O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
No episódio #029 do Market Makers, o doutor em Economia Samuel Pessôa fala sobre os efeitos da busca incessante de Lula por popularidade em seu novo mandato
O novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mal começou, mas já está cercado por inúmeras dúvidas e receios quanto ao seu futuro — especialmente entre os participantes do mercado financeiro, temerosos acerca das decisões econômicas do petista.
Na visão de Samuel Pessôa, apesar das questões serem válidas, as projeções inicialmente são otimistas. Pessôa é mestre em física, doutor em Economia pela USP, pesquisador da FGV (Instituto Brasileiro de Economia) e da Julius Baer Family Office (JBFO) — e também o mais novo convidado do podcast Market Makers.
Na entrevista concedida aos apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago no episódio #029 do Market Makers, o físico e economista destaca a busca incessante de Lula por popularidade em seu novo mandato.
“Lula não tem espaço para perdas de popularidade no curto prazo. A ideia é ‘vamos fazer um certo populismo no início do governo, uma certa bondade. A gente faz as maldades lá no final do mandato do jeito que der, deixa para pensar nesse problema depois’”, explica o convidado, durante a conversa.
A expectativa do pesquisador da FGV é que o atual presidente decida arrumar o cenário fiscal mais próximo do final do mandato, uma vez que não deve se preocupar com a reeleição.
“Eu acho que a economia está sendo tocada por ele, ele é o Ministro da Economia nesse sentido. A economia é dele. É o último mandato dele e ele quer ‘limpar a biografia’ dele.”
Leia Também
Você pode conferir o episódio na íntegra abaixo:
Segundo o pesquisador da FGV, a lógica econômica de Lula no novo governo é um ponto de atenção entre os agentes do mercado.
“Acho que ele tomou essa escolha porque ele tá com menos medo de desequilíbrio fiscal, e acho que ele tá errado. Eu sou um economista que morre de medo de desequilíbrio fiscal, principalmente numa sociedade como a brasileira, e acredito que o Lula perdeu esse medo.”
Uma das grandes preocupações de economistas sobre as decisões do petista envolvem justamente a questão fiscal e o quanto o “populismo” de Lula pode custar à economia brasileira.
“O conflito distributivo ocorre na discussão do orçamento público, sobre quem paga os impostos e onde os recursos públicos serão despendidos”, disse Samuel Pessôa. “A questão que a gente precisa saber é quanto tempo a economia aguenta esse desequilíbrio fiscal”, continuou.
Segundo o economista, existem dois problemas macroeconômicos ligados ao desequilíbrio fiscal. A primeira questão envolve a política fiscal. “Qual o impacto da política fiscal sobre equilíbrio entre oferta e demanda? Se ela é expansionista, agrava o problema inflacionário; se é contracionista, atenua.”
Enquanto isso, o segundo problema trata da dívida pública. “Com a dívida explodindo, você entra num ciclo vicioso de tensionamento de risco, desvalorização cambial, aceleração da inflação e aumento de juro pelo Banco Central.”
Mesmo assim, Pessôa acredita que “Lula tem sorte”, apesar de um possível estresse fiscal se aproximando da economia brasileira a partir do segundo semestre de 2023.
“É a melhor combinação possível da nossa situação de inflação. A gente precisa que o mundo nos ajude a desinflacionar — e estamos entrando em um ciclo mundial desinflacionário que nos ajuda e no melhor momento possível.”
Isso porque, na visão do economista, um dos principais riscos para este ano seria um efeito inflacionário devido à reabertura da China, uma vez que causaria um boom no preço das commodities. Porém, uma desinflação nos EUA e Europa sustentariam o preço das matérias primas ao mesmo tempo em que as cadeias produtivas entrariam em normalidade.
Assista ao episódio no Youtube:
Samuel Pessôa destacou no podcast que, ainda que a escolha de Fernando Haddad para chefiar o Ministério da Fazenda seja questionada por uns, o novo ministro foi designado por sua lealdade e carreira política.
“Ele [Haddad] é alguém que o Lula respeita muito, que já foi testado tanto na prefeitura como no Ministério da Educação, com resultados positivos, e que é leal. No caso de uma discordância extrema, o Haddad implementa o que o Lula deseja da melhor forma que ele conseguir e convencendo [o presidente] a tomar certos caminhos."
Na visão do economista, a política fiscal deverá ser neutra neste ano. “Com esse juro real, deve dar para ver um processo de desinflação, o que vai gerar um crescimento menor. Você deve ter uma inflação de cinco a seis [por cento] neste ano, e o Banco Central tem instrumentos para entregar a meta inflacionária em 2024.”
Quando questionado sobre a meta de inflação de 2024, Pessôa afirmou que sua preocupação envolve, na realidade, o próximo presidente do Banco Central. “Me preocupo com o final do mandato do Roberto Campos, no sentido dele não sentir força suficiente para fazer o que for necessário para entregar a meta o ano que vem.”
“Eu tenho visto Fernando Haddad dando opinião de política monetária, mas não é atribuição do Ministro da Fazenda, em um regime de independência do Banco Central, opinar sobre política monetária. Ele já tem problemas demais na cabeça, deixa o Roberto Campos fazer
Confira o episódio na íntegra:
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na noite de sexta-feira (17). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (17), Mega-Sena, Quina, Timemania e +Milionária prometem prêmios de oito dígitos.
Oscar Schmidt morreu nesta sexta-feira aos 68 anos. O brasileiro é reconhecido como um dos maiores jogadores de basquete de todos os tempos.
João Scandiuzzi, estrategista-chefe do BTG Pactual, explicou quais são as perspectivas para o cenário macroeconômico em participação no VTEX Day
Presidente Lula sancionou lei que permite a realização de três exames por ano; salário no final do mês não será afetado
A Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (16). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. Destaque para a Quina, que pode pagar R$ 20 milhões hoje (17).
Após um março sem feriados, brasileiros poderão descansar uma segunda vez em abril com Tiradentes
A nova edição do ranking de responsabilidade corporativa da Merco no Brasil traz um recorte mais detalhado por pilares — ambiental (E), social (S) e governança (G), mostrando a posição de cada empresa em todos eles
Notificação a milhares de companhias coloca créditos de PIS/Cofins em xeque e pode mexer com as estimativas do setor; veja o que dizem os especialistas
A repercussão foi tamanha que Nassim Taleb, cuja fama costuma ser restrita ao mundo das finanças, respondeu a Jade Picon no X
O financiamento imobiliário exige planejamento por representar décadas de dívidas e a organização de documentos é a primeira etapa; veja o que é preciso ter em mãos
Filho mais velho de FHC foi nomeado como curador provisório do pai, que sofre em grau avançado da doença de Alzheimer
Mais conectado, mais desconfiado e com menos paciência: o brasileiro digital não perdoa erro, demora ou taxa surpresa
O montante, anunciado em março deste ano, será direcionado a empresas consideradas estratégicas ou afetadas por choques externos
Depois de acumular pela 2ª vez na semana, prêmio da Lotofácil cresce, mas nem faz cócegas nas estimativas para os próximos sorteios da Quina, da Timemania e da Mega-Sena, que também ocorrem hoje (16)
Romi (ROMI3), Usiminas (USIM5) e Assaí (ASAI3) dão o pontapé na temporada, e Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, conta o que esperar dos resultados do primeiro trimestre
Pagamento do Bolsa Família segue calendário por NIS, garante valor mínimo de R$ 600 e pode incluir adicionais
No mesmo dia de Tiradentes, alguns estados também celebram feriados locais
Reajuste do Gás do Povo pode chegar a R$ 10, de acordo com o ministro do Planejamento e Orçamento
No Touros e Ursos desta semana, André Loes, economista-chefe da Vivest, fala sobre porque essa conta não fecha e o peso desse descolamento nas eleições de 2026
Governo paulista adia de novo a cobrança automática do pedágio eletrônico em rodovias no interior de SP, incluindo a Castello Branco e a Raposo Tavares