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O petista se movimenta de modo a angariar o máximo apoio possível e confirmar, no fim de outubro, um favoritismo que lhe é atribuído desde sua ressurreição para a política
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) colecionou uma série de apoios já no primeiro turno das eleições presidenciais. Alguns deles até inesperados, declarados por adversários do passado e até mesmo antigos desafetos.
Lula assegurou mais de 57 milhões de votos, um recorde para o primeiro turno na história das eleições presidenciais no Brasil.
Um feito e tanto para quem, há apenas quatro anos, foi impedido de concorrer à Presidência da República por estar preso e chegou a ser dado como “morto” para a política por adversários e parte dos analistas.
Entretanto, nem mesmo a alta popularidade, a anulação do julgamento que o levou à prisão e o amplo arco de alianças foram suficientes para uma almejada vitória em primeiro turno.
Lula bateu na trave, e o jogo contra Jair Bolsonaro, candidato à reeleição pelo PL, segue aberto.
Diante disso, o petista se movimenta de modo a angariar o máximo de apoio possível e confirmar, no fim de outubro, um favoritismo que lhe é atribuído desde sua ressurreição para a política.
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Pressionado a antecipar a composição de seu ministério em um eventual novo governo, Lula recusa-se a fazer qualquer anúncio nesse sentido antes do resultado do segundo turno.
“Primeiro, eu tenho que ganhar as eleições. Quando eu ganhar as eleições, vou montar o governo e não apenas com meu partido e aliados. Tem gente de fora que vai participar”, afirmou.
Não é de hoje que Lula acena ao centro. O deslocamento do ex-presidente para fora de sua zona de conforto começou bem antes do anúncio de sua candidatura.
Ainda no fim de 2021, a saída de Geraldo Alckmin do PSDB e sua adesão ao PSB representou o primeiro grande movimento nesse sentido.
O PT selou aliança com o PSB para que Lula pudesse ter Alckmin como vice. Algo impensável até pouco tempo atrás.
Os dois se enfrentaram nas eleições de 2006, quando o petista obteve seu segundo mandato como presidente.
A virulência do discurso de Alckmin contra Lula durante a disputa virou inclusive peça de propaganda da campanha de Bolsonaro no primeiro turno.
Em um passado não muito distante, a polarização política no Brasil tinha como protagonistas Fernando Henrique Cardoso e Lula — as faces mais emblemáticas da disputa entre PSDB e PT nos anos 1990.
Agora os dois rivais históricos estão no mesmo palanque. FHC anunciou formalmente o apoio a Lula no segundo turno.
Até mesmo os economistas responsáveis pela implementação do Plano Real, lançado quando FHC era ministro da Fazenda de Itamar Franco, acompanharam o ex-presidente. Falamos de Pedro Malan, Persio Arida, Edmar Bacha e André Lara Resende.
Mas Fernando Henrique não foi o único tucano de alta plumagem a declarar apoio a Lula.
O PSDB liberou seus correligionários a declararam voto em quem quiserem depois de o governador paulista, Rodrigo Garcia, ter formalizado apoio a Bolsonaro.
Como resultado, Tasso Jereissati e mais três ex-presidentes do partido defenderam o voto em Lula. O mesmo fez José Serra, que enfrentou Lula nas urnas em 2002.
Arminio Fraga, outro economista identificado com os governos tucanos, seguiu pelo mesmo caminho.
Não é só com figurões que Lula conta para derrotar Bolsonaro no segundo turno. O petista reuniu sete governadores e 16 senadores na tentativa de armar um contra-ataque em relação aos apoios anunciados no segundo turno pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), que reuniu o endosso de cinco governadores em três dias.
Lula colocou as disputas estaduais como uma das prioridades para suas viagens nacionais e tem falado com frequência da força de construir um possível novo mandato em comunhão com os governadores.
Mais do que uma demonstração de força, a estratégia de Lula é um contra-ataque às iniciativas de Bolsonaro.
O presidente que tenta a reeleição tem o apoio dos governadores reeleitos em dois dos três maiores colégios eleitorais do país: Romeu Zema (Novo-MG) e Cláudio Castro (PL-RJ).
Bolsonaro também recebeu o apoio de Ibaneis Rocha (MDB), reeleito governador do Distrito Federal e de Ratinho Junior (PSD), reeleito no Paraná.
Ainda assim, Lula tem minimizado o movimento de Bolsonaro. “A somatória do meu adversário é mais do mesmo, ele está tendo o apoio de quem já apoiou ele no primeiro turno. Todo mundo sabia, por exemplo, que o governador do Rio é bolsonarista”, disse Lula.
O entendimento de que precisaria compor o arco de alianças mais amplo possível para vencer Bolsonaro levou Lula a buscar ainda antes do primeiro turno os apoios que agora se confirmam.
Pouco antes do início da campanha, obteve a adesão de André Janones, que desistiu da candidatura própria pelo Avante para comandar a estratégia de redes sociais do petista, vista como um de seus pontos fracos até ali.
Tentou também conversar com o PDT e o MDB, mas os partidos mantiveram respectivamente as candidaturas de Ciro Gomes e Simone Tebet.
Encerrado o primeiro turno, os apoios de Ciro e Tebet a Lula merecem capítulos à parte.
Uma aliança entre Lula e Ciro Gomes soaria natural em outros tempos. De 2003 a 2006, no primeiro mandato do petista, Ciro serviu como ministro da Integração Nacional.
A relação entre eles deteriorou-se com o passar dos anos. Em 2018, Ciro enfureceu grande parte do PT ao se recusar a subir no palanque de Fernando Haddad no segundo turno contra Bolsonaro.
Nos anos que se seguiram, embora Lula tenha sinalizado em mais de uma ocasião a intenção de abrir a porta para uma reaproximação com Ciro, o pedetista mostrou pouca disposição para o diálogo.
A situação azedou de vez na reta final do primeiro turno. Apoiadores de Lula começaram a abordar ciristas em uma pregação pelo voto útil no petista, contra Bolsonaro. Ciro, por sua vez, passou a concentrar seus ataques em Lula.
Se não foi bom para o petista, o resultado mostrou-se pior para o pedetista. Ciro terminou o primeiro turno em quatro lugar, com pouco mais de 3% dos votos válidos, atrás inclusive de Simone Tebet.
Há quem considere que Ciro tenha dado sinais de estar mais próximo de Bolsonaro do que de Lula. Formalmente, porém, o candidato comprometeu-se a seguir a orientação adotada por unanimidade pela direção do PDT, de apoio ao petista.
Ao fazer o anúncio, porém, além de não citar o nome de Lula, a fala de Ciro veio acompanhada de tantas críticas que mal parecia uma mensagem de apoio.
De qualquer modo, o peso do apoio é incerto. Pesquisas indicam que a maioria do eleitorado de Ciro, supostamente de centro-esquerda, teria planos de votar pela reeleição de Bolsonaro no segundo turno.
Simone Tebet terminou o primeiro turno com 4,2% dos votos válidos.
Pouco, à primeira vista. Muito, se levarmos em conta que, juntos, Lula e Bolsonaro concentraram mais de 91% dos votos. A emedebista terminou, inclusive, à frente de Ciro Gomes.
E, se Ciro sai enfraquecido depois de deixar pelo caminho quase 10 milhões de votos em relação a 2018, Simone Tebet valorizou seu passe nessa eleição.
Com isso, o apoio da senadora figura como a joia da coroa do arco de alianças construído por Lula.
O apoio não veio de graça. Ela apresentou um rol de propostas e projetos que gostaria de incorporar ao programa de governo petista, especialmente nas áreas de educação, saúde e direitos da mulher. Nos bastidores, ela é cotada para assumir um ministério em um futuro governo Lula, provavelmente o da Agricultura.
Ao se manifestar publicamente sobre o voto no petista, a senadora declarou — e em seguida reiterou — que reconhece o compromisso de Lula com a democracia e Constituição, pontos que desconhece no presidente Jair Bolsonaro.
E, embora seja muito complicado mensurar em votos o peso de qualquer apoio político, a relevância dessa adesão é sinalizada por pesquisas segundo as quais uma maioria esmagadora dos eleitores de Tebet estaria disposta a ir às urnas em 30 de outubro para votar em Lula.
Se tal tendência se mantiver até o dia da votação, a chance de Lula voltar a morar no Palácio da Alvorada em 2023 aumenta consideravelmente.
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