🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: Ibovespa a 200 mil pontos, é possível?

Muito se fala de uma iminente disparada do Ibovespa, mas até que ponto a bolsa brasileira pode chegar? Tudo depende das premissas

7 de agosto de 2023
20:03 - atualizado às 14:53
Arte mostrando um homem engravatado em cima de um touro, que pula para cima. Representação de um bull market na bolsa, com o Ibovespa e o mercado de ações em alta
Imagem: Shutterstock

Será que nunca faremos se não confirmar a incompetência da América Católica?(…)
Será, será, que será? Que será, que será?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Caetano Veloso, em 'Podres Poderes'

Na quinta-feira passada, estivemos juntos com nossos clientes da Empiricus Wealth para uma conversa presencial, recheada de uns comes e bebes, porque ninguém é de ferro.

Falei um pouco sobre cenário macro e sistêmico, depois tratamos de duas megatrends globais (e espero que também brasileiras) para a próxima década. Vinícius Bazan nos trouxe as potencialidades da inteligência artificial e, para encerrar, Felipe Monteiro apresentou nosso novo fundo de carbono, inserido com vantagens bastante interessantes no contexto da transição energética mundial.

Em certo momento, fui perguntado por um dos participantes: “entendo a conjuntura favorável para o segundo semestre, mas será mesmo que o Brasil tem uma chance para o longo prazo? Podemos manter alguma esperança como cidadãos?”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como tenho manifestado minha perspectiva construtiva para as ações brasileiras e o interlocutor integra nosso grupo de três leitores, a questão me pareceu vir carregada de uma interpretação de que meus comentários positivos sobre a bolsa significavam uma projeção de um Brasil grande lá na frente.

Leia Também

Numa linha semelhante, o bom e competente jornalista Amauri Segalla escreveu, no Estado de Minas:

“Para alguns gestores e analistas, o Ibovespa poderá chegar, até o final de 2024, perto dos 200 mil pontos.(…) Um dos entusiastas da teoria é Felipe Miranda, fundador da Empiricus, que sustenta sua estimativa analisando os movimentos anteriores do mercado financeiro após o início de ciclos de cortes de juros.”

Para deixar claro, não tenho nenhum problema com os parágrafos acima. Ao contrário, sempre me interesso por qualquer interlocução com clientes (inclusive me sinto honrado por ela) e carrego profunda admiração e respeito por jornalistas competentes, como é o caso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quero aqui fazer apenas um pequeno esclarecimento, dizer uma bobagenzinha ou outra para qualificar minha opinião. Sou um daqueles chatos de Millôr Fernandes, "aquele que explica tudo tim-tim por tim-tim… e depois ainda entra em detalhes.”

Bolsa e previsões: acertar ou não acertar, qual a diferença?

A verdade é que não tenho uma resposta muito embasada sobre a questão objetiva “se o Brasil tem uma chance ou não". Tudo que sei, voltando a Caetano, é que somos uns boçais. Somos todos um grande escândalo, recorrendo agora ao James Hillman.

É sempre uma arrogância intelectual enorme traçar prognósticos de longo prazo, sobretudo em ambientes de incertezas e alta complexidade. Jogamos uma moeda para cima. Metade se diz otimista, com ótimos argumentos; a outra parcela é pessimista, igualmente consubstanciada por sólidos elementos.

Depois, aleatoriamente, um dos grupos vai se mostrar certo e destilará o insuportável “eu não avisei?” em suas comunicações por aí, na típica confusão entre competência e sorte, mais comum entre os autocelebrantes da própria capacidade de defecar sapiência.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se considerarmos ainda a conjuntura, em que provavelmente estamos diante de uma das maiores transformações da História na tecnologia e seu uso na sociedade, em que mesmo os especialistas mais dedicados se mostram incertos sobre como estaremos diante da exponencialidade da inteligência artificial em 10 anos, falar do longo prazo é quase ridículo. “Você faz planos e Deus ri”.

Ressalva feita, meu ponto é que não sou exatamente um otimista com o Brasil. Também não quer dizer que eu seja necessariamente pessimista. Esse nem é muito meu jogo.

