🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Do “economês” para o bom português: o que você precisa saber sobre os termos hard, soft e no landing e como eles afetam os juros nos Estados Unidos

Por mais distante que pareça, muitas das discussões giram em torno das decisões tomadas pelo Fed — o que acontece lá influencia diretamente o nosso mercado.

23 de outubro de 2023
10:43
banco central, bc, bolsas, juros e renda fixa, inflação e selic
Imagem: Shutterstock

Entre as mesas de almoço e as salas de reunião da Faria Lima, o que não faltam são discursos recheados de expressões em inglês. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Valuation, bull market, default, hedge, spread... e por aí vai. 

Para quem está envolvido nesse mercado ao menos oito horas por dia, cinco dias na semana, tudo parece tão simples quanto ensinar um bebê a falar. 

Contudo, você e eu sabemos que não é bem assim para os “não-viventes” desse mercado. 

Lembro quando comecei a me interessar pelo mercado financeiro. Estava cursando o segundo ano de engenharia e a bolsa de valores parecia muito mais interessante do que as aulas de cálculo e estruturas de concreto. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por mais chamativos que fossem os gráficos de altas e baixas das ações no meu home broker (olha aí, mais uma palavra apropriada do inglês), eu precisava entender o que movia essa engrenagem, então passei a acompanhar grandes nomes do mercado nas minhas redes sociais. 

Leia Também

Caramba... aquilo era muito mais complexo do que eu esperava. 

Descobri o que hoje me parece óbvio: comprar uma cesta de boas ações e mais alguns títulos de dívida envolve realmente entender o que acontece na economia, no Brasil e no mundo. 

Não basta só comprar a ação de uma empresa por simplesmente gostar do que ela vende. Nem mesmo adquirir o CDB de um banco só porque ele me parece sólido. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É preciso compreender o contexto em que o negócio está inserido e avaliar se adquiri-lo naquele momento faz sentido de fato. 

‘É a melhor empresa do brasil’: ação já decolou 4.200% desde o ipo, é líder de mercado e está barata

O que os juros e o banco central dos EUA tem a ver com a economia brasileira?

Por mais distante que pareça, muitas das discussões giram em torno das decisões tomadas pelo banco central norte-americano, o Fed (Federal Reserve) — o que acontece lá influencia diretamente o nosso mercado. 

Isso tem a ver com a estabilidade financeira dos países desenvolvidos contra emergentes e os efeitos nas taxas de juros do Brasil e no valor do real perante o dólar. 

Após o fim da pandemia, pela população ter passado bastante tempo em casa, as reservas das famílias cresceram consideravelmente, aquecendo a economia dos Estados Unidos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com as pessoas gastando mais, houve o aumento dos preços de produtos e serviços, pressionando os índices americanos de inflação – tão conhecida por nós brasileiros, mas pouco discutida entre os países desenvolvidos nas últimas décadas. 

Para tratar do problema, o Fed precisou aumentar as taxas de juros do país (Fed Funds Rates, similar a nossa taxa Selic). 

As altas começaram em março do ano passado e, atualmente, a taxa chegou ao patamar entre 5,25% e 5,50% ao ano – maior nível em mais de 15 anos. O mercado ainda precifica a possibilidade de mais uma alta por lá, mas o final do ciclo atual já está próximo.

Dentro desse cenário, muito se discute sobre a trajetória da economia até esse final de ciclo e alguns termos são utilizados para designar as principais possibilidades – todos em inglês, obviamente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Hard landing", "soft landing" e "no landing" são as expressões mais utilizadas e o objetivo é que você saia daqui sabendo exatamente o que significam – e para onde possivelmente estamos caminhando. 

Hard Landing, que na tradução livre para o português seria algo como “pouso forçado”, ocorre quando há a convergência da inflação à meta com significativo prejuízo para o crescimento econômico. 

Imagine um avião que precisa pousar forçadamente em algum lugar no meio do nada. Não seria nada fácil, não é? Esse tipo de “pouso econômico” também não é. 

Nessa situação, a economia entra em recessão, com aumento no desemprego e queda nos retornos dos investimentos mais sensíveis a ciclos econômicos – geralmente, os bancos centrais evitam esse cenário ao máximo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um caso clássico de hard landing nos EUA ocorreu na época em que Paul Volcker era presidente do Fed, entre 1979 e 1983 (ele ficou no comando até 1987). 

No período, a inflação alcançou o patamar de 11% no acumulado de 12 meses até meados de 1980 e, para contê-la, de julho de 1980 até janeiro de 1981, o Fed subiu as taxas de juros acentuadamente até marcas acima de 19% ao ano. 

O resultado foi uma recessão profunda entre julho de 1981 e novembro de 1982, com as taxas de desemprego em níveis superiores a 10%. Por consequência, até a metade de 1983, a inflação de 12 meses já havia voltado para o patamar de 3%. 

A economia pousou onde deveria, mas não foi fácil, não é? 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O tal do soft landing

A segunda possibilidade é o soft landing, ou “pouso suave”. Nesse caso, o processo de desaceleração da economia é feito de forma lenta e gradual, evitando assim uma desaceleração abrupta ou uma recessão.

Seria como se um avião que fizesse o seu pouso de forma tranquila na pista de aterrissagem. 

Alan Greenspan foi responsável por um dos melhores casos de soft landing da história (considerado por alguns, inclusive, o único caso em que realmente se teve um pouso suave).

Em 1994, os Estados Unidos estavam passando por um momento de recuperação após a recessão que aconteceu entre 1990 e 1991. A taxa de desemprego caía rapidamente, a inflação estava próxima dos 3% ao ano e a taxa de juros dos Fed Funds também estava na casa dos 3%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Greenspan foi presidente do Fed entre 1987 e 2006 e, naquele cenário, dada a aceleração da economia, a recuperação da inflação começou a preocupá-lo. De forma preventiva, o Fed optou por aumentar as taxas de juros sete vezes, chegando aos patamares de 6% ao ano. 

Em 1995 a economia começou a desacelerar, então o Fed optou por cortar os juros três vezes e o melhor cenário possível aconteceu: a inflação se manteve baixa e estável, o desemprego continuou a registar uma tendência descendente e o crescimento real do PIB situou-se, em média, acima dos 3% ao ano pelo resto da década.

No landing é a aposta dos gestores

A terceira possibilidade – e a mais cotada entre os gestores de hedge funds e fundos de ações lá fora para o momento – é o no landing (sem pouso). Nesse caso, a economia continua em crescimento, mas a inflação não é controlada da forma como os banqueiros centrais gostariam. 

A inflação americana hoje tem sido chamada de “sticky inflation”, ou seja, mais “pegajosa”, mantendo-se por mais tempo nos níveis atuais. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em outra ótica, há um mercado de trabalho ainda aquecido na terra do Tio Sam, com níveis baixíssimos de desemprego e crescimento salarial, além de um consumidor que continua com recursos para gastar. 

O problema deste terceiro caso é que, como a economia não está desacelerando, isso atrasa o objetivo do Fed em retornar a inflação à meta para poder, enfim, reduzir as taxas de juros, o que faz com que elas fiquem em níveis mais altos por mais tempo (mais uma expressão usual em inglês, o “higher for longer”). 

Taxas de juros mais altas podem desencadear uma série de consequências negativas, como empréstimos mais caros, redução da demanda por imóveis e uma correção do mercado acionário – já que o mercado exigirá um prêmio maior para ativos de risco. 

O avião da inflação americana ainda está em voo de cruzeiro, em comunicação com a torre de controle (Fed) para iniciar o procedimento de aterrissagem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Resta agora saber se passaremos por uma turbulência severa nos momentos finais da viagem ou se esse pouso será digno de aplausos.

Grande abraço e até a próxima, 

Rafaela Ribas

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

SEXTOU COM O RUY

Eucatex (EUCA4): venda de terras apenas comprova como as ações estão baratas

16 de janeiro de 2026 - 6:04

A Eucatex é uma empresa que tem entregado resultados sólidos e negocia por preços claramente descontados, mas a baixa liquidez impede que ela entre no filtro dos grandes investidores

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O fantasma no mercado de dívida, as falas de Trump e o que mais afeta seu bolso hoje

15 de janeiro de 2026 - 8:30

Entenda a história recente do mercado de dívida corporativa e o que fez empresas sofrerem com sua alta alavancagem; acompanhe também tudo o que acontece nos mercados

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Fiscalização da Receita fica mais dura, PF faz operação contra Vorcaro, e o que mais movimenta seu bolso

14 de janeiro de 2026 - 8:46

Mudanças no ITBI e no ITCMD reforçam a fiscalização; PF também fez bloqueio de bens de aproximadamente R$ 5,7 bilhões; veja o que mais você precisa saber para investir hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O que a Azul (AZUL54) fez para se reerguer, o efeito da pressão de Trump nos títulos dos EUA, e o que mais move os mercados

13 de janeiro de 2026 - 8:38

Entenda o que acontece com as ações da Azul, que vivem uma forte volatilidade na bolsa, e qual a nova investida de Trump contra o Fed, banco central norte-americano

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Governo Trump pressiona, e quem paga a conta é a credibilidade do Federal Reserve

13 de janeiro de 2026 - 7:46

Além de elevar o risco institucional percebido nos Estados Unidos, as pressões do governo Trump adicionam incertezas sobre o mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O agente secreto de rentabilidade entre os FIIs, a disputa entre Trump e Powell e o que mais move o seu bolso hoje

12 de janeiro de 2026 - 8:28

Investidores também aguardam dados sobre a economia brasileira e acompanham as investidas do presidente norte-americano em outros países

VISÃO 360

A carta na manga do Google na corrida da IA que ninguém viu (ainda)

11 de janeiro de 2026 - 8:00

A relação das big techs com as empresas de jornalismo é um ponto-chave para a nascente indústria de inteligência artificial

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação para ter no bolso com o alívio dos receios envolvendo a Venezuela, e o que esperar da bolsa hoje

9 de janeiro de 2026 - 8:27

Após uma semana de tensão geopolítica e volatilidade nos mercados, sinais de alívio surgem: petróleo e payroll estão no radar dos investidores

SEXTOU COM O RUY

Venezuela e Petrobras: ainda vale a pena reservar um espaço na carteira de dividendos para PETR4?

9 de janeiro de 2026 - 6:12

No atual cenário, 2 milhões de barris extras por dia na oferta global exerceriam uma pressão para baixo nos preços de petróleo, mas algumas considerações precisam ser feitas — e podem ajudar a Petrobras

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os riscos e as oportunidades com Trump na Venezuela e Groenlândia: veja como investir hoje

8 de janeiro de 2026 - 8:24

Descubra oito empresas que podem ganhar com a reconstrução da Venezuela; veja o que mais move o tabuleiro político e os mercados

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: medindo a volatilidade implícita do trade eleitoral

7 de janeiro de 2026 - 19:48

O jogo político de 2026 vai além de Lula e Bolsonaro; entenda como o trade eleitoral redefine papéis e cenários

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Empresas brasileiras fazem fila em Wall Street, e investidores aguardam dados dos EUA e do Brasil

7 de janeiro de 2026 - 8:25

Veja por que companhias brasileiras estão interessadas em abrir capital nos Estados Unidos e o que mais move os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Venezuela e a Doutrina Monroe 2.0: Trump cruza o Rubicão

6 de janeiro de 2026 - 9:33

As expectativas do norte-americano Rubio para a presidente venezuelana interina são claras, da reformulação da indústria petrolífera ao realinhamento geopolítico

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A janela para o mundo invertido nos investimentos, e o que mais move o mercado hoje

6 de janeiro de 2026 - 8:16

Assim como na última temporada de Stranger Things, encontrar a abertura certa pode fazer toda a diferença; veja o FII que ainda é uma oportunidade e é o mais recomendado por especialistas

EXILE ON WALL STREET

Felipe Miranda: Notas sobre a Venezuela

5 de janeiro de 2026 - 14:01

Crise na Venezuela e captura de Maduro expõem a fragilidade da ordem mundial pós-1945, com EUA e China disputando influência na América Latina

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação do mês, o impacto do ataque dos EUA à Venezuela no petróleo, e o que mais move os mercados hoje

5 de janeiro de 2026 - 7:58

A construtora Direcional (DIRR3) recebeu três recomendações e é a ação mais indicada para investir em janeiro; acompanhe também os efeitos do ataque no preço da commodity

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar