O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Papéis que estão no Ibovespa ou são recomendados nas carteiras mensais de grandes bancos e corretoras normalmente já estão razoavelmente bem precificados
Alexandre – ou, simplesmente, Alê – era o dono de uma hamburgueria lá perto de casa. Confesso que o X-Salada ali era fabuloso, mas não é por isso que ele está na coluna de hoje.
A verdade é que eu ficava impressionado com os carros antigos que ele chegava dirigindo ali na lanchonete, normalmente modelos raros e sempre muito bem cuidados. Eu até me interesso por carros antigos, mas nunca soube muito bem por onde começar.
Certa vez comentei com ele que eu até gostava dessas relíquias, mas o meu "sonho" não durou muito tempo. Para ser sincero, durou apenas uma curta visita a uma concessionária especializada, quando descobri que o carro antigo mais baratinho ali custava três vezes mais do que eu estava disposto a pagar.
Como de costume, o Alê deu uma longa gargalhada, puxou uma cadeira do meu lado, sentou e disse:
"Pô, Ruy, você está fazendo tudo errado! Qual é o lugar que todo mundo vai procurar carro antigo? Na concessionária especializada! Aparece um comprador a cada minuto e o poder é todo do vendedor. Ele pode colocar o preço lá em cima…
A melhor estratégia é a seguinte: acorda bem cedo em um domingo e vai passear a pé nesses bairros que tem muitos casarões antigos aqui em São Paulo. Enquanto você estiver andando pelas calçadas, tenta olhar dentro das garagens das casas para ver se encontra alguma relíquia esquecida.
Leia Também
Às vezes dá errado… como em uma vez que chamaram a polícia porque eu estava na frente de uma casa tentando bisbilhotar o que tinha lá dentro", disse ele, dando risada, e completou, "mas já comprei uns quatro ou cinco carros desse jeito, por menos da metade do preço que eu pagaria numa concessionária, porque muitas vezes os donos ou os filhos dos donos só querem se livrar desses carros abandonados".
Se o Alê não gastasse quase todo o dinheiro dele em carros antigos, ele seria um ótimo investidor, porque essa é também uma ótima estratégia para ganhar dinheiro com ações.
A verdade é que ações que estão no Ibovespa ou são recomendadas nas carteiras mensais de grandes bancos e corretoras normalmente são empresas conhecidas, com muitos analistas acompanhando de perto suas histórias, e que, por isso mesmo, normalmente já estão razoavelmente bem precificadas.
É claro que ainda dá para ganhar dinheiro com essas empresas, mas dificilmente será uma grande porrada, com ganhos de três dígitos em menos de um ano.
É por isso que alguns investidores utilizam uma estratégia parecida com a do Alê no mercado de capitais.
Ao invés de investirem em empresas famosas ou procurar ações nas famigeradas listas de recomendações dos grandes bancos, eles vasculham as garagens escuras do mercado em busca de empresas relativamente desconhecidas, que estejam longe dos holofotes e negociando por preços de "carros esquecidos", mas que tenham modelos de negócios interessantes e resultados resilientes para, quem sabe um dia, se tornarem famosas e com liquidez suficiente para atrair grandes fundos.
Tenho certeza que todos que acompanham essa coluna conhecem a Petrobras, a Vale e o Itaú, mas provavelmente poucas pessoas sabem quem é a Irani (RANI3), que vale menos de R$ 3 bilhões e tem um volume médio de R$ 10 milhões de ações negociadas por dia.
Mas ela já foi ainda mais desconhecida, acredite. Na época do re-IPO da companhia, em julho de 2020, ela valia apenas R$ 1 bilhão e muitas vezes o volume diário de ações negociadas não chegava a R$ 100 mil.
Foi justamente no re-IPO que a Empiricus recomendou os papéis e, desde então, vem surfando a evolução desta tese (+190%), que agora parece estar começando a chamar a atenção de "gente grande".
Isso porque, nesta semana, um dos maiores bancos de investimento do mundo, o Citi, iniciou a cobertura dos papéis, com recomendação de compra para RANI3.
A empresa produz papel para embalagens e papelão ondulado, um negócio que, além de ter se mostrado bastante estável ao longo dos últimos anos, tende a se aproveitar de algumas tendências seculares como substituição do plástico por papel e maior penetração do e-commerce nas vendas do varejo.
