O Brasil vai virar uma Venezuela? Lula pode estar prestes a cometer o maior erro de política econômica da história; entenda
No episódio #30 do podcast, o economista-chefe da Verde explicou a importância do Banco Central, considerado a âncora monetária do país, para a economia brasileira

Entre os temores dos brasileiros no caso de uma vitória de Lula no segundo turno das eleições presidenciais, duas questões protagonizaram as preocupações dos opositores do presidente: O Brasil vai virar uma Venezuela? O presidente quer transformar a economia em um modelo à la Argentina?
O economista-chefe da Verde Asset, Daniel Leichsenring, acredita que existe apenas um obstáculo que impediria estes cenários de se tornarem realidade — ao menos por enquanto: a âncora monetária.
“O que me tira o sono é que, depois que o governo destrua a âncora fiscal, ele venha a destruir a âncora monetária”, conta o economista.
Autodeclarado pessimista, Leichsenring voltou ao Market Makers para conversar sobre o cenário macroeconômico do país.
“É muito difícil alguém ter uma visão muito otimista sobre o mercado. Todo mundo meio que agora está numa visão bem consensual de que as coisas estão ruins e vão ficar ainda piores.”
Em episódio especial gravado durante evento do Credit Suisse, o economista abriu suas perspectivas para o Brasil de Lula — que, apesar de terem melhorado o tom, continuam nem um pouco positivas.
Leia Também
McKinsey: Só 6% das empresas faturam com IA de verdade — veja característica em comum entre elas
O que acontece com o dinheiro de quem apostou nas bets após a proibição do governo
“Infelizmente, o melhor que a gente pode esperar é permanecer medíocre.”
Você pode conferir o episódio na íntegra abaixo:
Banco Central: a âncora monetária do Brasil
Na conversa com os apresentadores Thiago Salomão e Renato Santiago no episódio #30 do podcast, o economista-chefe da Verde explicou a importância do Banco Central, considerado a âncora monetária do país, para a economia brasileira.
Segundo Daniel Leichsenring, entre o final do governo Lula e o início do mandato de Dilma, houve uma “catástrofe fiscal” que resultou na “pior recessão da história do Brasil”. “A questão é: a gente vai voltar para lá? Eu estou menos inclinado a achar que vai ser uma catástrofe muito rápido”, projeta.
Após o governo da ex-presidente, quando Michel Temer assumiu a chefia do país, o governante decidiu criar algo que não há muito se via no país: uma âncora fiscal, sob a forma do mecanismo do teto de gastos.
Além do teto de gastos, nos anos de governo Temer, o país ainda caminhou em direção à aprovação da autonomia do Banco Central, que se instaurou como a âncora monetária do Brasil.
"Essa âncora [fiscal] foi sendo vilipendiada ao longo dos anos de Paulo Guedes [antigo ministro da Economia] e abandonada em definitivo por esse governo novo.”
Porém, enquanto uma das âncoras foi abandonada, a outra (ainda) segue firme no novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva — isto é, enquanto o presidente não mexer na meta de inflação estipulada pelo BC.
“Depois de o governo destruir a âncora fiscal, ele viria destruir a monetária, que seria acabar direta ou indiretamente com a independência do Banco Central e destruir o regime de metas, por exemplo, falando que você vai aumentar a meta de inflação”, explica.
“Para mim, se ele [governo] fizer isso, vai ser um dos maiores erros de política econômica que a gente já teve no país.”
Assista ao episódio no Youtube:
O Brasil de Lula vai virar Venezuela?
Para o economista-chefe da Verde, o problema de destruir a âncora monetária é, na realidade, a consequência que isso deve gerar para a economia.
“Se a gente não tiver âncora fiscal, for destruir a âncora monetária, tanto aumentando a meta [de inflação] quanto substituindo erroneamente os diretores do Banco Central, a gente cai numa rota típica de Venezuela e Argentina”, conta Daniel Leichsenring.
Isso porque, na visão de Leichsenring, a interferência de Lula sobre as decisões de política monetária do Banco Central passa uma “mensagem” à população.
Em entrevista à GloboNews no mês passado, o presidente questionou a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional para o ano de 2022, de 3,5%.
“Você estabeleceu uma meta de inflação de 3,7%, quando você faz isso, é obrigado a ‘arrochar’ mais a economia para atingir aqueles 3,7%. Por que precisava fazer os 3,7%? Por que não fazia 4,5%, como nós fizemos?”, reclamou Lula.
Entretanto, segundo o economista da Verde Asset, interferir na meta estipulada pelo BC significaria que “a expectativa de inflação não vai ficar dentro da meta”.
“Diante desse fato, o banco central, ainda independente, vai falar ‘Poxa, inflação está subindo, então vou ter que subir juros apesar de a meta estar mais alta”, explica o economista. “Ao subir a meta, é um sinal inequívoco de que [o governo] quer mais inflação”.
Veja o episódio na íntegra:
TENTE OUTRA VEZ
Ozempic no SUS? Governo tenta emplacar canetas emagrecedoras nos postos de saúde e cita queda de 70% nos preços
25 de setembro de 2026 - 7:37MÁQUINA DE MILIONÁRIOS EMPERRADA
Mega-Sena 3062 encalha e prêmio em jogo sobe para R$ 45 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também acumulam
25 de setembro de 2026 - 6:48IVA VEM AÍ
Do supermercado à academia: o que a reforma tributária muda para o seu bolso como consumidor?
25 de setembro de 2026 - 6:03NINGUÉM PAGA SOZINHO
Quem vai pagar a conta da Braskem (BRKM5)? Petrobras (PETR4) recusa aporte isolado, enquanto credores pressionam por bilhões
24 de setembro de 2026 - 19:30EQUILIBRANDO PRATOS
Palmeiras, ciclope e doping: as metáforas de Galípolo para falar de juros, crédito e driblar perguntas espinhosas
24 de setembro de 2026 - 17:30EDUCAÇÃO NOS HOLOFOTES
Cogna (COGN3) ainda pode subir 35%, mas Bradesco BBI faz um alerta para quem está de olho na ação
24 de setembro de 2026 - 16:45FIN4SHE 2026
Onde as mulheres investem? Presença feminina na B3 cresce 83%, mas ativo favorito ainda é outro
24 de setembro de 2026 - 15:49VISÃO DO GESTOR
O que Luis Stuhlberger espera de um governo Lula 4 e de um governo Flávio Bolsonaro
24 de setembro de 2026 - 13:39CAFEÍNA NA VEIA
Preço do café cai, consumo aumenta: brasileiros voltam a encher a xícara em 2026
24 de setembro de 2026 - 10:57ENGENHARIA FINANCEIRA
Banco Genial na mira: Operação Crédito Oculto investiga suposto esquema para esconder donos de distribuidora de combustíveis
24 de setembro de 2026 - 9:51NA TRAAAAAVE!
368 apostadores ficam no quase na Lotofácil 3787; Lotomania e +Milionária pagam mais de R$ 100 mil por bolas na trave
24 de setembro de 2026 - 6:53É HOJE
INSS e BPC/LOAS são pagos hoje; confira datas de setembro de 2026 e regras dos benefício
24 de setembro de 2026 - 5:05IRPF 2026
Receita Federal abre consulta a lote de restituição do Imposto de Renda para quem caiu na malha fina
23 de setembro de 2026 - 8:50ATENÇÕES DIVIDIDAS
Lotofácil 3786 e Dia de Sorte 1304 pagam prêmio principal; Mega-Sena 3061 acumula e agora promete R$ 38 milhões
23 de setembro de 2026 - 6:41BARGANHA GEOPOLÍTICA
Xi Jinping tem arma contra Trump que pode beneficiar uma empresa no Brasil, defende BTG
22 de setembro de 2026 - 16:35MUITO CUIDADO
Suzano (SUZB3) ou Klabin (KLBN11)? Bradesco BBI analisa setor de papel e celulose e apresenta sua “top pick”
22 de setembro de 2026 - 15:55ATÉ ONDE A SELIC VAI?
Copom vê a economia esfriar, mas não dá ao mercado a resposta que ele mais quer sobre os juros
22 de setembro de 2026 - 11:28ASSEMBLEIA VIRTUAL
Greve na Caixa: funcionários votam proposta do banco para o fim da paralisação; conheça a decisão
22 de setembro de 2026 - 7:10DEZENAS DE GANHADORES
Lotofácil 3785 premia aposta simples e bolão com 35 participantes; Mega-Sena promete R$ 32 milhões
22 de setembro de 2026 - 6:38ESTÁ NO PREÇO