🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Danielle Fonseca

JUROS DOS EUA NO FOCO

Por que o fundo da Verde Asset, de Stuhlberger, reduziu a exposição à bolsa? Veja as apostas da gestora 

No mês passado, as perdas do fundo Verde vieram do ouro, da bolsa local e de posições em juros em mercados desenvolvidos

Danielle Fonseca
9 de outubro de 2023
14:44 - atualizado às 16:45
Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde, falando durante evento do Credit Suisse
Luis Stuhlberger, gestor do Fundo Verde - Imagem: Leo Martins

O movimento de gestoras como a Verde Asset, de Luis Stuhlberger, está sempre no radar dos investidores e, desta vez, após o desempenho do fundo Verde em setembro, a decisão foi por reduzir a posição na bolsa de valores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O fundo está com uma exposição menor em ações, tendo reduzido a carteira no Brasil e aumentado os hedges no mercado global”, disse a Verde, na carta deste mês.

No mês passado, o fundo Verde ganhou com a posição de inflação implícita no Brasil, nos hedges (operações de proteção) de bolsa global, no petróleo e nas posições de moedas. 

Já as perdas, vieram do ouro, da bolsa local e de posições em juros em mercados desenvolvidos.

O rendimento do fundo Verde foi de 0,85% em setembro, acumulando ganhos de 8,17% em 2023. O rendimento segue abaixo do CDI no mesmo período, que foi de 0,97% no mês passado e de 9,93% de janeiro a setembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O que os juros dos EUA têm a ver com a bolsa?

A própria gestora afirmou que os investidores podem se perguntar por que falar dos juros dos EUA agora se o banco central norte-americano já vem subindo a taxa há mais de um ano?

Leia Também

A resposta está no fato de que só agora as taxas de longo prazo subiram de maneira significativa.

A taxa do Treasury (título público norte-americano) com vencimento de dez anos, por exemplo, subiu 46 pontos base em setembro e já acumula alta de 115 pontos base em cinco meses. 

Nos primeiros dias de outubro esta taxa ainda continuou a subir. Isso significa que os treasurys de 10 anos chegaram a beirar os 5,0% ao ano na primeira semana de outubro. Trata-se do maior patamar desde 2007, quando os Estados Unidos estavam às vésperas da crise financeira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa forte alta refletiu em todos os ativos, com contratos de juros subindo em vários países, dólar avançando frente a diversas moedas e bolsas de valores caindo mundo afora.

Vale lembrar que quando os juros estão mais altos nos Estados Unidos, a tendência é que os investidores retirem dinheiro aplicado em mercados emergentes como o Brasil e em ativos de renda variável como ações — que são mais arriscados —, para investir em ativos que podem lucrar mais com esses juros, como os títulos públicos norte-americanos.

É por isso que a reação das bolsas de valores costuma ser de queda quando os juros sobem.

ONDE INVESTIR EM OUTUBRO? Analistas da Empiricus Research revelam suas principais recomendações para o mês em entrevista completa para o Youtube do Seu Dinheiro. Assista agora:

Quais razões estão por trás da piora do desempenho da bolsa?

A Verde Asset também listou três motivos principais que fizeram as taxas dos Tresurys dispararem só agora e, consequentemente, impactarem negativamente as bolsas de valores e mercados de ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

São eles:

  • Resiliência da economia norte-americana: desde o início do ciclo de alta de juros nos EUA, o mercado em geral discute uma possível recessão econômica, mas ela  insiste em não acontecer. Os dados econômicos nos últimos dois meses têm mostrado uma economia bastante pujante (embora haja bons argumentos para uma desaceleração nos próximos meses);
  • Incerteza fiscal: o aumento substancial dos déficits fiscais norte-americanos após a pandemia faz com que a quantidade de títulos que têm que ser emitida aumentasse substancialmente. Em grandes números, a quantidade em circulação de Treasurys saiu de US$ 5 trilhões em 2007 para US$ 25 trilhões hoje, e projeções conservadoras apontam que esse número vai dobrar nos próximos dez anos;
  • Oferta x demanda por Treasurys: em paralelo ao aumento da oferta de títulos, vários compradores tradicionais reduziram sua demanda. O Fed (banco central dos EUA) passou a concorrer como vendedor de títulos. Além disso, o sistema financeiro está sofrendo com maiores restrições de capital e os bancos centrais globais não acumulam reserva se o dólar se valoriza globalmente. Com as curvas de juros invertidas, outros investidores ainda acabam sendo incentivados a comprar títulos de curto prazo.