Entre outras vantagens, a Irani também conta com grande participação de clientes do setor alimentício (cuja demanda é pouco cíclica), e possui um modelo de negócios verticalizado, no qual produz o papel que será utilizado nas embalagens.
Além disso, parte dos recursos daquele re-IPO serviu para a companhia investir na Plataforma Gaia, que representa uma série de evoluções operacionais como aumento de capacidade, melhora de mix, reaproveitamento de produtos químicos, entre outros que começarão a trazer resultados nos próximos anos.
Na Empiricus já falávamos dessas vantagens há bastante tempo, o que permitiu aos assinantes do Microcap Alert comprarem as ações por preços bem mais baixos do que os patamares atuais.
Ainda vale a pena comprar RANI3? Sim, e a recomendação do Citi apenas corrobora com essa nossa visão. Mas é claro que a Irani já não negocia mais a preços de carro esquecido.
Mas existe um outro sinal importante desse interesse do Citi na quase desconhecida Irani.
Inícios de cobertura não ocorrem por acaso, normalmente acontecem porque investidores institucionais clientes do banco começaram a demonstrar interesse no ativo e pedir mais informações sobre ele para os analistas.
Isso mostra que a alta da Bolsa desde maio, combinada com as perspectivas de queda da Selic, está deixando os investidores mais confortáveis para procurar essas teses fora do radar, que são um pouco mais arriscadas mas que têm potencial de retorno muito maior também.
A parte boa é que a série Microcap Alert conta com várias outras ações que ainda seguem bem distantes dos holofotes do mercado, mas que dependendo dessa melhora do humor podem estar prestes a serem descobertas e passar pelo mesmo processo de re-precificação da Irani.
O fundo que replica a carteira indicada na série Microcap Alert sobe 42% em 2023, enquanto o Ibovespa e o Índice de Small Caps sobem menos de 10% cada um.
A melhor parte é que depois de um longo tempo fechado, ele reabriu para captações, e a partir de R$ 1 mil você já pode investir e aproveitar essa possível melhora do ambiente para essas empresas desconhecidas.
Se quiser saber mais sobre o fundo, deixo aqui o convite.
Um grande abraço e até a semana que vem!
Ruy
Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores
No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras
Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados
O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários
Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje
As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico
Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas
Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina
A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity
O ano novo bate mais uma vez à porta. E qual foi o saldo das metas? E a lista de desejos para o ano vindouro?
China irá taxar importação de carne, o que pode afetar as exportações brasileiras, mercado aguarda divulgação de dados dos EUA, e o que mais você precisa saber para começar o ano bem-informado
Da Cogna (COGN3) , que disparou quase 240%, à Raízen (RAIZ4), que perdeu 64% do seu valor, veja as maiores altas e piores quedas do Ibovespa no ano de 2025
Conheça a história da Ana Fontes, fundadora da Rede Mulher Empreendedora (RME) e do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), e quais são seus planos para ajudar ainda mais mulheres
A definição de “surpresa”, neste escopo, se refere a um evento para o qual o consenso de mercado atribui uma probabilidade igual ou inferior a 33%, enquanto, na nossa opinião, ele goza de uma chance superior a 50% de ocorrência
Itaú Unibanco (ITUB4) manteve-se na liderança, e o Banco do Brasil (BBAS3). Veja como se saíram também Bradesco (BBDC4) e Santander Brasil (SANB11)
Mesmo em um cenário adverso, não surpreende que o segmento em destaque tenha encerrado 2025 como o segundo que mais se valorizou dentro do universo de FIIs
Em um ano em que os “grandes times”, como o bitcoin e o ethereum, decepcionaram, foram os “Mirassóis” que fizeram a alegria dos investidores
Como fazer previsões é tão inevitável quanto o próprio futuro, vale a pena saber o que os principais nomes do mercado esperam para 2026
De Trump ao dólar em queda, passando pela bolha da IA: veja como o ano de 2025 mexeu com os mercados e o que esperar de 2026
A movimentação das bolsas na semana do Natal, uma reportagem especial sobre como pagar menos imposto com a previdência privada e mais