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De acordo com a avaliação da AIE, o apetite por combustíveis derivados de petróleo será o primeiro a atingir a máxima antes de entrar em declínio constante
O aumento do interesse por carros elétricos e a busca por fontes de energia mais limpas colocam a demanda mundial por petróleo em risco — a começar pelos combustíveis, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
De acordo com a avaliação da AIE, a demanda pela commodity deve desacelerar nos próximos cinco anos, atingindo a máxima antes mesmo do fim da década.
Em relatório publicado nesta quarta-feira (14), a agência prevê que a demanda por combustíveis derivados de petróleo, como a gasolina, será a primeira a atingir o pico — logo antes de entrar em declínio constante.
Entre os motivos citados pela organização, estão a crescente adoção de veículos elétricos e a mudança para o trabalho remoto, estimulada pela pandemia da covid-19.
A Agência Internacional de Energia elevou sua previsão para o aumento na demanda global por petróleo em 2023 em 200 mil barris por dia (bpd), passando para 2,4 milhões de bpd. Isso significa que o consumo mundial deverá chegar a 102,3 milhões de bpd este ano.
Em relação à oferta global, a projeção da agência para este ano subiu 200 mil bpd, para 101,3 milhões de barris por dia.
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Enquanto isso, para 2024, a organização prevê forte desaceleração no avanço do consumo, a 860 mil bpd, trazendo a demanda total a 103,1 milhões de bpd no próximo ano.
Já do lado da oferta, a AIE projeta um crescimento de 1 milhão de bpd no ano que vem, a 102,3 milhões de barris por dia.
De acordo com a AIE, as previsões são baseadas em tendências de energia diversas entre as economias desenvolvidas da América do Norte e da Europa e as nações como as da Ásia, em desenvolvimento de rápida expansão.
Do lado das economias desenvolvidas, a agência projeta que a demanda por petróleo em nações que integram a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) deverá atingir o pico ainda neste ano.
A expectativa é que a demanda no grupo alcance a máxima de 46,2 milhões de barris por dia neste ano, e depois caia para 44,3 milhões de bpd até 2028.
Segundo a Agência Internacional de Energia, o movimento na OCDE será resultado dos elevados investimentos dos governos para reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Enquanto isso, as economias asiáticas de rápido crescimento continuarão sustentando o apetite global por petróleo nos próximos anos.
Além disso, a demanda por combustível de aviação e outros derivados de petróleo com uso industrial seguirá em alta.
O documento avalia que o apetite por petróleo em países fora da OCDE deverá crescer mais de 7% até 2028, para 61,4 milhões de bpd.
Porém, a AIE prevê que até mesmo a China, que há muito tempo vem impulsionando a demanda global pela commodity, verá uma queda acentuada no consumo de petróleo acentuada antes de 2030.
Com isso, a agência projeta que, em 2027, a Índia ultrapassará a China como principal catalisador da demanda por petróleo.
Recentemente, a Petrobras (PETR4) anunciou que está de olho na exploração de fontes sustentáveis de energia e aumentou a previsão de investimentos em projetos de baixo carbono.
A companhia pretende destinar entre 6% e 15% do total de recursos no plano estratégico para os anos de 2024 a 2028.
Apesar do aumento dos investimentos em energias renováveis, isso não significa que a Petrobras esteja dando adeus ao petróleo.
Segundo a petroleira, a ideia é conciliar o foco atual em óleo e gás com a busca pela diversificação do portfólio.
Vale destacar que a Petrobras prevê a reposição das reservas de petróleo e gás e aumento da oferta de gás natural, que inclui a exploração de novas fronteiras.
*Com informações de Estadão Conteúdo
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