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Indicação do ex-governador de São Paulo já era esperada e foi formalizada na manhã desta sexta-feira pela direção nacional do PSB
O roteirista de Brasil definitivamente caprichou na dose. O ex-governador paulista Geraldo Alckmin será o companheiro de chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais de outubro.
A indicação de Alckmin como vice de Lula foi formalizada na manhã desta sexta-feira pela direção nacional do PSB.
O anúncio foi feito em evento realizado na manhã de hoje em São Paulo.
A expectativa agora é que o diretório nacional do PT aceite na próxima semana a indicação do ex-tucano como vice de Lula nas eleições deste ano.
Presente no evento, Lula prometeu dedicar-se "de corpo e alma" à aliança e disse "ter certeza" de que seu partido aprovará a indicação.
"É uma honra ter meu nome indicado", retribuiu Alckmin. "Não é hora de terrorismo, é hora de generosidade. É um momento de união. Vamos somar esforços para reconstrução do nosso país.”
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Ainda que a notícia viesse sendo antecipada por analistas políticos nas últimas semanas, havia dúvidas e ressalvas de observadores de ambos os lados quanto à viabilidade da costura política. Afinal, durante décadas, Lula e Alckmin transitaram pólos opostos do espectro político nacional.
Tucano histórico, Alckmin foi o candidato do PSDB a presidente nas eleições de 2006. Acabou derrotado por Lula no segundo turno.
Alckmin deixou o PSDB no fim do ano passado depois de 33 anos no partido. No início de 2022, o ex-governador paulista anunciou sua filiação ao PSB, dando força a rumores de que se aliaria a Lula iniciados já na época de sua saída do PSDB.
No evento de hoje, Lula minimizou a rivalidade. "Já fui adversário do Alckmin, do José Serra, do Fernando Henrique Cardoso, mas nunca nos desrespeitamos", disse o ex-presidente.
No início do evento realizado hoje, o PSB divulgou uma carta endereçada ao ex-presidente Lula oficializando a indicação de Alckmin e enfatizando que a disputa eleitoral de 2022 não estará relacionada "aos embates de natureza histórica entre esquerda e direita", em referência à rivalidade entre os dois políticos no passado.
A carta é assinada pelo presidente do partido, Carlos Siqueira.
"O que estará em questão nas eleições de 2022 é o confronto decisivo entre democracia e autoritarismo", escreve Siqueira na carta.
No documento, ele diz ainda que a indicação do ex-tucano a vice não se limita apenas ao aspecto eleitoral.
"Esta proposição envolve uma dimensão programática, visto que a composição de uma frente ampla exige a formulação de um programa que corresponda às perspectivas das forças que a compõem", consta.
"O PSB deseja contribuir na tarefa programática inerente à formação de uma frente ampla de forma produtiva e efetiva".
*Com informações do Estadão Conteúdo.
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