Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

ATAQUES ANTIDEMOCRÁTICOS

E agora, ‘Mercado’? Gestores divergem sobre tamanho da crise após cenas de terrorismo e destruição em Brasília — mas concordam que bolsa, juros e dólar devem ter dia difícil

De um lado, alguns especialistas acreditam em um acontecimento pontual, sem desdobramentos em uma crise institucional. Do outro, gestores apontam que o investidor estrangeiro pode ficar preocupado, e o xadrez político volta a se movimentar

Jasmine Olga
Jasmine Olga
8 de janeiro de 2023
22:05 - atualizado às 15:09
Manifestantes bolsonaristas invadem o Congresso e depredam as instalações da Câmara e do Senado, em ato terrorista que tenta golpe de Estado
Manifestantes bolsonaristas invadem o Congresso e depredam as instalações da Câmara e do Senado, em ato terrorista que tenta golpe de Estado - Imagem: Wilton Junior/Estadão Conteúdo

Nos últimos dias, mais precisamente desde os primeiros passos do governo de transição e a posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, o mercado financeiro foi pauta dentro e fora da bolha de especialistas e investidores que acompanham o dia a dia da bolsa de valores, do câmbio e da curva de juros. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque, para muitos, a “entidade Mercado” não estaria em sintonia com as demandas da economia real — e, por isso, foi acusada por muitos de certo exagero nas preocupações que trouxeram pressão aos ativos domésticos na semana passada. 

Em meio às cenas de terrorismo que tomaram conta de Brasília nesta tarde (8) e que se seguiram por horas, não é exagero dizer que a reação do mercado financeiro na segunda-feira (9) será acompanhada de perto por especialistas, curiosos e leigos. 

Com as imagens de depredação e vandalismo frescas na memória — e com as forças de segurança ainda tentando recuperar o controle do Congresso e demais palácios da República — a reportagem do Seu Dinheiro procurou diversos gestores do mercado para sentir a temperatura do que se deve esperar para os ativos brasileiros logo na abertura das negociações. 

O quebra-quebra em Brasília garantiu lugar nos livros de história. Na ressaca dos atos terroristas na capital federal, como deve ser o dia da bolsa, dólar e juros?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Convulsão social

Existem diferenças de visão entre os analistas sobre o grau de impacto nos ativos domésticos e quais deles devem ser mais impactados. Mas a certeza é uma só: seja um susto passageiro ou um movimento mais prolongado, com nuances a serem analisadas, o dia deve ser negativo.

Leia Também

O primeiro instinto dos especialistas foi tentar comparar o que aconteceu em Brasília aos eventos do dia 6 de janeiro de 2021 nos Estados Unidos — a invasão do Capitólio americano por apoiadores do candidato derrotado à reeleição, Donald Trump, com o registro de violência armada e mortes.  

O dia era de otimismo nas bolsas em Nova York, e apesar de os investidores terem pisado no freio após as inéditas cenas de violência no país, apenas o Nasdaq fechou o dia no vermelho. 

Com os dois episódios tendo ligações — sendo o ataque brasileiro espelhado nos acontecimentos de dois anos atrás — há quem acredite em um dia de estresse que não se confirme em uma crise, ou o início de uma. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Os bolsonaristas estão sozinhos, e esse ato tresloucado foi mais uma ação de desespero do que de virada de mesa”, apontou um dos gestores que atendeu a nossa reportagem. 

Manifestantes bolsonaristas invadem o Congresso e depredam as instalações da Câmara e do Senado, em ato terrorista
Manifestantes bolsonaristas invadem o Congresso Nacional na cidade de Brasília, DF, neste domingo, 08

Cicatrizes abertas

Mas nem todos estão tão otimistas. O economista-chefe de uma asset paulista apontou que as cenas de violência vistas em Brasília abrem “uma caixa de Pandora”, e que “ninguém sabe onde isso vai parar”. 

E incerteza é o maior inimigo do mercado financeiro, ainda que a resposta institucional do governo Lula — com interferência nas forças de segurança do Distrito Federal e cobrança para a apuração dos culpados e financiadores dos ataques — tenha sido vista como correta e esperada diante do episódio. 

A instabilidade, no entanto, é sinônimo de mais prêmio de risco dos ativos locais — o que explica o muito provável ajuste negativo que devemos ver no pregão desta segunda-feira. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Acho que o que já dá para dizer é que o câmbio deve ser o ativo que vai refletir melhor a sensação de risco do mercado. A bolsa e os juros já estão muito descontados”, disse um especialista, apontando que a pressão recente após a posse de Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1º de janeiro, abre espaço para uma acomodação. 

Na opinião de outro gestor consultado pelo SD, os atos criminosos desta tarde podem mais uma vez mexer com o xadrez político nacional — e impedir que a direita e o liberalismo voltem a ser posturas defendidas pela população geral. Uma mudança que, se for confirmada, deve ser precificada ao longo do tempo. 

“Esse é um evento que enfraquece o apoio popular à direita e o presidente tende a ganhar mais poder de barganha. Sendo assim, um cenário de Lula moderado, que já vinha perdendo força, começa a ficar menos provável”. 

Sem fiador

Uma preocupação no radar de alguns dos gestores consultados é a leitura negativa que o investidor estrangeiro pode ter da situação — ainda que agentes locais pesem menos o ocorrido, o humor no exterior pode mudar o rumo dos negócios. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Até o momento de publicação dessa matéria, as imagens de destruição em Brasília estampavam os principais jornais internacionais, e chefes de Estado de todo o mundo, incluindo Emmanuel Macron, da França, e Joe Biden, dos EUA, já haviam repudiado os ataques. 

Um especialista lembra que desde a eleição de Lula, bem visto e popular na cena internacional, o investidor estrangeiro vinha atuando como um “elemento estabilizador dos ativos locais”. Assim, os acontecimentos na capital federal pode afugentar o capital gringo, com o temor de que a violência se transforme em uma crise institucional. 

A potencial reação negativa dos investidores estrangeiros, no entanto, não é unanimidade entre os gestores com quem conversamos. 

"O Brasil hoje é 1,75% do PIB mundial. Nada mais do que acontece aqui importa muito. Enquanto os juros estiverem altos, a gente empurra com a barriga”, finalizou um dos mais pessimistas com o mercado doméstico. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

*Colaboração: Victor Aguiar

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar