participação da renda fixa viu crescimento substancial com a alta dos juros; fundos multimercados tiveram queda inédita em volume

O valor investido pelas pessoas físicas ultrapassou os R$ 5 trilhões pela primeira vez no ano passado, um crescimento de 11,7% em relação a 2021.
Foram, mais precisamente, R$ 5,055 trilhões distribuídos em diversas classes de ativos por investidores dos segmentos private (mais de R$ 3 milhões investidos), varejo alta renda e varejo dos bancos e corretoras brasileiros.
- O Seu Dinheiro acaba de liberar um treinamento exclusivo e completamente gratuito para todos os leitores que buscam receber pagamentos recorrentes de empresas da Bolsa. [LIBERE SEU ACESSO AQUI]
E, com a continuidade da alta da Selic, a renda fixa acabou sendo o destino de mais de 60% desses recursos, na busca do investidor por rentabilidade com baixo risco, à medida que a renda variável se tornava menos atrativa com juros tão altos e incertezas macroeconômicas, inclusive no exterior.
Segundo números divulgados nesta quinta-feira (09) pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), foi a primeira vez que a alocação em renda fixa cresceu significativamente na série histórica iniciada em 2017.
Nos primeiros quatro anos - de 2017 a 2020 - a participação da renda fixa na carteira dos investidores vinha recuando, o que coincidiu com a queda da Selic; ao mesmo tempo, a parcela de renda variável vinha aumentando, até atingir a máxima de 20% em dezembro de 2020.
Em 2021, com o início da escalada dos juros no último ciclo de alta, houve pequeno aumento na participação da renda fixa nas carteiras das pessoas físicas, com leve recuo na renda variável, em relação ao ano anterior. Em 2022, porém, a participação da renda fixa subiu de 56,8% para 60,3%, enquanto a da renda variável caiu de 19,5% para 17,1%.
Leia Também
Eduardo Bolsonaro tem prisão decretada e passaportes cancelados por Moraes após condenação no STF

Brasileiros se voltam para os títulos de renda fixa isentos de IR
Os títulos de renda fixa isentos de imposto de renda apresentaram alguns dos maiores crescimentos de volume no ano passado. Segundo Ademir Correia Junior, presidente do Fórum de Distribuição da Anbima, a procura por esses investimentos tem sido tão grande que tem faltado lastro para a emissão de papéis.
Títulos como Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI), Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e Letras Imobiliárias Garantidas (LIG) dependem de haver operações imobiliárias ou do agro para serem financiadas com os recursos obtidos junto aos investidores.
Os papéis isentos de IR que viram o maior crescimento em volume no ano passado foram as LCIs (+67,6%, para R$ 87,6 bilhões), LCAs (+76,0%, para R$ 137,1 bilhões) e LIGs (+87,7%, para R$ 40,5 bilhões).
Veja o crescimento da popularidade dos títulos isentos de IR nos últimos anos:

Porém, entre os títulos nos quais as pessoas físicas mais investiram diretamente, LCAs e LCIs aparecem apenas em terceiro e quarto lugares, respectivamente.
O primeiro lugar foi “tomado de assalto” pelos Certificados de Depósitos Bancários (CDBs), títulos emitidos por bancos que não dependem de lastros específicos e que costumam pagar um percentual do CDI. Eles foram o destino de R$ 715,9 bilhões das pessoas físicas no ano passado, crescimento de 25,5% ante 2021.
Os CDBs ultrapassaram as ações, que até 2021 eram o principal investimento das pessoas físicas em volume, quando considerados apenas os títulos nos quais os brasileiros investem diretamente. O volume investido em ações no ano passado totalizou R$ 619 bilhões, queda de 4,2% em relação ao ano anterior.

Assim, entre os títulos e valores mobiliários, a participação das ações caiu de 34,2% para 26%, a dos CDBs meio que permaneceu em 30%, a das LCAs saltou de 9,6% para 13,4% e a das LCIs avançou de 6,9% para 9,1% entre dezembro de 2021 e dezembro de 2022.
Leia também
Fundos multimercados viram perda de volume pela primeira vez
Entre os fundos de investimento, os multimercados - que podem investir em quaisquer classes de ativos, utilizando diversas estratégias - continuaram como o principal destino dos recursos dos brasileiros, totalizando R$ 672,2 bilhões.
No entanto, esse tipo de fundo viu queda no volume pela primeira vez na série histórica, de 2,1%. Já os fundos de renda fixa, que ficaram em segundo lugar entre os fundos, viram alta de 12,9%, para R$ 512,1 bilhões.
Em terceiro lugar vieram os fundos de ações, com alta de 3,5%, para R$ 222,4 bilhões. Destaque também para os fundos imobiliários, que tiveram um crescimento de 14,1% de dezembro de 2021 para dezembro de 2022, totalizando R$ 92,3 bilhões. Eles foram o quarto tipo de fundo em volume de investimentos no ano passado.

Com isso, entre os fundos de investimento, a participação da renda fixa subiu de 30,7% para 33,2%, enquanto a dos multimercados caiu de 46,5% para 43,6%, entre 2021 e 2022. A participação dos fundos de ações manteve-se na faixa dos 14%.
ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro ou Lula no segundo turno? Moody’s compara cenários e aponta os riscos para investidores
7 de outubro de 2026 - 14:05FINANCIAMENTO SUSTENTÁVEL
ETF com selo do BID e que investe na Amazônia Legal? AMAB11 atrai R$ 66 milhões em apenas dois meses
7 de outubro de 2026 - 12:03RECEIO COM A IA
Ray Dalio volta a bater na inteligência artificial e defende que bolha está prestes a estourar. Quais são os sinais?
7 de outubro de 2026 - 11:47TEM PRA TODO MUNDO
Lotofácil 3798 tem 58 ganhadores, mas só um vai embolsar valor milionário; Mega-Sena 3067 acumula e prêmio atinge a marca de R$ 100 milhões
7 de outubro de 2026 - 7:16ESTÁ VALENDO
Primeiro dia sem bets e R$ 1,3 bilhão em saldo: o prazo para a restituição das apostas on-line começará a correr
6 de outubro de 2026 - 19:28SD EXPLICA
O Brasil vai dar calote na dívida pública? Entenda os riscos para os títulos públicos do Tesouro Direto
6 de outubro de 2026 - 11:41PISOU NO FREIO
Quer vender seu carro? Mercado de usados já não paga como antes — e exige atenção aos elétricos
6 de outubro de 2026 - 8:00DE OLHO NOS BOLETOS
Inquilino não pagou o condomínio? Saiba quem responde pela dívida e o que pode acontecer com o morador inadimplente
6 de outubro de 2026 - 6:01CORRIDA CONTRA O RELÓGIO
Tem dinheiro esquecido nas bets? Faltam poucas horas para sacar antes do fechamento das plataformas
5 de outubro de 2026 - 14:21NO RETROVISOR
Mega-Sena acumulada se aproxima dos R$ 100 milhões e cola de vez na +Milionária
5 de outubro de 2026 - 7:48ELEIÇÕES 2026
Eleições 2026: como fazer sua ‘colinha’ para votar? Veja a ordem dos candidatos na urna
4 de outubro de 2026 - 11:39LOTERIAS
Lotofácil premia aposta solitária de São Paulo em R$ 1,83 milhão; veja o que aconteceu com a Mega-Sena e outras loterias
4 de outubro de 2026 - 10:21GÁS RENOVADO
Gás do Povo outubro 2026: veja critérios e como receber gás grátis do governo
4 de outubro de 2026 - 5:13O QUE BOMBOU
Chinelo-mule polêmico da Havaianas, o que falta para a Hapvida se recuperar e o fim da greve da Caixa: veja as mais lidas da semana
3 de outubro de 2026 - 17:24VEJA COMO VOTAR
Seu Dinheiro é finalista do Prêmio +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças 2026; veja como votar
3 de outubro de 2026 - 10:00PARA OS ESTUDANTES
Pé-de-Meia outubro 2026: veja quem recebe a sétima parcela e as datas de depósito
3 de outubro de 2026 - 5:08MOMENTO PROMISSOR
Recuperação do setor de shoppings anima BB Investimentos; veja por que Allos (ALOS3) e Multiplan (MULT3) tiveram preços-alvo elevados
2 de outubro de 2026 - 19:00INDECISÃO?
Já não basta bater recorde para a Embraer (EMBJ3)? Entregas do terceiro trimestre dividem JP Morgan e Santander
2 de outubro de 2026 - 16:30DEPOIS DA QUEDA