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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Renda fixa

Taesa (TAEE11) vai captar R$ 1,250 bilhão com debênture isenta de imposto para investidor; veja as condições

Taesa pretende usar o dinheiro captado no investimento dos projetos de transmissão de energia Sant’Anna, Ivaí e Ananaí, que foram arrematados em leilões da Aneel e estão em construção

Torres de transmissão de energia
Torres de transmissão de energia. - Imagem: Shutterstock

A empresa de transmissão de energia Taesa (TAEE11) pretende captar R$ 1,250 bilhão de investidores no mercado de capitais com uma emissão de debêntures.

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Investir em uma debênture equivale a emprestar dinheiro para uma empresa, recebendo em troca de uma taxa de juros. Ou seja, trata-se de um investimento de renda fixa, como o Tesouro Direto ou CDB.

No caso da Taesa, um dos atrativos é que a emissão contará com isenção de imposto de renda para o investidor.

A legislação (Lei nº 12.431) permite que as empresas captem recursos via debêntures com isenção de imposto de renda para o investidor pessoa física, desde que os recursos sejam destinados a projetos de infraestrutura.

A Taesa pretende usar o dinheiro captado no mercado no investimento dos projetos de transmissão de energia Sant’Anna, Ivaí e Ananaí, que foram arrematados em leilões da Aneel e estão em construção.

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O que a Taesa oferece ao investidor das debêntures

A Taesa vai emitir as debêntures em três séries, com prazos de vencimento e taxas de juros diferentes. Quanto mais longo o vencimento, maior a remuneração ao investidor.

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Quem estiver disposto a investir na terceira série, por exemplo, pode obter uma rentabilidade de mais de 6% ao ano além da variação da inflação medida pelo IPCA.

Vale lembrar, porém, que a taxa final pode ser menor dependendo da demanda do mercado pelas debêntures da Taesa.

O pagamento dos juros será feito a cada semestre pela Taesa, a partir de outubro deste ano. Já a amortização e a devolução do principal possuem um cronograma próprio. Veja a seguir as principais condições:

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Primeira série:

  • Prazo: 7 anos, vencimento em abril de 2029;
  • Rentabilidade máxima: Taxa do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais com vencimento em 2028 + 0,25% ao ano ou IPCA mais 5,85% ao ano;
  • Amortização: no vencimento.

Segunda série:

  • Prazo: 10 anos, vencimento em abril de 2032;
  • Rentabilidade máxima: Taxa do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais com vencimento em 2030 + 0,30% ao ano ou IPCA mais 5,95% ao ano;
  • Amortização: a partir de 2030.

Terceira série:

  • Prazo: 15 anos, vencimento em abril de 2037;
  • Rentabilidade máxima: Taxa do Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais com vencimento em 2035 + 0,40% ao ano ou IPCA mais 6,10%.
  • Amortização: a partir de 2035.

O investidor pode vender as debêntures da Taesa no mercado antes do vencimento, mas nesse caso a rentabilidade pode variar dependendo das condições do momento.

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Além do risco de mercado, o investidor de debêntures está sujeito ao risco de calote da empresa emissora. No caso da Taesa, a emissão recebeu avaliação “AAA.br”, a melhor dentro da escala da agência Moody's.

O período de reserva para quem quiser investir nas debêntures da Taesa vai de 4 a 27 de abril. A definição das condições da emissão, incluindo a rentabilidade, acontece no dia seguinte. A oferta é coordenada pelos bancos Santander, XP, Itaú BBA e UBS BB.

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