Posso fazê-lo como cidadão, numa mesa de bar, entre uma jurubeba e um La Tâche, mas não profissionalmente. Minha tarefa é comparar preços e valores intrínsecos, com a dificuldade usual de estimação desse tal valor intrínseco, um camarada que você não encontra na rua.

O Brasil é um caso típico de reversão à média, o “cercadinho" de Paulo Guedes, o país que flerta com o precipício e volta ou, nas palavras de Eliezer Batista, a nação que se aproxima do buraco mas não cai porque é maior do que o buraco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E como os preços estavam muito baratos, parece razoável supor uma apreciação, apenas para convergir à média.

Ao mesmo tempo, quando o Cristo Redentor decolar na capa da Economist, o juro da NTN-B estiver em 3,50%, todos acharem que nos aproximamos da Suíça, ou, nas palavras de Luis Stuhlberger, houver três IPOs por semana, você vende.

Ibovespa a 200 mil pontos?

Essa é a ponte para falarmos do segundo ponto: não prevejo o Ibovespa a 200 mil pontos. Na real, essa não é a minha previsão porque nem tenho uma. Argumento apenas que os movimentos costumam ser muito maiores do que nossas cabeças lineares gostariam de supor.

Há uma tendência humana em sempre projetar um futuro muito semelhante ao presente, porque a alternativa seria admitir para si mesmo que tudo pode mudar radicalmente amanhã — o que seria uma hipótese bastante assustadora e de difícil aceitação para os ávidos por desejo de controle.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que, ao melhor estilo Kafka, eu também me incline a certos exageros, caminhar para um nível próximo aos 200 mil pontos não seria nada fora do comum.

Tomo emprestadas as frases escritas em Palavra do Estrategista recente:

"O Ibovespa negocia hoje a um Preço sobre Lucro de 8x, contra uma média histórica de 10,9x. Se fôssemos só voltar para a média, estaríamos falando de um potencial de valorização de 36%. Isso levaria o Ibovespa aos 165 mil pontos.

O consenso de mercado sugere um crescimento dos lucros do Ibovespa de 10% para 2024. Então, para o mesmo Preço sobre Lucro, as cotações precisariam subir mais 10%. Em sendo o caso, chegaríamos a 181 mil pontos ao final do ano que vem, só para convergirmos à média histórica.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, temos visto uma série de revisões para cima nos lucros corporativos, numa dinâmica potencialmente incompleta e resultado da maior resiliência da atividade econômica e de uma redução mais acentuada das taxas de juro.

Ou seja, talvez o consenso de mercado passe a convergir para um crescimento dos lucros entre 15% e 20% no ano que vem, o que, repetindo o exercício, nos levaria a 189 mil e 198 mil pontos para o Ibovespa ao final de 2024.

Num cenário ainda mais otimista (menos provável, mas possível), se formos tomados por um juro abaixo do neutro e melhores perspectivas de crescimento dos lucros, teríamos chance de negociar, como já observamos em outros momentos de alguma euforia, acima da média histórica de lucros, algo em torno de um desvio-padrão acima da média.

Isso levaria o índice para uma relação Preço sobre Lucro em torno de 13x, um potencial de valorização de 62,5%, ou 198 mil pontos. Mais 10% de crescimento dos lucros projetados para 2024, chegaríamos a 218 mil pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ressalva importante: esse é um cenário mais otimista e de menor probabilidade, mas transmite um pouco do tamanho do upside caso as coisas caminhem de maneira favorável.

Entre as small caps, o espaço poderia ser ainda maior. Dos atuais 9,6x de Preço sobre Lucro para a média histórica de 15,4x, teríamos uma caminhada de 60% do SMAL. Se os lucros corporativos aqui também crescerem mais 10% em 2024, falaríamos de 70% só para voltar às médias."

O que fazer agora?

Ao reler esse texto, espontaneamente me lembrei de uma conferência no Credit Suisse, acho que foi em 2015, em que, à época, em mais um de seus acertos, Rogério Xavier falou algo mais ou menos assim (as palavras devem ter sido outras, porque a memória já não é mais a mesma, mas o espírito está preservado):

“eu não sei se o dólar vai a R$ 3, R$ 4… sei lá… mas isso não importa. Está tão fora do lugar que você precisa comprar.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu também não sei se o Ibovespa vai a 200 mil pontos. Ninguém sabe. Mas, nesses níveis, parece que é pra comprar. Na época do Fim do Brasil, o dólar foi a R$ 4 mesmo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mensagem que pode frear o foguete do Ibovespa, mais tarifas de Trump e o que mais os investidores precisam saber hoje

27 de janeiro de 2026 - 8:23

A primeira Super Quarta do ano promete testar o fôlego da bolsa brasileira, que vem quebrando recordes de alta. Alianças comerciais e tarifas dos EUA também mexem com os mercados hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Super Quarta sob os holofotes: juros parados, expectativas em movimento

27 de janeiro de 2026 - 7:08

A expectativa é de que o Copom mantenha a Selic inalterada, mas seja mais flexível na comunicação. Nos EUA, a coletiva de Jerome Powell deve dar o tom dos próximos passos do Fed.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Os investimentos na tabela periódica, tensões geopolíticas e tarifas contra o Canadá: veja o que move os mercados hoje

26 de janeiro de 2026 - 8:28

Metais preciosos e industriais ganham força com IA, carros elétricos e tensões geopolíticas — mas exigem cautela dos investidores

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O corre de R$ 1 bilhão: entre a rua e a academia premium, como a imensa popularidade das corridas impacta você

24 de janeiro de 2026 - 9:02

Sua primeira maratona e a academia com mensalidades a R$ 3.500 foram os destaques do Seu Dinheiro Lifestyle essa semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O melhor destino para investir, os recordes da bolsa e o que mais você precisa saber hoje

23 de janeiro de 2026 - 8:24

Especialistas detalham quais os melhores mercados para diversificar os aportes por todo o mundo

PARECE QUE O JOGO VIROU

Onde não investir em 2026 — e um plano B se tudo der errado

23 de janeiro de 2026 - 6:45

Foque sua carteira de ações em ativos de qualidade, sabendo que eles não vão subir como as grandes tranqueiras da Bolsa se tivermos o melhor cenário, mas não vão te deixar pobre se as coisas não saírem como o planejado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha da renda fixa, o recorde da bolsa, e o que mais move os mercados hoje

22 de janeiro de 2026 - 8:30

A disputa entre títulos prefixados e os atrelados à inflação será mais ferrenha neste ano, com o ciclo de cortes de juros; acompanhe também os principais movimentos das bolsas no Brasil e no mundo

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Menos cabeças, mais PIB para a China?

21 de janeiro de 2026 - 20:13

No ritmo atual de nascimentos por ano, a população chinesa pode cair para 600 milhões em 2100 — menos da metade do número atual

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja onde investir em 2026, o que esperar das reuniões em Davos e o que mais afeta as bolsas hoje

21 de janeiro de 2026 - 8:28

Evento do Seu Dinheiro tem evento com o caminho das pedras sobre como investir neste ano; confira ao vivo a partir das 10h

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A batalha pelas compras do Brasil, a disputa pela Groenlândia e o que mais move os mercados hoje

20 de janeiro de 2026 - 8:34

Mercado Livre e Shopee já brigam há tempos por território no comércio eletrônico brasileiro, mas o cenário reserva uma surpresa; veja o que você precisa saber hoje para investir melhor

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

A diplomacia gelada: um ano de Trump 2.0, tensão na Groenlândia e o frio de Davos

20 de janeiro de 2026 - 7:58

A presença de Trump em Davos tende a influenciar fortemente o tom das discussões ao levar sua agenda centrada em comércio e tarifas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda da Selic não salva empresas queimadoras de caixa, dados econômicos e o que mais movimenta seu bolso hoje

19 de janeiro de 2026 - 8:34

Companhias alavancadas terão apenas um alívio momentâneo com a queda dos juros; veja o que mais afeta o custo de dívida

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A ação certa para a reforma da casa, os encontros de Lula e Galípolo e o que mais você precisa saber hoje

16 de janeiro de 2026 - 8:17

O colunista Ruy Hungria demonstra, com uma conta simples, que a ação da Eucatex (EUCA4) está com bastante desconto na bolsa; veja o que mais movimenta os mercados hoje

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar