🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Mais vibrações em Brasília: ruídos do governo voltaram e podem atrapalhar — mas é preciso olhar além do xadrez político

Depois de flertar com um aprimoramento de ambiente entre março e abril, o governo volta a se prejudicar, gerando ruídos e entraves desnecessários para a resolução de questões econômicas importantes. A mediocridade pode estar falando mais alto novamente, abrindo uma janela para novos anos perdidos

9 de maio de 2023
7:30 - atualizado às 7:31
Foto de brasília com céu azul ao fundo
Brasília segue em foco no pregão de hoje - Imagem: Câmara dos Deputados, em Brasília Marcello Casal Jr/Agência Brasil

É difícil entender o nosso país. A máxima sobre não perdermos uma oportunidade de perder uma oportunidade é verdadeira. Cada vez mais, na verdade. Ontem, por exemplo, o mercado financeiro local apresentou movimentos instáveis, impulsionados por novos eventos vindos de Brasília (para variar um pouco).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se, na semana passada, vivemos em meio às expectativas para a Super Quarta (que é um nome horrível, por sinal), os próximos dias servirão para digerirmos a inflação de abril e a ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que manteve a taxa de juros em 13,75% ao ano, mas suavizou marginalmente o tom do discurso.

A autoridade monetária reconheceu formalmente pela primeira vez que voltar a subir a Selic é um cenário pouco provável, fato que já sabíamos há muito tempo. Ainda assim, o reconhecimento é importante pois trata-se de um primeiro passo para a posterior flexibilização da política monetária em si, com a queda dos juros e assim por diante.

O processo só deve começar, porém, no terceiro trimestre, muito provavelmente em agosto — nesta altura do campeonato, pouco importa se será na reunião de agosto ou setembro, na verdade. Acontece que estamos caminhando para uma queda sustentável e gradual da taxa básica de juros, o que pode ser positivo para as ações.

Nos corredores de Brasília, o sentimento é diferente

Não foi o suficiente para o governo, contudo, que voltou a criticar a postura do Banco Central, ainda que sem o devido embasamento técnico.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A taxa de juros no Brasil está bem elevada, sim, mas só o está por conta da incerteza fiscal e da inflação corrente ainda em patamares não aceitáveis, especialmente os núcleos do índice.

Leia Também

Nada será feito enquanto o arcabouço fiscal não for devidamente aprovado e a inflação não se mostrar mais controlada. E veja, o mais provável é que o IPCA continue desacelerando até o final do semestre, devendo voltar a acelerar na segunda metade de 2023, muito por conta do efeito base versus o ano passado, que polui o indicador.

No fim das contas: quando os juros devem cair?

Isso significa que os juros devem cair a partir do terceiro trimestre mesmo com o índice oficial da inflação fechando o ano por volta de 6% no acumulado do período, bem acima da banda superior da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Isso acontece porque as expectativas parecem razoavelmente ancoradas.

Vale deixar bem claro que o mercado foi bem incapaz de antecipar bem a inflação. Me deparei recentemente com este gráfico construído com dados públicos do Banco Central e do IBGE que mostra o contraste entre as projeções dos economistas ao Boletim Focus do BC para os próximos 12 meses e o índice efetivamente realizado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fonte(s): BCB e IBGE

Sim, as projeções normalmente estão erradas, ainda mais em períodos tão turbulentos como os que vivemos. Sabendo da difícil tarefa do BC, de pouco serve os novos atritos do governo, que já demonstrou fraqueza recentemente com a derrota envolvendo os decretos do saneamento de Lula, que foram derrubados.

A sinalização, ainda que relativamente normal para governos que estão começando (já que o Congresso quer mostrar força), indica que não há tempo a perder e que erros serão menos tolerados, especialmente considerando que o governo já goza de pouco apoio dentro e fora do Congresso.

  • Ainda tem dúvidas sobre como fazer a declaração do Imposto de Renda 2023? O Seu Dinheiro preparou um guia completo e exclusivo com o passo a passo para que você “se livre” logo dessa obrigação – e sem passar estresse. [BAIXE GRATUITAMENTE AQUI]

Brasília se movimenta para manter seu 'status'

O governo não parece ter entendido isso, no entanto. Mais recentemente, o dólar à vista registrou expressiva valorização em relação ao real, refletindo a adoção de posições defensivas pelos investidores. O estresse começou quando a Advocacia Geral da União (AGU) entrou no STF para recuperar poder de voto na Eletrobras.

O movimento foi visto como uma manobra para reverter a privatização da companhia, o que eu entendo como sendo um cenário altamente improvável, e exerceu pressão de compra sobre a moeda norte-americana logo no início do pregão de segunda-feira. Mesmo que o governo tenha negado tal possibilidade, o estrago já estava feito.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O contexto só prejudica a ala econômica, que precisa não só aprovar o arcabouço fiscal com o menor número de alterações possível, como também arrumar maneiras de elevar a receita do governo (arrecadação).

Em outras palavras, os desgastes adicionais criados pelo próprio partido do presidente Lula podem custar caro para o país.

Um nome de dentro do governo

O cenário tornou-se ainda mais desfavorável com a indicação de Gabriel Galípolo, atual secretário-executivo da Fazenda (braço direito de Haddad), para a vaga de diretor de Política Monetária do BC. A escolha não foi tão bem recebida pelo mercado, que a interpretou como uma tentativa de interferência no rumo da política monetária.

Nesse contexto, a leitura de segunda ordem criou a especulação de que Galípolo possa vir a assumir o comando do BC após o término do mandato de Roberto Campos Neto, em 2024, o que agravou ainda mais o clima de incerteza — juros longos voltaram a subir, depois de terem devolvido bons prêmios ao longo de abril.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por outro lado, a indicação de Galípolo pode nos sugerir que a ala econômica não vai querer dar um cavalo de pau no CMN. A próxima reunião poderia manter as metas já previstas para 2024 e 2025 de 3%, mudando apenas o horizonte de cumprimento para um prazo de dois anos (ao invés um) e as bandas para até 2% (ao invés de 1,5%).

No fim das contas...

Em sendo o caso, as alterações não seriam tão danosas.

Entretanto, é preocupante a impressão de que o governo esteja criando obstáculos para a resolução de questões essenciais da economia brasileira, especialmente aquelas relacionadas à política fiscal e monetária. Essa postura, inevitavelmente, impacta os ativos nacionais.

As taxas de juros reais de longo prazo do Brasil têm se mantido em patamares relativamente altos, acima de 6%, desde o início deste ano. Isso sugere a existência de um risco fiscal significativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo que os yields dos títulos do governo de 10 anos já tenham caído em mais de 50 pontos-base desde o pico de fevereiro, quando alcançaram mais de 6,5%, ainda há um longo percurso a ser trilhado.

No momento, os investidores estão majoritariamente preocupados com a situação fiscal do país. Contudo, as eventuais aprovações do novo quadro fiscal e da Reforma Tributária poderão fazer com que as taxas reais de longo prazo caiam ainda mais. Isso, por sua vez, poderá desencadear uma reavaliação positiva do Ibovespa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja como escolher ações para surfar na onda do Ibovespa, e o que mais afeta os mercados hoje

30 de janeiro de 2026 - 8:54

Expansão de famosa rede de pizzarias e anúncio de Trump também são destaque entre os investidores brasileiros

SEXTOU COM O RUY

Próxima parada: Brasil. Por que o fluxo de dinheiro gringo pode fazer o Ibovespa subir ainda mais este ano

30 de janeiro de 2026 - 7:11

O estrangeiro está cada vez mais sedento pelos ativos brasileiros, e o fluxo que tanto atrapalhou o Ibovespa no passado pode finalmente se tornar uma fonte propulsora

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A mudança de FIIs para fiagros que pode impulsionar dividendos, a reação aos juros e o que mais você precisa saber hoje

29 de janeiro de 2026 - 8:38

Veja por que o BTG Pactual está transformando FIIs em fiagros, e qual a vantagem para o seu bolso; a bolsa brasileira também irá reagir após o recorde de ontem na Super Quarta e a dados dos EUA

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Prepare-se para um corte da Selic ainda hoje

28 de janeiro de 2026 - 15:03

Por isso, deveríamos estar preparados para um corte da Selic nesta SuperQuarta — o que, obviamente, é muito diferente de contar com isso

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

BC não tem pressa, bolsa dispara e dólar afunda: veja o que move os mercados hoje

28 de janeiro de 2026 - 8:32

Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central, explica por que a Selic não deve começar a cair hoje; confira a entrevista ao Seu Dinheiro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar