🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Balanço do ano

Os melhores investimentos de 2023: bitcoin é o campeão do ano; bolsa supera CDI, mas fica fora do pódio, atrás do Tesouro Direto

Com rali de fim de ano, Ibovespa teve melhor desempenho anual desde 2019, mas as primeiras colocações ficaram com a criptomoeda e com alguns títulos públicos; veja o ranking completo

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
29 de dezembro de 2023
6:00 - atualizado às 12:33
Pódio melhores balanços
Imagem: Shutterstock

Os mercados financeiros tradicionais encerraram suas atividades na última quinta-feira (28), o que já nos permite fechar o ranking dos melhores investimentos de 2023. E as rentabilidades dos ativos locais ao longo do ano refletiram o otimismo não só em relação à economia brasileira como também com as perspectivas para a política monetária dos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como já era de se esperar, o campeão do ano foi o bitcoin, que até o fim do dia de ontem acumulava uma alta (em reais) de cerca de 136% no ano, uma verdadeira reversão do movimento visto em 2022, quando a criptomoeda foi o pior investimento do ano, com baixa de mais de 65%.

O BTC termina 2023 na faixa dos US$ 42 mil (alta de mais de 150% na moeda americana), o equivalente a cerca de R$ 206 mil.

O restante do pódio, com seus distantes segundo e terceiro lugares, foi, por sua vez, fortemente disputado pelos ativos tradicionais. A bolsa até que tentou e, num sprint final impressionante, conseguiu superar com folga o CDI figurar entre os melhores investimentos do ano.

Porém, a alta de 22,28% do Ibovespa, que terminou o ano na marca inédita dos 134.185 pontos, ainda não foi o suficiente para garantir o pódio para a bolsa, e o principal índice da B3 ainda acabou figurando atrás dos títulos do Tesouro Direto mais beneficiados pela descompressão nos juros ao longo do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na lanterna do ranking, por outro lado, aparecem os únicos ativos com desempenho negativo e abaixo da inflação oficial, medida pelo IPCA, neste ano de 2023: o ouro e o dólar, que fechou abaixo de R$ 5.

Leia Também

Veja a seguir quais foram os melhores e piores investimentos de dezembro e de 2023:

Os melhores investimentos de dezembro

InvestimentoRentabilidade no mês
Bitcoin11,24%
Ibovespa5,38%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 20334,58%
IFIX4,25%
Tesouro Prefixado 20293,80%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20553,31%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20402,90%
Tesouro IPCA+ 20352,81%
Tesouro IPCA+ 20452,76%
Debêntures indexadas ao IPCA (IDA-IPCA)*2,34%
Tesouro IPCA+ 20291,72%
Tesouro Prefixado 20261,67%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 20321,66%
Debêntures (IDA-Geral)*1,50%
Tesouro Selic 20290,96%
CDI*0,94%
Tesouro Selic 20260,92%
Poupança nova**0,60%
Poupança antiga**0,60%
Ouro-0,98%
Dólar à vista-1,26%
Dólar PTAX-1,90%
(*) Até dia 28/12. (**) Poupança com aniversário no dia 28.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..

Os melhores investimentos de 2023

InvestimentoRentabilidade no ano
Bitcoin136,45%
Tesouro Prefixado 202927,51%
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 203326,33%
Tesouro IPCA+ 204522,98%
Ibovespa22,28%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 205519,69%
Tesouro Prefixado 202619,48%
Tesouro IPCA+ 203518,38%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 204018,24%
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 203215,57%
IFIX15,50%
Tesouro IPCA+ 202613,64%
Tesouro Selic 202713,38%
CDI*13,00%
Debêntures (IDA-Geral)*12,10%
Debêntures indexadas ao IPCA (IDA-IPCA)*11,20%
Fundos multimercados (IHFA)***8,98%
Poupança nova**8,07%
Poupança antiga**8,07%
IPCA (últimos 12 meses)4,68%
IPCA (projeção Focus para 2023)4,46%
Ouro (OZ1)-5,96%
Dólar PTAX-7,20%
Dólar à vista-8,08%
(*) Até dia 28/12. (**) Poupança com aniversário no dia 28. (***) Índice de Hedge Funds Anbima até dia 26/12.
Todos os desempenhos estão cotados em real. A rentabilidade dos títulos públicos considera o preço de compra na manhã da data inicial e o preço de venda na manhã da data final, conforme cálculo do Tesouro Direto.
Fontes: Banco Central, Anbima, Tesouro Direto, Broadcast e Coinbase, Inc..

Política de juros nos EUA deu o tom de 2023

O ano que passou viu o surgimento de novas tensões geopolíticas no mundo e, no Brasil, o controle da inflação e o início do ciclo de cortes na taxa básica de juros, a Selic.

Mas o que verdadeiramente deu o tom, tanto aos ativos locais quanto aos globais, foi a dinâmica de juros nos Estados Unidos e a possibilidade (ou não) de uma recessão na maior economia do mundo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No primeiro semestre, foi o noticiário local que contribuiu para a valorização dos ativos de risco domésticos, incluindo os títulos públicos prefixados e atrelados à inflação.

Uma sucessão de dados de inflação e crescimento econômico melhores que o esperado começou a animar os investidores e alimentar as expectativas de início de um ciclo de corte de juros no Brasil.

A aprovação do arcabouço fiscal e o encaminhamento da reforma tributária no Congresso também contribuíram para a melhora na percepção do risco-país, assim como a manutenção das metas de inflação.

Com tudo isso, vimos um alívio nos juros futuros locais e uma consequente valorização nas ações, nos títulos públicos prefixados e indexados à inflação, bem como nos fundos imobiliários, todos eles ativos que se beneficiam da queda nas taxas de juros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A disparada dos juros dos Treasurys

O segundo semestre começou com o início do ciclo de cortes na taxa Selic pelo Banco Central, mas a expectativa de maiores altas nos ativos de risco (aqueles que se beneficiam dos juros em queda) não se concretizou.

Foi aí que a coisa toda azedou nos Estados Unidos. Dados de inflação e crescimento econômico persistentes em conjunto com falas duras dos dirigentes do Federal Reserve, o banco central americano, jogaram água no chope dos investidores que vinham antecipando um possível alívio monetário.

A disparada que se viu nos retornos dos títulos do Tesouro americano (Treasurys), que chegaram a superar os 5% ao ano, derrubou os ativos de risco globalmente, e o mercado brasileiro acompanhou.

Em agosto, setembro e outubro, os juros futuros locais também subiram, e vimos desempenhos pífios ou negativos no Ibovespa, no IFIX (o Índice de Fundos Imobiliários) e na renda fixa prefixada ou indexada à inflação, mesmo com a continuidade dos cortes na Selic pelo BC.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A DINHEIRISTA - ELE FOI TRAÍDO PELA NOIVA E AGORA ELA AINDA QUER FICAR COM TUDO

Expectativa com os cortes de juros nos EUA e o rali de fim de ano

Mas em novembro os refrescos vieram: o Fed flexibilizou o discurso e passou a prever três cortes de juros no ano que vem, mais até do que o mercado esperava. Isso marcou o fim do aperto monetário americano e contratou o rali de fim de ano.

Os juros futuros caíram (aqui e lá fora), as bolsas globais dispararam e ativos como fundos imobiliários, títulos prefixados e indexados à inflação acompanharam.

A expectativa agora é que o BC brasileiro tenha até mais espaço para cortar juros com a flexibilização monetária nos EUA.

E embora os países europeus ainda não estejam na fase de baixar os juros, os dados de inflação por lá já começaram a dar sinais melhores, que permitiram ao menos um fim no aperto monetário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No cenário doméstico, também vimos o governo conseguir aprovar uma série de medidas para aumentar a arrecadação e reequilibrar as contas públicas, incluindo a tão aguardada aprovação da reforma tributária.

Embora o cenário fiscal ainda inspire cautela e as medidas adotadas pelo governo Lula não sejam exatamente aquelas que o mercado considerava ideais, analistas e gestores de recursos hoje são unânimes em considerar que pelo menos agora temos mais previsibilidade para a trajetória da dívida pública, o que também contribui para juros mais baixos.

Haverá recessão nos Estados Unidos?

O ano de 2023, no entanto, termina com uma pulga atrás da orelha dos investidores: afinal, pode haver recessão nos Estados Unidos no ano que vem, após um aperto monetário tão forte que levou as taxas de juros do país ao maior patamar em 40 anos?

A maior aposta no momento é de um pouso suave para a economia americana ou, no máximo, uma recessão leve, uma vez que os juros já podem começar a cair no primeiro semestre do ano que vem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O temor de uma recessão nos EUA, aliado com a fraqueza exibida pela economia chinesa em 2023, foram os fatores seguraram os preços das commodities ao longo do ano.

Até mesmo o petróleo manteve seus preços controlados, apesar dos novos conflitos no Oriente Médio que vieram se somar à guerra entre Ucrânia e Rússia, como foi o caso da guerra entre Israel e o Hamas.

Ainda assim, os preços se mantiveram em patamares razoáveis (o que foi bom para as empresas brasileiras), mas o fato de não terem sido pressionados contribuiu para a inflação mais controlada.

  • ONDE INVESTIR EM 2024: Descubra o que esperar do cenário econômico brasileiro e internacional e quais são os melhores investimentos para a sua carteira, em diferentes classes de ativos. Clique aqui.

O desempenho de cada ativo em 2023

Bitcoin deixou para trás o 'longo inverno cripto'

Os criptoativos deixaram para trás o "longo inverno cripto" iniciado no fim de 2021 e puderam se recuperar neste ano, muito impulsionados pela perspectiva de entrada de investidores institucionais no mercado de ativos digitais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa maior institucionalização pode ser impulsionada pela aprovação da criação de um ETF (fundo de índice) de bitcoin à vista nos EUA (hoje existem apenas ETFs de contratos futuros de bitcoin no mercado americano), o que está em vias de ocorrer.

O avanço da regulação do mercado cripto no mundo, a punição de más práticas e fraudes, bem como a expectativa com o halving do bitcoin no ano que vem (evento que promove uma redução na emissão de novos BTC no mercado) também contribuíram para impulsionar os preços em 2023.

Tudo isso teve como pano de fundo a já mencionada mudança de tom na política monetária nos EUA, pois o fim da alta dos juros e a perspectiva de cortes nas taxas da maior economia do mundo são eventos que tendem a valorizar os ativos de risco, sobretudo aqueles ligados à tecnologia, como as criptomoedas.

Renda fixa mais moderada se beneficiou da queda nos juros futuros

A inflação mais controlada no Brasil, a redução no risco fiscal, o início do ciclo de cortes na taxa Selic e, principalmente, o fim da alta dos juros nos EUA, aliado à perspectiva de três cortes no ano que vem, foram os fatores que contribuíram para a queda nos juros futuros brasileiros em 2023, tanto os de curto quanto os de longo prazo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com esse alívio, os ativos de renda fixa prefixados e indexados à inflação viram espaço para se valorizar e, em muitos casos, se recuperar do tombo visto no ano passado.

Entre os títulos públicos, aqueles negociados no Tesouro Direto, os grandes campeões de 2023 foram os prefixados, que se beneficiam não só do alívio nos juros como também da inflação mais controlada.

Dois deles aparecem logo depois do bitcoin no ranking dos melhores investimentos, com valorizações superiores a 25% no ano.

Os títulos públicos indexados à inflação, os chamados Tesouro IPCA+, também se saíram muito bem neste ano, e o melhor deles foi o Tesouro IPCA+ 2045, com ganho de cerca de 23% no ano. Em 2022, este título havia sido o segundo pior investimento do ano, com queda de quase 12%, atrás apenas do bitcoin.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os títulos privados estão representados no nosso ranking pelas debêntures, cujo desempenho é medido pelos Índices de Debêntures Anbima (IDAs), que acompanham a variação de cestas de títulos com determinadas características.

Como você pode ver na tabela, as debêntures até que não se saíram mal, mas não conseguiram superar o CDI.

Embora elas também tenham sido beneficiadas pela queda dos juros futuros, a quebra da Americanas e da Light no início do ano causou grande impacto negativo no mercado de dívida corporativa brasileiro, que viu os recursos secarem e os títulos se desvalorizarem brutalmente, diante do temor de contágio e de uma onda de calotes.

Assim, embora a recuperação das debêntures já tenha começado, inclusive com a volta das emissões, ela não foi suficiente para equiparar o desempenho médio desses títulos com o dos títulos públicos correspondentes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O sprint da bolsa no fim do ano

O quase-pódio do Ibovespa em 2023 teve gostinho de vitória. Só para você ter uma ideia, até o fim de outubro, o principal índice de ações brasileiro acumulava alta de apenas 3,11% no ano.

Embora tenha chegado a superar os 15% no acumulado do ano em julho, o indicador foi devolvendo os ganhos nos meses subsequentes, com a disparada dos juros dos Treasurys e o discurso duro do Fed.

Mas a partir de novembro, tudo mudou, e a bolsa brasileira engatou o rali que lhe era predestinado, segundo os analistas de ações.

Com o discurso mais brando do banco central americano e a perspectiva de três cortes de juros no ano que vem - com a expectativa do mercado sendo de um corte já em março -, o Ibovespa entrou em disparada e passou a renovar recordes atrás de recordes, fechando o ano em um patamar histórico inédito. Apenas nos últimos dois meses do ano foram quase 20% de alta.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As melhores e piores ações do Ibovespa em dezembro

EmpresaCódigoDesempenhoEmpresaCódigoDesempenho
Grupo SomaSOMA324,79%Grupo Casas BahiaBHIA3-15,70%
Pão de AçúcarPCAR321,19%3R PetroleumRRRP3-12,34%
CSNCSNA319,73%IRBIRBR3-12,28%
UsiminasUSIM518,19%São MartinhoSMTO3-11,50%
CieloCIEL316,67%BRFBRFS3-5,80%
MRVMRVE316,13%AzulAZUL4-5,21%
BraskemBRKM514,27%PetzPETZ3-4,36%
DexcoDXCO313,66%LocawebLWSA3-1,31%
RaízenRAIZ413,52%GolGOLL4-1,21%
PetroreconcavoRECV312,19%VibraVBBR3-1,00%
Fonte: Broadcast/B3

As melhores e piores ações do Ibovespa em 2023

EmpresaCódigoDesempenhoEmpresaCódigoDesempenho
YduqsYDUQ3123,08%Grupo Casas BahiaBHIA3-81,03%
CSN MineraçãoCMIN3118,72%Pão de AçúcarPCAR3-40,64%
UltraparUGPA3114,66%MinervaBEEF3-38,87%
CyrelaCYRE393,57%PetzPETZ3-36,70%
Petrobras PNPETR493,45%AlpargatasALPA4-32,89%
Banco do BrasilBBAS373,91%PetroreconcavoRECV3-31,35%
Petrobras ONPETR373,09%AssaíASAI3-30,22%
IRBIRBR371,71%3R PetroleumRRRP3-29,28%
BRFBRFS366,79%Grupo SomaSOMA3-25,65%
CognaCOGN364,62%CVCCVCB3-22,05%
Fonte: Broadcast/B3

Já os fundos imobiliários viram uma trajetória mais firme e tranquila de valorização ao longo de 2023, também beneficiados pela descompressão geral nas taxas de juros. O IFIX fechou o ano com alta de mais de 15%.

Apesar de também terem sofrido com calotes e recuperações judiciais de inquilinos e devedores, assim como o mercado de debêntures, no geral o desempenho dos FIIs foi bom.

Enquanto os fundos de papel, que investem em títulos de renda fixa atrelados ao mercado imobiliário, viram valorização nos papéis das suas carteiras, os fundos de tijolo, que investem em imóveis físicos, viram um verdadeiro renascimento.

Mais sobre fundos imobiliários em 2023:

Ainda deu para ganhar bastante dinheiro com a renda fixa conservadora

Embora a Selic tenha sido cortada de 13,75% para 11,75% ao ano ao longo do segundo semestre, o juro de dois dígitos ainda garantiu um gordo retorno para as aplicações mais conservadoras, cuja rentabilidade é atrelada à Selic ou ao CDI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O CDI acumulou um ganho de 13% no ano, e os títulos Tesouro Selic, os mais conservadores do Tesouro Direto, se valorizaram mais de 13% em 2023.

Até mesmo a caderneta de poupança conseguiu superar a inflação e rendeu mais de 8%, graças a uma Taxa Referencial (TR) mais gordinha (a TR também guarda certa relação com a Selic).

Ouro e dólar são os ursos do ano

Por fim, os únicos desempenhos negativos (e abaixo da inflação) em 2023 ficaram por conta do dólar e do ouro.

Na verdade, o ouro até viu uma boa valorização em dólares neste ano (considerando o contrato futuro com entrega para fevereiro), pois o metal precioso tende a subir quando os juros futuros americanos perdem força, principalmente num cenário de altos riscos geopolíticos, como o que estamos vivendo no mundo hoje.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, ao considerarmos o valor em reais do ouro à vista negociado na B3 (OZ1), o retorno foi negativo, dada a fraqueza da moeda americana em relação à divisa brasileira.

O dólar assistiu a uma queda global neste ano, desvalorizando-se inclusive ante outras moedas fortes, com o fim da alta de juros nos EUA, perspectivas de cortes nas taxas e a possibilidade de uma recessão.

Esse movimento de queda também foi visto em relação ao real, que por sua vez também se valorizou com o maior controle inflacionário, melhora do cenário fiscal e balança comercial positiva.

Assim, pelo segundo ano consecutivo o dólar termina o ano num patamar mais baixo do que começou: na cotação à vista, a moeda americana baixou de R$ 5,28 para R$ 4,85. Já na cotação PTAX, o dólar caiu de R$ 5,22 para R$ 4,84.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil 3582 brilha sozinha e faz 2 novos milionários; Mega-Sena e outras loterias acumulam

9 de janeiro de 2026 - 7:14

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na faixa principal na quinta-feira. Os dois sortudos são da região Sudeste.

PRESSÃO DIGITAL

Caso Master: avalanche de críticas ao Banco Central entra na mira da PF e levanta suspeita de pressão coordenada

8 de janeiro de 2026 - 17:06

Pico de publicações e abordagem a criadores de conteúdo levantam alertas sobre pressão digital após a liquidação do Banco Master

PRESTAÇÕES REDUZIDAS

Pequenas empresas podem parcelar dívidas com desconto e condições facilitadas até 30 de janeiro; veja como

8 de janeiro de 2026 - 15:01

Negociação com PGFN permite parcelar débitos inscritos na dívida ativa da União com descontos conforme a capacidade financeira do empreendedor

CASO MASTER

Quase 75% dos empréstimos consignados do Banco Master agora estão na mira do INSS

8 de janeiro de 2026 - 12:47

Segundo informações do Estadão, um processo administrativo do INSS aponta para um padrão de irregularidades na expansão da carteira de crédito do banco de Daniel Vorcaro

PÉ NA ESTRADA

Portugal passa a aceitar a CNH brasileira; veja quais outros países aceitam o documento

8 de janeiro de 2026 - 12:37

Decreto assinado pelo presidente português coloca o país no grupo restrito que aceita a CNH do Brasil sem exigência de permissão internacional

ALTOS E BAIXOS

Brasil tem segunda maior saída de dólares da história em 2025, mas real se valoriza

8 de janeiro de 2026 - 12:07

Fluxo cambial negativo atinge US$ 33,3 bilhões, segundo BC

BOA PARA MORAR?

Ponto de virada da cidade com metro quadrado mais caro do interior de São Paulo veio do céu (literalmente)

8 de janeiro de 2026 - 11:38

Pesquisa FipeZap mostra que o metro quadrado dos imóveis em São José dos Campos teve valorização de 9,6% mais em um ano

NO REBOTE

Lotomania aproveita bola dividida na Lotofácil e paga maior prêmio da quarta-feira nas loterias da Caixa

8 de janeiro de 2026 - 7:24

Lotofácil deixou dois apostadores quase milionários, mas não foi páreo para o prêmio principal da Lotomania. Na +Milionária, uma bola na trave impressionante impediu que ela saísse pela terceira vez na história.

MERCADO DE CAPITAIS

CVM sob um novo-velho comando: quem é Otto Lobo, indicado do governo Lula para a presidência da xerife do mercado de capitais

7 de janeiro de 2026 - 19:13

Atual presidente interino associado a decisão polêmica sobre a Ambipar é indicado para liderar a autarquia em meio ao aniversário de 50 anos da instituição

ENTENDA A NOVA LEI

Tributação sobre lucros e dividendos: o que a nova lei muda para empresas do Simples Nacional

7 de janeiro de 2026 - 18:30

Especialistas apontam conflito com a Lei Complementar nº 123/2006, que garante tratamento diferenciado ao regime simplificado

MENINO NEY

O que você faria com R$ 300 milhões? Neymar comprou uma coleção de veículos na ‘estética Batman’

7 de janeiro de 2026 - 16:16

Jatinho avaliado em R$ 250 milhões, helicóptero usado em deslocamentos ao CT e um Batmóvel de R$ 8 milhões compõem a coleção exibida pelo craque

DE NOVO 

Fake news sobre taxação do Pix acima de R$ 5 mil volta a circular; entenda o que diz a Receita Federal

7 de janeiro de 2026 - 15:44

Órgão nega imposto, multa e qualquer cobrança sobre movimentações financeiras, inclusive via PIX, e reforça isenção maior do IR a partir de 2026 

GOLAÇO!

Quina aproveita bolas divididas na Lotofácil e na Dia de Sorte e faz único milionário das loterias da Caixa na terça-feira

7 de janeiro de 2026 - 7:43

Quina foi a única loteria da Caixa a pagar um valor milionário ontem, mas os prêmios de consolação da Mega-Sena, da Timemania, da Lotofácil e da Dia de Sorte deixam pouca margem para reclamação

EM BREVE

Calendário do PIS/Pasep 2026 começa em fevereiro; confira quando o abono cai na conta

7 de janeiro de 2026 - 5:45

Pagamentos do abono salarial seguem mês de nascimento ou número de inscrição e vão até agosto 

AUMENTOU

INSS reajusta piso em 2026: benefício agora parte de R$ 1.621 com novo salário mínimo

6 de janeiro de 2026 - 15:15

Reajuste de 6,79% entra em vigor em janeiro; os pagamentos com o valor reajustado seguem o calendário oficial do INSS 

INVESTIGADO

Banco Central questiona decisão do TCU em relação à investigação do Master, e embate ganha novo capítulo

6 de janeiro de 2026 - 13:43

O BC entrou com um embargo de declaração no TCU, para questionar a decisão de investigá-lo no processo de análise do Banco Master; veja qual o risco da liquidação ser revertida

APENAS EM JANEIRO

Simples Nacional 2026: pequenas empresas podem migrar para o regime neste mês 

6 de janeiro de 2026 - 12:40

O prazo para solicitar o enquadramento termina em 30 de janeiro, último dia útil do mês

SUPERCOMPUTADOR

Jaci, o supercomputador que conecta ciência de ponta e saber ancestral para evitar desastres naturais

6 de janeiro de 2026 - 10:35

Novo sistema do Inpe substitui o Tupã e amplia velocidade e a precisão das previsões metereológicas e climáticas 

BRILHO SOLITÁRIO

Lotofácil deixa 5 pessoas mais perto do primeiro milhão; Mega-Sena volta hoje depois de Mega da Virada conturbada

6 de janeiro de 2026 - 7:11

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores no primeiro sorteio da primeira semana cheia de 2026. Mesmo com bola dividida, sortudos estão mais próximos do primeiro milhão.

COMEÇA ESSE MÊS

Calendário do BPC/LOAS 2026: veja quando o pagamento do benefício cai

6 de janeiro de 2026 - 5:50

Benefício assistencial segue o calendário do INSS e é pago conforme o número final do BPC 

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar