🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

VISÃO OTIMISTA

Subindo um degrau: Fitch eleva rating do Brasil para ‘BB’, com perspectiva estável. Mas o que isso significa para o país?

A Fitch cita as reformas econômicas e as evoluções fiscais para elevar o rating do Brasil; apesar da alta, país segue no nível especulativo

Victor Aguiar
Victor Aguiar
26 de julho de 2023
9:29 - atualizado às 18:34
Brasil rating Fitch
Imagem: Shutterstock

A agência de classificação de risco Fitch tem uma visão ligeiramente mais positiva do Brasil, elevando o rating de longo prazo do país de 'BB-' para 'BB', com perspectiva estável — uma nota um degrau mais próxima do chamado grau de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em relatório, a Fitch diz que a medida se deve ao desempenho melhor que o esperado em termos macroeconômicos e fiscais, mesmo em meio aos sucessivos choques dos últimos anos — políticas 'proativas' e reformas também são citadas pela agência.

"A Fitch tem a expectativa de que o novo governo irá trabalhar para obter mais melhorias", diz a agência, destacando que, apesar das tensões políticas vistas desde 2018, quando o rating do país foi rebaixado, o Brasil tem conseguido progredir nos desafios econômicos e fiscais.

Vale lembrar que, em junho, a S&P Global elevou a perspectiva de crédito do Brasil para 'positiva' — o rating soberano continuou em 'BB-/B', mas, com a visão mais otimista, há a possibilidade de a agência também elevar a classificação do país para um degrau mais alto.

  • ONDE INVESTIR NO 2º SEMESTRE: o Seu Dinheiro consultou uma série de especialistas do mercado financeiro e preparou um guia completo para te ajudar a montar uma carteira de investimentos estratégica para a segunda “pernada” de 2023. Baixe aqui gratuitamente.

Rating do Brasil: o racional da Fitch

Apesar de o governo Lula defender um afastamento da agenda econômica liberal das administrações anteriores, a Fitch espera uma postura 'pragmática'; o amplo sistema institucional de freios e contrapesos deve impedir qualquer desvio radical no lado macro ou microeconômico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em paralelo, a agência destaca que o governo também persegue iniciativas para dar suporte ao setor privado, em especial a reforma tributária. "O lado fiscal está se deteriorando em 2023 após uma melhora inicial, mas a Fitch destaca que as novas regras fiscais e as medidas no lado dos impostos sirvam como âncora para uma consolidação gradual".

Leia Também

A relação dívida/PIB do Brasil ainda deve subir, segundo os cálculos da agência, mas num ritmo menor e partindo de um ponto mais favorável que o previsto anteriormente.

Rating BB: o que isso significa?

Mas o que quer dizer o rating do Brasil ter sido elevado de 'BB-' para 'BB'? Quais as implicações práticas dessa medida?

Em linhas gerais, há três grandes agências de classificação de risco: S&P Global, Fitch e Moody's. Cada uma possui o seu sistema de notas, mas todas funcionam de maneira semelhante. Acima de determinado rating, o país possui o chamado 'grau de investimento'; abaixo dessa nota de corte, há o 'grau especulativo'.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No caso da Fitch, o grau de investimento equivale às classificações 'BBB' ou superiores; o 'BB' do Brasil, portanto, ainda não é suficiente para colocar o país nesse clube seleto. Ainda assim, é um passo acima na ladeira dos ratings.

Ratings que compõem o grau de investimento na Moody's, S&P e Fitch

Moody'sS&P GlobalFitch
AaaAAAAAA
AaAAAA
AAA
BaaBBBBBB
Levantamento: Seu Dinheiro

Ratings que compõem o grau especulativo na Moody's, S&P e Fitch

Moody'sS&P GlobalFitch
BaBBBB
BBB
CaaCCCCCC
CaCCCC
CCC
--DD
Levantamento: Seu Dinheiro

Ratings D, os piores da lista, equivalem a um 'default' — um calote da dívida, o que, naturalmente, implica no maior risco possível para os investimentos num país. As notas AAA, por outro lado, são atribuídas às economias mais sólidas e com menos risco de alocação de recursos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dito isso, o Brasil subiu um degrau dentro da família 'BB' da Fitch: passou de 'BB-', que está mais próximo de um rebaixamento para o nível 'B', para 'BB', uma espécie de posição neutra dentro da classe.

Ou seja: faltam três degraus para que o Brasil recupere o grau de investimento pela Fitch: deve subir de 'BB' para 'BB+', 'BBB-' e, finalmente, 'BBB'.

Obter um grau de investimento é importante porque determinados fundos globais são impedidos de alocar seus recursos em países dentro da zona de risco; assim, conseguir um rating 'BBB', além de aumentar a atratividade, também destrava um importante volume de investimentos.

Quanto à perspectiva neutra: isso quer dizer que, por ora, a Fitch não se vê inclinada a fazer uma nova revisão imediata do rating do Brasil. Mas a S&P, que elevou a perspectiva de sua nota 'BB-' para positiva, pode em breve reavaliar para cima sua postura, eventualmente indo a 'BB'.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Veja abaixo como está o rating do Brasil nas três principais agências de classificação de risco:

  • Fitch: BB, com perspectiva estável;
  • S&P: BB-, com perspectiva positiva;
  • Moody's: Ba2, com perspectiva estável.

Os pilares do rating do Brasil na Fitch

De modo geral, a elevação do rating do Brasil se deve à dinâmica econômica e fiscal do país. Dito isso, a Fitch detalhou cada um dos aspectos considerados para mudar sua postura em relação ao país.

No lado institucional, a agência cita o avanço em temas de difícil tramitação nos últimos anos, como a reforma da Previdência e a independência do Banco Central. O governo Lula, por sua vez, tem conseguido manter as condições de governabilidade e avançado com a agenda política, apesar do viés opositor do Congresso.

"Reformas fiscais importantes ainda precisam de aprovação final, mas vimos progressos importantes, incluindo o novo arcabouço fiscal, uma grande reformulação nos impostos e outras causas menores", diz a Fitch, destacando que as tensões políticas persistem, mas não resultaram em atrasos na agenda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No âmbito econômico, a agência diz que o impulso positivo continua em 2023 após uma 'recuperação saudável' no pós pandemia, suportada em grande parte pelo bom desempenho agrícola do país. O consumo esfriou com a alta dos juros, mas é suportado pelo mercado de trabalho forte e alta no crédito.

No que diz respeito à agenda do governo, a Fitch pondera que, por mais que o presidente Lula rechace medidas de cunho liberal, sua administração inclui medidas para aumentar o investimento privado. "Lula parece não estar disposto a perseguir a reversão de grandes reformas liberais (como a trabalhista ou a privatização da Eletrobras)

Outros pontos citados pela agência incluem a prudência no lado da política monetária, o novo arcabouço fiscal que começa a ganhar corpo, a melhor trajetória da dívida e a posição robusta de reservas internacionais.

E daqui, para onde vamos?

Há dois caminhos apontados pela Fitch em relação ao futuro do rating do Brasil. Pode haver revisões positivas para a nota do país caso o progresso no lado fiscal coloque a relação dívida/PIB em tendência de baixa no médio prazo, e caso o ambiente macroeconômico mostre melhora de maneira generalizada.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, caso haja mudanças na política fiscal que ameacem a sustentabilidade da dívida pública no médio prazo, piora nas condições de mercado que afetem as finanças públicas ou políticas macroeconômicas que resultem em instabilidade e menor crescimento, é possível haver revisões negativas.

Projeções econômicas

  • Crescimento do PIB real em 2023: de 0,7% para 2,3%;
  • Resultado primário: 0% do PIB em 2024 e 0,5% do PIB em 2025
  • Dívida/PIB: aumento para 75% em 2023 (foi 73% em 2022)

Festa na Fazenda

O ministério da Fazenda foi rápido em comentar a decisão da Fitch. Em nota enviada à imprensa, a pasta comandada por Fernando Haddad diz que a elevação do rating reforça os esforços empreendidos pelo governo para fortalecer o ambiente econômico e promover a consolidação fiscal.

"A melhora no rating leva em consideração não apenas ações já ocorridas, mas também a expectativa quanto à capacidade e vontade do país em prosseguir com a agenda de reformas econômicas", diz o documento, destacando a reforma em impostos sobre consumo, em tramitação no Congresso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DEBATE ACALORADO

Escala 6×1 com os dias contados? Por que essas empresas se anteciparam e decidiram acabar com ela

30 de janeiro de 2026 - 10:40

Enquanto o Congresso ainda discute o fim da escala 6×1, empresas de setores que operam no limite da jornada legal começam a antecipar mudanças e adotar modelos de trabalho com mais dias de descanso

A ESCOLHA FOI FEITA

Adeus, Jerome Powell, olá, Kevin Warsh: conheça o escolhido de Trump para ocupar a presidência do Fed

30 de janeiro de 2026 - 10:10

Em suas redes sociais, Trump afirmou que não tem dúvidas de que Warsh será lembrado como um dos grandes presidentes do Fed

ROUBOU A CENA

Quina aproveita bola dividida na Lotofácil 3600 e faz o maior milionário da rodada; Mega-Sena tem repetição improvável

30 de janeiro de 2026 - 7:10

Enquanto a Quina roubou a cena da Lotofácil, a Mega-Sena acumulou de novo na quinta-feira (29) e o prêmio em jogo subiu para R$ 115 milhões.

VAI CAIR MAIS

Selic em 11,50% em 2026 — o que levou o UBS BB a mudar a projeção para os juros? Spoiler: não foi apenas a sinalização do Copom de corte em março

29 de janeiro de 2026 - 18:32

Esta é a primeira revisão do banco suíço para a taxa básica desde março de 2025; projeção anterior era de 12% até o final do ano

REGULAMENTAÇÃO

Cannabis medicinal já pode ser cultivada por universidades no Brasil: veja o que muda com as novas regras aprovadas pela Anvisa

29 de janeiro de 2026 - 16:00

Anvisa aprovou novas regras para a cannabis medicinal, permitindo o cultivo da planta por universidades e instituições de pesquisa, sob exigências rígidas de controle e segurança; veja as novas regras para a Cannabis medicinal no país

DIRETORES AFASTADOS

Fiscal de si mesmo: BC abre investigação interna para apurar crescimento acelerado e liquidação do Master

29 de janeiro de 2026 - 9:35

O objetivo da medida é tentar entender o que aconteceu com o Master, e como o Banco Central pode reforçar a sua governança interna de fiscalização.

ÁGUA

Califórnia resolve um problema que as mudanças climáticas não garantem mais

29 de janeiro de 2026 - 8:42

Diante das secas cada mais vez imprevisíveis, o estado mais rico dos EUA passou a tratar a água como infraestrutura estratégica

GRANDES PRÊMIOS DE CONSOLAÇÃO

Lotofácil acumula de novo e prêmio dispara, mas não faz nem cócegas nos R$ 102 milhões em jogo hoje na Mega-Sena

29 de janeiro de 2026 - 7:09

Depois de acumular pelo segundo sorteio seguido, a Lotofácil pode pagar nesta quinta-feira (29) o segundo maior prêmio da rodada das loterias da Caixa, mas a Quina vem logo atrás.

NÃO FOI DESSA VEZ, MAS...

Copom mantém Selic em 15% ao ano — e sinaliza primeiro corte para março

28 de janeiro de 2026 - 18:38

Decisão correspondeu às expectativas do mercado e surpreendeu com sinalização direta sobre o início dos cortes

SELIC ALTA DEMAIS, BOLSA SEM LASTRO?

“Banco Central já deveria cortar a Selic em 0,25 p.p”, diz Felipe Guerra, da Legacy, que alerta para bolha na bolsa

28 de janeiro de 2026 - 17:10

Enquanto a Legacy defende corte imediato de 0,25 ponto nos juros, Genoa alerta para o risco de o Banco Central repetir erros do passado

NO MAPA DOS GRINGOS

Enquanto brasileiros miram a Europa, destino no Brasil está entre os queridinhos dos estrangeiros para 2026

28 de janeiro de 2026 - 11:55

Cidade brasileira aparece entre os destinos mais reservados para 2026, atrás apenas de Paris e Bangkok, segundo levantamento da eDreams ODIGEO

CASA DE SAL

Casa de garrafas de vidro salta aos olhos no litoral de Pernambuco — e você pode se hospedar nela por R$ 430

28 de janeiro de 2026 - 11:13

Na Ilha de Itamaracá, duas mulheres recolheram cerca de 8 mil garrafas de vidro abandonadas nas praias e a transformaram em lar

DEVO, NÃO NEGO...

Foi mais difícil pagar aluguel em 2025: inadimplência teve leve alta no último ano, mas jogo pode virar em 2026

28 de janeiro de 2026 - 9:00

Levantamento mostra que os imóveis comerciais lideraram as taxas de inadimplência, com média de 4,84%

ENCALHADAS

Mega-Sena encalha e prêmio em jogo agora passa dos R$ 100 milhões; Lotofácil, Quina e outras loterias também emperram

28 de janeiro de 2026 - 7:05

Mega-Sena não sai desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (28).

ENTREVISTA SD

“Não há nenhuma emergência que leve o Banco Central a apressar o corte da Selic”, diz Tony Volpon

28 de janeiro de 2026 - 6:03

O ex-diretor do Copom espera que um primeiro corte venha em março ou abril, quando a expectativa de inflação futura chegar, enfim, aos 3%

POLÍTICA MONETÁRIA

Selic a 8% ou a 15%? Ex-diretores do Banco Central explicam o dilema que o Brasil terá pela frente

27 de janeiro de 2026 - 18:46

Para Bruno Serra e Rodrigo Azevedo, o país entrou na fase decisiva em que promessas já não bastam: o ajuste fiscal precisará acontecer, de um jeito ou de outro

LENDA DO MERCADO

Dólar a R$ 4,40, ou dívida acima de 80% do PIB: o alerta de Stuhlberger para 2026

27 de janeiro de 2026 - 14:42

Dólar, juros e eleição entram no radar do gestor do lendário fundo Verde para proteger a carteira

POLÍTICA MONETÁRIA

Quando o Copom vai começar a cortar a Selic? O que dizem os economistas que esperam ajuste nesta semana e os que só veem corte em março

27 de janeiro de 2026 - 12:02

A grande maioria dos agentes financeiros espera a manutenção dos 15% nesta semana, mas há grandes nomes que esperam um primeiro ajuste nesta quarta-feira

JATINHOS, FESTAS MILIONÁRIAS E MAIS

A vida de rei vivida por Daniel Vorcaro enquanto o Banco Master crescia às custas do FGC

27 de janeiro de 2026 - 9:01

Enquanto o Banco Master caminhava para o colapso, Daniel Vorcaro manteve uma rotina de luxo que incluiu jatos particulares e uma festa de R$ 15 milhões para sua filha de 15 anos

MÁQUINA DE MILIONÁRIOS

Lotofácil abre semana com novo milionário, mas Dupla Sena paga maior prêmio da noite ao sair pela 1ª vez em 2026

27 de janeiro de 2026 - 7:03

Depois de a Lotofácil e a Dupla Sena terem feitos novos milionários, a Mega Sena tem prêmio estimado em R$ 92 milhões hoje

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar