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ELEIÇÕES 2022

Ponte aérea sob nuvens: Após oficializar chapa Lula-Alckmin, PT busca PSB para resolver impasse

Na quarta-feira (20), o PT aprovou por 94% dos votos a chapa Lula-Alckmin na disputa pela Presidência da República

Alckmin e Lula
Alckmin e Lula - Imagem: Ricardo Stuckert/Divulgação

A ponte aérea Rio-São Paulo não é mais a mesma. Pelo menos quando o assunto é eleição. Na manhã seguinte à votação que endossou com 94% dos votos a chapa Lula-Alckmin à Presidência da República, conflitos entre o PT e o PSB em alianças regionais prevaleceram na Convenção do PT e da federação com o PV e o PC do B realizada nesta quinta-feira (21) na capital paulista.

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No centro das divergências entre os partidos está o anúncio do PSB no Rio de que vai manter a candidatura do deputado federal Alessandro Molon (PSB) ao Senado. 

Para lideranças petistas, a legenda descumpriu o acordo de retirar a candidatura para apoiar o presidente da Assembleia Legislativa do Rio, André Ceciliano (PT) ao Senado.

Dirigente do PT no Rio, Washington Quaquá compareceu, nesta quinta-feira, em um hotel no centro de São Paulo, local da convenção, afirmando que levaria um recurso à Executiva Nacional do partido. A reivindicação é endossada pelo secretário nacional de Comunicação da legenda, Jilmar Tatto.

Uma ala do PT no Rio de Janeiro, inclusive, iniciou uma mobilização para retirar apoio ao pré-candidato ao Executivo fluminense Marcelo Freixo (PSB). 

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Questionado sobre a possibilidade de ter dois candidatos ao Senado na chapa, como já avalizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o líder classificou o cenário como "vergonhoso para o PT". 

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A convenção estadual, que ocorreria na próxima segunda-feira (25), foi adiada até que este impasse seja resolvido.

Lula vai sair perdendo no Rio?

Além da retirada de apoio, Quaquá ponderou que o PT pode se aliar à chapa de Rodrigo Neves (PDT), pré-candidato ao governo, e Felipe Santa Cruz (PSD), que deve ocupar a vice. 

Segundo o líder, a chapa Freixo-Molon prejudica a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Rio de Janeiro por estreitar a base de apoio do petista à capital carioca e às áreas mais ricas da cidade.

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"O Rio de Janeiro não é Sergipe, com todo o respeito a Sergipe, mas são mais de 10 milhões de eleitores, é um Estado central. Um erro de estreitamento da campanha do Lula no Rio pode significar a vitória ou não no primeiro turno, então precisa tratar o Rio com mais cuidado", afirmou.

As divergências no Rio Grande do Sul também estão neste debate. O PT lançou a pré-candidatura do deputado estadual Edegar Pretto, enquanto o PSB aposta no ex-deputado federal Beto Albuquerque.

Veja também: Riscos para a economia no segundo semestre

Tentando reconstruir a ponte

Apesar de levadas à convenção desta quinta-feira (21), estas divergências foram objeto de um pedido de destaque, para que sejam discutidas antes pelo próprio PT em uma reunião a ser marcada na semana que vem. 

Mesmo com a maioria dos impasses estaduais entre PT e PSB solucionados, a presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, não descartou a possibilidade de as siglas apadrinharem projetos diferentes em determinados Estados. 

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Segundo Gleisi, os partidos ainda têm até o dia 5 de agosto para fechar todas as convenções estaduais.

Sobre a possibilidade de as reuniões terminarem sem a dissolução de impasses, Gleisi admitiu que existe esta chance, mas ponderou "nós temos ainda tempo para discutir isso, sou daquelas pessoas que sou otimista".

A chapa Lula-Alckmin

Na quarta-feira (20), o PT aprovou por 94% dos votos a chapa Lula-Alckmin na disputa pela Presidência da República.

 O encontro em São Paulo reuniu lideranças do partido, mas não teve a presença do ex-presidente, nem de seu candidato a vice, que cumprem agenda em Pernambuco.

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O ex-presidente citou um trecho da obra de Paulo Freire para justificar a aliança com o ex-governador de São Paulo — seu antigo adversário político.

"Eu li em um livro do Paulo Freire que a gente tem que juntar os divergentes para derrotar os antagônicos", disse Lula em sua conta no Twitter. 

Após a declaração, ele recebeu críticas tanto de pessoas ligadas à esquerda, que ainda questionam a escolha do ex-tucano para compor a frente ampla, quanto de direita, que relembram as acusações de Lula sobre corrupção.

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"E é isso que vocês precisam saber. Nós vamos consertar esse país", afirmou o ex-presidente. 

Um dos fundadores do PSDB, Alckmin deixou o partido em dezembro de 2021 para compor a chapa de Lula e se filiou ao PSB.

*Com informações do Estadão Conteúdo

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