🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Felipe Miranda: A neblina da guerra e outras coisinhas por aí

3R, Petroreconcavo, GetNinjas, Intelbras e Arezzo – as ações que são oportunidades e as que o mercado já bateu demais

16 de outubro de 2023
20:07 - atualizado às 12:29
Financiamento da guerra
Imagem: Shutterstock

É difícil não falar da guerra. E é difícil falar da guerra. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ah, sim, estou certo de que, nos últimos dias, nasceram grandes especialistas nos conflitos do Oriente Médio, a maior parte deles pronta para destilar suas certezas nas redes sociais (e ai de você se ousar ter uma opinião diferente!).

Queria ter a autoestima e todo o conhecimento desse pessoal. Como não tenho uniforme de defecador de sapiência (cagador de regra para os mais íntimos), tento me abster. Isso não me impede, claro, de condenar a atrocidade cometida pelo terrorista Hamas, tampouco de defender uma solução de dois Estados. 

Não sou formado em relações internacionais, nem tenho especialização em Oriente Médio, mas, como um curioso em estratégia militar, li Carl von Clausewitz, com especial interesse na ideia de “the fog of war”, a neblina e a incerteza associadas à guerra. Num grande conflito militar, você até pode saber como entra, mas nunca poderá antecipar como sai. 

Estamos exatamente neste ponto agora. Existe uma gama ampla de resultados potenciais da guerra e, entre eles, voltamos a ter de contemplar eventos de cauda, o que costuma ser especialmente problemático porque nos retira a capacidade de fazer conta, elevando a outro nível as dificuldades do gerenciamento de risco.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se a variância da distribuição é infinita, significa basicamente que tudo pode acontecer. Vira um problema de etimologia, não de conta sobre o que está em risco. Entramos no campo do imponderável. 

Leia Também

O petróleo e a guerra

Especialistas no setor petrolífero escrevem que o eventual envolvimento de Líbano, Síria e Irã no conflito poderia empurrar o barril da commodity para US$ 150 por barril.

É evidente o impacto potencial sobre a inflação e sobre as taxas de juro da eventual materialização desse cenário — talvez não chegássemos a algo da magnitude de 1973 ou 1979, porque a dependência do petróleo hoje é menor, mas a direção é aquela.

Já se o Irã se mantivesse alheio (aqui no sentido direto e tangível) e envolvêssemos “apenas" Síria e Líbano (além de Israel e Gaza, obviamente), o petróleo poderia ficar mais caro em cerca de US$ 10 por barril. E um cenário mais brando, de restrição da guerra a Gaza, empurraria o óleo para cima em aproximadamente US$ 4 por barril. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Eu não sei qual desses cenários vai se materializar. Acho que ninguém sabe. Mas a distribuição parece um tanto assimétrica à direita. Você não precisa saber o que vai acontecer (na verdade, normalmente você não sabe) para tomar uma decisão.

Volto à velha máxima: X não é F(X), sendo X a realidade objetiva e F(X) como seu portfólio reage à realidade. É muito mais fácil controlar o resultado do seu portfólio do que capturar o mundo inteiro.

Parece pouco razoável atravessar a tormenta sem um pouco de petróleo na carteira, seja pelo seu potencial de valorização, seja pela proteção que ele pode oferecer ao restante do portfólio. Comprar um pouco de ouro como hedge clássico ao recrudescimento das tensões geopolíticas também não é má ideia.

Como investir em BDRs? Veja a melhor forma de se expor ao dólar com ações internacionais

As ações que podem se dar bem

Temos expressado o viés positivo para o petróleo em nossas carteiras por meio de um ETF de grandes produtoras globais e das ações de 3R. Aliás, não sei se você reparou, mas o price action de 3R mudou bastante nas últimas semanas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Antes, as ações vinham perdendo o rali do petróleo, se comportando como small cap, por conta de seus problemas idiossincráticos (produção errática e questionamentos sobre alinhamento de interesse entre todos os acionistas, com vendas periódicas pelo conselho). Isso, inclusive, deixou a ação para trás da melhora de seus fundamentos. O valor intrínseco melhorou por conta do petróleo mais caro, e as ações não vinham andando.

Nos pregões mais recentes, a coisa já mudou e 3R vem acompanhando o óleo. A companhia soltou um belo dado de produção e não houve vendas pelo conselho na última atualização mensal. Além disso, iniciou um bom movimento em direção à melhora do perfil da dívida, pois agora tem balanço para isso.

Conforme 3R reduz seu risco de execução, as ações deveriam buscar um outro nível de valuation — a cobertura dos papéis inclusive têm aumentado, com preços-alvo em torno de R$ 55, o que lhe confere expressivo potencial de valorização de aproximadamente 70%. Vale a compra.

A guerra e as junior oils

Ainda gostaria de dividir outra coisa sobre 3R e as junior oils em geral. Depois dos dados de produção da semana passada, ouvi de um amigo gestor, em tom jocoso e irônico: “às vezes, desconfio que a função da Petroreconcavo em bolsa é semelhante àquela desempenhada pelos economistas frente aos meteorologistas”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Há uma piada clássica na Academia de que a função dos economistas é fazer os meteorologistas passarem menos vergonha, de tanto que erram suas projeções; ninguém precisa se ofender: eu sou economista, mas, como Groucho Marx, me recuso a fazer parte de um clube que me aceita como membro.

Piadas sem graça à parte, uma hipótese antiga voltou a me ocorrer desde que olhei os dados de produção de Petroreconcavo, com dificuldade de processamento e escoamento da produção de gás em Potiguar.

Nossa avaliação é de que, corretamente, tem feito paradas de manutenção focadas, o que reduz a vazão para processamento, obrigando a 3R a dar preferência para sua própria produção, em detrimento a Recôncavo.

Olha, com o grau de agito no setor e a intensidade dos bancos de investimento, eu não me espantaria se 3R virasse o ano bem diferente e aqui incluo a possibilidade de fusão com a Petroreconcavo (claro que a probabilidade é baixa em tão curto intervalo de tempo, mas estamos elucubrando). Essa, inclusive, é uma especulação antiga e faria sentido para dar escala, diluir custos fixos e aproveitar sinergias operacionais e estratégicas. Entendo que seria um ganha-ganha.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A história do ano... até agora

Já que penetramos o escopo corporativo e em especial movimentações societárias, sou espontaneamente empurrado ao caso de Getninjas, até aqui a história do ano. Confesso ter me surpreendido com a ideia de REAG fazer uma OPA para fechar o capital da companhia.

Sinceramente, não acho que valha muito mais do que o preço de tela. Pra mim, vale o caixa mais um prêmio de uma opção fora do dinheiro. Não vejo muito o que fazer aqui, mas, dada a força com que REAG e WNT tem comprado essas empresas do ciclo de IPOs encerrado em julho de 2021, todas com esse perfil heterodoxo (sim, um eufemismo, porque somos educados), me pergunto se Méliuz não seria um alvo em potencial.

Como recebi de outro grande gestor num email recente: "aos preços de hoje a cia vale ~80% do seu caixa pós a aprovação regulatória da venda do Bankly. Nesse semestre ainda a cia atinge o break-even e no ano que vem deve fazer R$ 20-30mm de ebitda. Somado a uma receita financeira importante do caixa depois do dividendo extraordinário que deve vir, estamos falando de uma cia que vai estar negociando ao redor de 5x lucro depois de pagar um dividend yield de 30-40% no começo do ano que vem. É uma insanidade e, talvez, o maior upside individual ajustado ao risco que vejo hoje.” 

Se nada mais der certo, a empresa vira alvo de M&A e Israel estará liberado em definitivo para correr de fórmula Porsche.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Duas coisas para terminar:

  • Intelbras: na semana passada, XP soltou relatório com prévia operacional menos otimista para a companhia em seus resultados trimestrais. Hoje, Itaú BBA foi na mesma direção, o que passa a sensação de que a empresa está conversando com o mercado e guiando para números mais comedidos. De fato, parece fazer sentido. No entanto, boa parte do desempenho mais fraco se deve ao descasamento entre sell in e faturamento propriamente dito. Sofre agora no terceiro trimestre e recupera no quarto. Acho que faltou esse esclarecimento, o que tornaria a queda da semana passada bastante exagerada. Mesmo com projeções atualizadas para baixo, Itaú, por exemplo, ainda tem estimativa de lucro de R$ 107 M, enquanto nós temos R$ 117 M. A diferença é quase marginal se contemplamos o impacto material disso no DCF. Abaixo de 10x lucros para o ano que vem, Intelbras merece um carinho especial.
  • Arezzo: mercado está batendo no varejo quase sem diferenciação. Ocorre que Arezzo, muito diferente da média do setor, deve apresentar crescimento no trimestre e opera num segmento premium, com qualidade premium. Seja lá o que venha a sair da reforma tributária, valuation atual aguenta desaforo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Zuck está de mudança: o projeto californiano que está deslocando o eixo dos bilionários nos EUA

14 de fevereiro de 2026 - 9:02

Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar