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O braço de ferro entre Lula e o mercado: A visão econômica do presidente, fim dos IPOs na B3, rombo da Americanas e outras notícias que mexem com o seu bolso

Em entrevista à Globonews, Lula falou sobre temas caros ao mercado financeiro, como a estabilidade fiscal e a autonomia do Banco Central

19 de janeiro de 2023
8:05
Lula com bandeira do Brasil e gráfico ao fundo vermelho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Imagem: Shutterstock / Luisa Dörr/TIME / Montagem Brenda Silva

O braço de ferro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os agentes do mercado financeiro tem um novo capítulo previsto para esta quinta-feira.

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No início da noite de ontem, a Globonews levou ao ar a primeira entrevista exclusiva com Lula desde sua posse, em 1º de janeiro.

Como era de se esperar, grande parte dos 54 minutos de conversa com a jornalista Natuza Nery foi dedicada aos desdobramentos dos atos golpistas do último dia 8 em Brasília e às pretensões de Lula para os próximos quatro anos.

A entrevista já caminhava para o fim quando entrou em temas caros ao mercado financeiro.

Lula disse ficar irritado com cobranças sobre estabilidade fiscal, lembrou os sucessivos superávits primários registrados em seus dois primeiros mandatos e exigiu de empresários e investidores a contrapartida de também colocarem na equação a estabilidade social.

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O presidente aproveitou para qualificar como “bobagem” a autonomia do Banco Central e criticou a forma como a autoridade monetária conduz o regime de metas de inflação. Segundo ele, as metas atuais forçam um arrocho na economia.

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Concorde-se ou não com Lula, é improvável que a reiteração de opiniões já manifestadas por ele nos últimos meses seja recebida com boa vontade.

Desde os dias que se seguiram à vitória do petista nas urnas, os agentes do mercado financeiro têm se mostrado pouco dispostos a dar o benefício da dúvida ao governo recém-empossado em relação à condução da economia.

Não bastasse isso, a repercussão da entrevista tem a companhia de um dia de cautela nos mercados internacionais.

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A expectativa é de que os efeitos sejam sentidos com mais intensidade no mercado de câmbio e na curva de juros.

Para ficar por dentro de como tudo isso vai mexer com os mercados hoje, acompanhe a cobertura do Seu Dinheiro.

Este artigo foi publicado primeiramente no "Seu Dinheiro na sua manhã". Para receber esse conteúdo no seu e-mail, cadastre-se gratuitamente neste link.

O que você precisa saber hoje

REPORTAGEM ESPECIAL
Esqueça uma nova leva de IPOs: 2023 pode ser o ano das fusões e aquisições na B3 — e de algumas despedidas da bolsa. O boom das ofertas de ações em 2020 e 2021 deixou uma série de empresas capitalizadas e com ‘bala na agulha’ para ir às compras e movimentar o xadrez corporativo nos próximos meses.

CRÉDITO PRIVADO
Rombo contábil da Americanas (AMER3) aumenta risco de calote para investidor de CRA da Hortifruti. A varejista é devedora de R$ 175 milhões da emissão realizada em 2021, uma vez que os investidores que compraram os papéis passaram a ser credores do grupo.

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DEBANDADA
Fundo do Nubank que tem debêntures da Americanas sofreu R$ 466 milhões em resgates em 2 dias. Maior fundo do Brasil, Nu Reserva Imediata teve resultado negativo por causa do investimento na varejista, o que assustou os cotistas e fez perder 114 mil investidores.

MENOS TRABALHO
Bradesco lança fundos de previdência com investimento no exterior e rebalanceamento automático da carteira. Novos planos de previdência investem em renda fixa, ações e ativos estrangeiros e reduzem o risco e o custo da carteira conforme se aproxima a data da aposentadoria.

DIÁRIO DOS 100 DIAS
Lula prestigia Haddad, mas volta a cobrar reajuste do salário mínimo acima da inflação. Falando para representantes sindicais, o presidente também defendeu uma mudança na tabela do imposto de renda que amplia a isenção para a baixa renda.

ESTRADA DO FUTURO
É corte atrás de corte: entenda o impacto das demissões em massa sobre o investimento nas empresas de tecnologia. Na visão do colunista Richard Camargo, os desligamentos devem ter baixo impacto operacional sobre as empresas de tecnologia, mas devem mudar o perfil de rentabilidade.

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Uma boa quinta-feira para você!

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