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Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero com especialização em Macroeconomia e Finanças (FGV) e pós-graduação em Mercado Financeiro e de Capitais (PUC-Minas). Com passagens pelo portal R7, revista IstoÉ e os jornais DCI, Agora SP (Grupo Folha), Estadão e Valor Econômico, também trabalhou na comunicação estratégica de gestoras do mercado financeiro.
EVENTO

Não vai ter caminho fácil: para gestores, cenário do Brasil segue pessimista e marcado pelos juros altos

Mesmo que as notícias sobre o arcabouço fiscal tenha acalmado parte dos gestores, solução fiscal ainda parece algo distante

Ana Carolina Neira
Ana Carolina Neira
4 de abril de 2023
18:21 - atualizado às 18:10
ações empresas ibovespa bolsa brasileira
Imagem: Depositphotos/Montagem: Julia Shikota

Ainda que as últimas notícias vindas do Ministério da Fazenda tenham acalmado um pouco os ânimos do mercado, o cenário ideal ainda está longe de ser formado. Até lá, caso ele chegue, empresas continuarão castigadas e os juros seguirão elevados, segundo importantes gestores locais.

A avaliação foi dada durante o evento 9th Brazil Investment Forum, promovido pelo Bradesco BBI nesta terça-feira (4) em São Paulo. O encontro reuniu, entre outros nomes, o sócio-fundador e CIO da Absolute Investimentos, Fabiano Rios; o também sócio-fundador e CIO da Constallation Investimentos, Florian Bartunek; e Leonardo Linhares, diretor na SPX Investimentos.

De maneira geral, o grupo de gestores acredita que não há milagre capaz de resolver os problemas de maneira simples, por mais que os instrumentos necessários para lidar com juros e inflação alta estejam sendo aplicados aqui e no mundo.

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E, ainda que haja uma melhora capaz de trazer de volta a confiança dos investidores, especialmente no mercado de renda variável, nenhum deles acredita que será o grande momento de ver o Brasil deslanchar.

"Ainda que a gente pense num cenário menos pessimista, o Brasil tem peculiaridades que vão torná-lo underperform porque precisamos de uma série de mudanças que não virão", disse Fabiano Rios, da Constallation Investimentos, a despeito até mesmo da empolgação dos investidores estrangeiros com o Brasil.

"Não consigo pensar em outro período tão difícil para as empresas brasileiras como esse", completou o gestor, ao comentar como os efeitos dos juros altos e má fase do mercado de crédito afetam o ambiente de negócios.

Alta dos juros na visão dos gestores

A alta dos juros também esteve presente na discussão do painel, com um tom pessimista inevitável por parte dos gestores.

Para Leonardo Linhares, da SPX Investimentos, esse ainda é um tema distante de ser solucionado. Ele elogiou os esforços de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, para encontrar soluções e ter diálogo com o Banco Central.

“Mesmo com o arcabouço fiscal funcionando, a queda de juros vai ser mais difícil do que as pessoas esperam”, disse.

Linhares acredita que discussões sobre desaceleração do crescimento serão inevitáveis, especialmente quando olha-se para o momento do mercado de trabalho e o próprio crescimento global.

Os gestores concondaram que para que haja queda de juros é necessário um processo de desinflação, mas que no momento ele ainda não é visível ou, pelo menos, não acontece no ritmo necessário.

"Não vejo os juros caindo nos próximos seis meses, pelo menos, essa é uma discussão para o segundo semestre só", disse Fabiano Rios, CIO da Absolute Investimentos.

Mas, apesar de todas essas preocupações, Florian Bartunek, da Constallation Investimentos, pondera que as reações recentes do mercado tem sido bastante desmedidas. O gestor brincou dizendo que acorda com medo de que um papel esteja caindo 30%, coisas que ele classifica como "emoção demais" do mercado.

O gestor aproveitou, ainda, para reforçar sua tese de que o investidor deve avaliar empresas individualmente, especialmente aquelas que ganham mais fatias do mercado durante uma crise. Afinal, são elas que sobreviverão e sairão da escuridão ainda melhores do que entraram. Citou, entre alguns nomes, Arezzo (ARZZ3) e Raia Drogasil (RADL3).

"Tenho muito mais convicção de que essas empresas estarão mais fortes daqui 10 anos do que onde vai estar a bolsa, se o Ibovespa estará em 110 ou 115 mil pontos", afirmou.

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