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Segundo o secretário do Tesouro, Paulo Valle, novo título do Tesouro ainda precisa ser aprovado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes

O título do Tesouro voltado para a aposentadoria, em estudo há cerca de três anos, pode ser lançado ainda em 2022. A afirmação veio do secretário do Tesouro Nacional, Paulo Valle, a jornalistas após evento da Anbima que formalizou a posse da nova diretoria.
De acordo com Valle, o novo título ainda precisa ser aprovado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
"Se tudo correr bem, podemos lançar até neste ano", afirmou.
A equipe econômica vem estudando o novo produto, que teria o objetivo de incentivar a pessoa física a poupar para a aposentadoria.
Segundo o secretário, o título não teria incentivo tributário, mas contaria com um baixo custo de transação que traria competitividade para a indústria de investimentos em geral.
A ideia de criar um título público para servir como aposentadoria veio de um Seminário da Previdência realizado em 2019. Lá foi apresentado um estudo que tem servido de base para a elaboração do novo produto.
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A nova modalidade contará com um período de acumulação de 30 a 40 anos, durante o qual o poupador apenas fará aportes e não receberá qualquer tipo de remuneração a título de juros.
Em seguida, haverá uma fase de usufruto do valor poupado e dos rendimentos, em que o investidor passará a receber um pagamento mensal, como se fosse uma aposentadoria, durante um prazo de 20 a 30 anos.
Tudo isso com o menor risco de calote do mercado brasileiro, pois os títulos públicos contam com garantia do governo federal.
Pelo que se sabe até agora, o “Tesouro Previdência” terá dois grandes diferenciais em relação aos títulos públicos atualmente disponíveis no Tesouro Direto, que prometem facilitar muito a vida do investidor.
O primeiro, como já foi dito, é reunir, num só título, as características de acumulação e desacumulação: acúmulo de patrimônio por alguns anos e pagamento de uma renda mensal após determinado prazo.
O outro trunfo é que, na hora de planejar a aposentadoria com a nova modalidade, o investidor partirá da informação sobre a renda que deseja receber no futuro para saber quantos títulos comprar e, consequentemente, quanto investir.
Por exemplo, se o investidor quiser receber uma renda mensal de R$ 5 mil por 20 anos depois de se aposentar, e tiver um prazo de 30 anos para poupar, o sistema do Tesouro Direto informará quantos títulos ele precisará comprar para atingir seu objetivo.
Atualmente, já é possível investir para a aposentadoria por meio de títulos públicos negociados no Tesouro Direto. Mas todo o planejamento precisa ficar por conta do investidor.
Os dois títulos indicados para essa finalidade são o Tesouro IPCA+ (NTN-B Principal) e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais (NTN-B), por terem prazos longos - que podem chegar a 20 ou 30 anos - e rentabilidade indexada à inflação, o que protege o poder de compra do investidor durante todo esse tempo.
Porém, cada um deles se destina a um objetivo diferente. A modalidade “Principal” é ideal para acumular patrimônio, mas nunca chega a pagar uma renda periódica; já a modalidade “com Juros Semestrais” paga rendimentos a cada seis meses desde o primeiro ano.
Ou seja, não há um título que reúna, ao mesmo tempo, as características de poupança para a aposentadoria e pagamento de uma renda no futuro. Fora que, para o brasileiro, o recebimento de um rendimento mensal é de mais fácil compreensão.
Além disso, para poupar investindo nos títulos disponíveis atualmente, é o investidor quem precisa calcular - ainda que com ajuda da calculadora do Tesouro Direto - quanto investir para obter a renda desejada no futuro.
O “Tesouro Previdência”, portanto, promete facilitar muito a vida do investidor pessoa física.
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