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As criptomoedas com lastro ganharam destaque em meio à falência do Silicon Valley Bank (SVB), que potencializou disputa entre empresas
A mais recente crise bancária abriu um espaço sem precedentes para o bitcoin (BTC) se consolidar como alternativa ao sistema financeiro tradicional. Entretanto, uma outra classe de criptomoedas também não ficou parada e emergiu como uma espécie de terceira via entre as opções. Falo das stablecoins.
Essas criptomoedas com lastro — que podem ser desde commodities até outras moedas, como dólar, euro ou real — tiveram um boom após o Silicon Valley Bank (SVB) instaurar uma crise no setor financeiro global.
A instituição reportou uma perda bilionária com a venda de títulos do Tesouro americano (Treasuries), o que gerou uma liquidação em massa de empresas do setor financeiro. A partir daí, até o Federal Reserve (Fed, o Banco Central dos EUA) precisou intervir.
Ao mesmo tempo, a batalha entre as principais stablecoins do mercado também se acirrou. O Tether (USDT) agora tem o dobro do valor de mercado (market cap) de sua principal concorrente, o USD Coin (USDC):
| # | Nome (ticker) | Market Cap (hoje) em bilhões US$ | Market Cap (10/03) em bilhões US$ | Var (%) |
| 3 | Tether (USDT) | 74.448 | 71.275 | 4,45% |
| 5 | USD Coin (USDC) | 37.504 | 43.796 | -14,37% |
| 10 | Binance USD (BUSD) | 8.339 | 8.319 | 0,24% |
O motivo para a queda da USD Coin, que chegou a superar o Tether pontualmente, é a alta exposição aos bancos falidos nos Estados Unidos.
Recapitulando, o emissor da USDC, a CENTRE — uma joint venture entre a maior corretora de criptomoedas (exchange dos EUA), a Coinbase, e a Circle — tinha uma grande exposição ao SVB, cerca de US$ 3,3 bilhões.
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Assim, o USDC perdeu a paridade com o dólar momentaneamente.
Enquanto isso, o USDT registrou oscilação positiva no mesmo período:
Até mesmo a stablecoin da Binance teve oscilações, mas conseguiu segurar a paridade com o dólar:
A emissão das stablecoins depende de quanto as empresas por trás da impressão de novos tokens (criptomoedas) tem em lastro. Na terminologia técnica do setor, é chamado de peg.
Quando há um resgate em massa de dólares das stablecoins, os emissores precisam destruir tokens para manter a paridade. Caso ocorra um desnivelamento entre criptomoedas em circulação e o lastro, acontece o depeggin (perda de paridade).
Esse movimento de queima (burn, no jargão do setor) em geral é sutil, mas o que ocorreu nos últimos dias foi uma corrida bancária dentro desse universo — o que culminou em um depeggin temporário do USDC.
Nas palavras de analistas do mercado consultados pelo Seu Dinheiro, existe o bitcoin e existem as criptomoedas.
O BTC nasceu para ser um facilitador de trocas entre pessoas (peer-to-peer, ou P2P). Ele não possui lastro ou um emissor centralizado por trás, não estando sujeito às decisões que vão contra o interesse da rede — você pode entender mais sobre isso nesta matéria especial sobre o bitcoin.
Já as stablecoins são o oposto. São moedas com lastro e um ente centralizador por trás. A diferença é que elas utilizam tecnologia blockchain para tokenizar os fundos. Sob essa ótica, essa criptomoedas estão sujeitas ao risco dos emissores — e dos reguladores.
Em alguns momentos, os reguladores dos EUA tentaram aproximar as empresas emissoras de stablecoins dos bancos, o que exigiria uma maior transparência dessas instituições — e é claro, o pagamento de impostos. Contudo, a ideia ainda não saiu do papel. Você pode ler mais sobre stablecoins na nossa matéria especial sobre elas aqui.
Em resumo, os mais puristas do mercado cripto não gostam de stablecoins, mas elas podem ser uma alternativa ao investidor que quer usar a proteção do dólar das crises que assolam o Brasil.
Por fim, vale lembrar que o investidor não deve manter mais do que 5% do seu portfólio em ativos digitais de modo geral, de acordo com analistas desse mercado.
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