Diante desse cenário e olhando para a frente, a gestora acredita que os níveis de preço atuais (próximos ou acima de 5% em toda extensão da curva de juros norte-americana) já embutem os principais riscos.

Por isso, manteve a posição aplicada — ou seja, que ganha com taxas menores do que as esperadas pelo mercado — em juros reais nos EUA e voltou a ter posições aplicadas em juros reais no Brasil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Impacto nos mercados de juros e ações no Brasil

A gestora de Luis Stuhlberger destacou ainda que os períodos de alta violenta de taxas de juros norte-americanas “costumam ser bastante perniciosos para mercados emergentes”, e setembro seguiu este padrão. 

A avaliação é que o cenário para o Brasil não mudou, mas as condições globais estão impondo restrições mais fortes. 

Por isso, a gestora decidiu reduzir a posição vendida no dólar contra o real. O fundo também diminuiu “marginalmente” a exposição na bolsa e aumentou o risco em juros. 

A posição em ouro, por sua vez, foi zerada, enquanto no petróleo o Verde continua com uma pequena alocação.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VIROU PASSEIO

Ouro ultrapassa os US$ 5.500 pela 1ª vez e faz BTG elevar preço-alvo da Aura (AURA33) para US$ 87; Ibovespa alcança inéditos 186 mil pontos

29 de janeiro de 2026 - 12:39

Apetite dos BC, fuga do dólar e incertezas no Japão impulsionaram os metais preciosos a recordes, enquanto por aqui, o principal índice da bolsa brasileira reverberou a sinalização do Copom, dados e balanços nos EUA

A VISÃO DO GESTOR

BTRA11 e BTAL11: por que o BTG está convertendo esses FIIs em fiagros — e como isso pode turbinar os seus dividendos

29 de janeiro de 2026 - 6:04

Tiago Lima, sócio e head de distribuição da BTG Pactual Asset Management, conta ao Seu Dinheiro que a mudança é um marco de modernização e destravará dividendos para os cotistas

GLOW UP NA BOLSA

A troca de look da Riachuelo: Guararapes define data para a estreia do novo ticker na B3

28 de janeiro de 2026 - 19:52

Segundo a varejista, a iniciativa busca aproximar o código de negociação do nome pelo qual a marca é amplamente reconhecida pelo público

BOLSA E CÂMBIO

Uma Super Quarta nos mercados: Ibovespa bate novo recorde aos 184 mil pontos e ouro atinge marca histórica; dólar fica estável a R$ 5,20

28 de janeiro de 2026 - 19:25

Índice supera 185 mil pontos intradia em dia de decisão sobre juros nos EUA e no Brasil; Vale e Petrobras puxam ganhos, enquanto Raízen dispara 20%

REFORÇO FINANCEIRO

Raízen (RAIZ4) dispara 20% com expectativa por aumento de capital de R$ 1 bilhão; ação volta a valer mais de R$ 1

28 de janeiro de 2026 - 17:55

A forte valorização desta quarta-feira começou no dia anterior (27), em meio à expectativa de que a companhia realize uma reestruturação financeira

BOLSA EM FESTA

Recorde do Ibovespa é fichinha: bolsa brasileira pode ir a 300 mil pontos — e o investidor brasileiro pode chegar atrasado

28 de janeiro de 2026 - 17:02

Com fluxo estrangeiro forte e juros ainda altos, gestores alertam para o risco de ficar fora do próximo ciclo da bolsa

BOLSA E CÂMBIO

Dólar leva tombo e fecha a R$ 5,20 — o menor nível desde maio de 2024 — graças a empurrão de Trump 

27 de janeiro de 2026 - 20:04

Ibovespa volta a renovar máxima durante a sessão e atinge os inéditos 183 mil pontos; mas não é só o mercado brasileiro que está voando, outros emergentes sobem ainda mais

ALOCAÇÃO GLOBAL

Mesmo em recorde, a bolsa brasileira segue barata para o gringo — e fiscal não apavora o estrangeiro, diz UBS

27 de janeiro de 2026 - 17:30

Na avaliação de Ulrike Hoffmann e Arend Kapteyn, mesmo com incertezas fiscais, ações brasileiras seguem atraentes no cenário global

FOGUETE NÃO TEM RÉ

Ibovespa bate mais um recorde, e mérito não é (só) do Brasil; veja as ações preferidas dos estrangeiros

27 de janeiro de 2026 - 12:31

As ações que compõem o Ibovespa são bastante buscadas, já que muitas compras ocorrem por meio do próprio índice ou ETF do índice

NEM TUDO QUE RELUZ...

Nem ouro, nem prata: metais ‘diferentões’ como platina, paládio e ródio chegam a altas de mais de 120%, mas não são para todo mundo 

26 de janeiro de 2026 - 6:04

Investir nesse tipo de ativo não é óbvio e exige um olhar atento às características específicas de cada metal; o Seu Dinheiro te dá o passo a passo, conta os riscos e vantagens desse tipo de investimento

FORA DO CONSENSO

Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais

25 de janeiro de 2026 - 12:52

Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

ONDE INVESTIR 2026

Onde investir em 2026? Tudo que você precisa saber para montar sua carteira para este ano

25 de janeiro de 2026 - 8:00

Evento do Seu Dinheiro traz estratégias para investir em ações, FIIs, criptoativos, renda fixa e ativos internacionais neste ano

MERCADOS NA SEMANA

Bolsa brasileira nas alturas: Cogna (COGN3) lidera altas do Ibovespa, enquanto só uma dupla de ações fecha semana no vermelho

24 de janeiro de 2026 - 12:10

Nesta semana, o Ibovespa superou os 180 mil pontos pela primeira vez. Entenda o que esteve por trás da performance positiva da bolsa nos últimos dias

ONDE INVESTIR 2026

Não basta escolher o ativo perfeito: o segredo para ganhar dinheiro com investimentos é outro — veja a fórmula para 2026

24 de janeiro de 2026 - 10:00

No evento Onde Investir 2026, do Seu Dinheiro, Marcelo Bolzan, da The Hill Capital, fala o segredo para surfar um ano de corte de juros em 2026 e proteger sua carteira de riscos desnecessários

FAZENDO HISTÓRIA TODO DIA

Fome do estrangeiro pela bolsa brasileira leva o Ibovespa aos 180 mil pontos na máxima do dia; dólar vai a R$ 5,2862 

23 de janeiro de 2026 - 18:44

Na semana, o principal índice da bolsa brasileira acumulou ganho de 8,53%; já o dólar à vista perdeu 1,61% nos últimos cinco dias

OS FIIS DE EXTREMA À FARIA LIMA

Vacância em queda e aluguéis em alta: lajes corporativas e galpões logísticos aqueceram em 2025 — e isso é só o começo

23 de janeiro de 2026 - 17:05

A perspectiva para os setores é que sigam com uma dinâmica favorável aos proprietários, por conta da restrição de oferta nas regiões mais nobres e da demanda consistente

VEJA OS DADOS DE 2025

Surpresa até para a Anbima: mercado de capitais bate recorde de R$ 838,8 bilhões em 2025, puxado pela renda fixa, com FDICs em destaque

22 de janeiro de 2026 - 18:05

Volume recorde foi puxado pela renda fixa, com avanço dos FIDCs, debêntures incentivadas e maior liquidez no mercado secundário, enquanto a bolsa seguiu travada. Veja os dados da Anbima

ABERTURA DE CAPITAL

Precursor do Pix, PicPay lança oferta na Nasdaq com foco em open finance, seguros e jogos para rivalizar com bancos digitais

22 de janeiro de 2026 - 17:00

Oferta de ações na bolsa norte-americana Nasdaq pode avaliar o banco digital em até US$ 2,5 bilhões; conheça a estratégia do PicPay para atrair os investidores

MERCADOS

Foguete não tem ré: Ibovespa quebra novo recorde histórico e supera os 177 mil pontos. Entenda o que impulsiona o índice

22 de janeiro de 2026 - 14:49

Em meio a transferências globais de capital, o principal índice da B3 renovou máximas históricas puxado pelo fluxo estrangeiro, dólar em queda e expectativa de juros mais baixos nos EUA

ONDE INVESTIR 2026

FIIs de tijolo serão os destaques de 2026, mas fiagros demandam cautela; veja os melhores fundos imobiliários para investir neste ano

22 de janeiro de 2026 - 13:00

Em evento do Seu Dinheiro, especialistas da Empiricus e da Vinci falam das oportunidades para o setor em 2026 e recomendam fundos promissores

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar