Recordes da Multiplan embalam salto das ações MULT3 e de outros shoppings da B3; casamento da brMalls (BRML3) e Aliansce Sonae (ALSO3) também empolga o setor
A Multiplan voltou a empolgar com um balanço que mostrou seu poder de barganha e potencial para mais crescimento nos próximos trimestres

A sexta-feira (29) das administradoras de shoppings centers da B3 está movimentada como os próprios centros de compras em vésperas de feriados comerciais. Embalado pelo balanço da Multiplan (MULT3) e o “sim” da brMalls (BRML3) para a fusão com a Aliansce Sonae (ALSO3), o setor sobe em bloco no início da tarde.
Por volta das 13h20, as ações MULT3 lideravam os ganhos do segmento — e apareciam também entre as maiores altas do Ibovespa — com alta de 5,91%, a R$ 25,10. Veja como operam as outras administradoras:
- Aliansce Sonae (ALSO3): +2,51%
- brMalls (BRML3): +3,30%
- Iguatemi (IGTI11): +2,54%
- JHSF Participações (JHSF3): +1,34%
Multiplan (MULT3) — recordes empolgam
Além de ser destaque entre as altas, a Multiplan (MULT3) também é uma das principais responsáveis pelo desempenho positivo dos shoppings hoje.
Isso porque a companhia, que já havia agradado com sua prévia operacional do primeiro trimestre, voltou a empolgar o mercado com os resultados financeiros do período, divulgados ontem.
Como resume, em relatório, o Credit Suisse, a administradora de shoppings “iniciou a temporada de resultados estabelecendo padrões elevados para o restante da indústria”.
O lucro líquido saltou 270,5% em relação ao 1T21, para R$ 171,6 milhões. A receita líquida subiu 57,9% e chegou a um patamar recorde para um primeiro trimestre: R$ 420 milhões.
Leia Também
As cifras superaram as estimativas do Itaú BBA “de cima abaixo” e também deixaram para trás as projeções dos analistas de outras casas. Segundo a divisão de investimentos do Itaú, elas foram impulsionadas pela cobrança de aluguéis maiores que o previsto para o período.
- MUDANÇAS NO IR 2022: baixe o guia gratuito sobre o Imposto de Renda deste ano e evite problemas com a Receita Federal; basta clicar aqui
Aperto nos aluguéis, respiro nas finanças
A alta nos valores cobrados dos lojistas empolga porque significa que a Multiplan tem conseguido reverter com sucesso os descontos concedidos durante a pandemia de covid-19.
O BTG Pactual aponta que o Aluguel na Mesma Loja (SSR) apresentou “forte crescimento” de 54,3% mesmo quando comparado ao patamar pré-pandemia. “Poucos investidores esperavam uma recuperação tão acentuada”, declararam os analistas.
O banco de investimentos destaca que o indicador — que mede a relação entre o aluguel faturado em uma mesma área no ano anterior — já cresce acima da inflação do período.
Para o Credit Suisse, o SSR certifica ainda a competência da administradora para lidar com os desafios do setor. “Vemos a Multiplan como uma das empresas mais bem posicionadas para surfar o momento, pois provou seu alto poder de barganha com os lojistas”.
Alertas e projeções para a Multiplan (MULT3)
Mas, apesar de também considerar que a Multiplan fez um ótimo trabalho de remoção de desconto dos aluguéis, o Bradesco emite um alerta: “O custo de ocupação atual em 15,6% sugere que o ritmo recente de crescimento dos aluguéis só é sustentável se os lojistas continuarem acelerando suas vendas”.
Para o BTG, isso não será um problema. O banco reforça que, como as vendas deste mês subiram 32,3% em relação a abril de 2019, o segundo trimestre pode ser ainda mais forte.
O otimismo do banco de investimentos é compartilhado pelas outras casas de análise citadas. Todas — até mesmo o Bradesco e seu pé atrás — recomendam compra para as ações MULT3. Confira o preço-alvo e o potencial de alta projetado pelos analistas de cada uma delas:
- Itaú BBA: R$ 25,40 (+1,2%)
- Bradesco: R$ 34,00 (+35,4%)
- BTG Pactual: R$ 30,00 (+19,5%)
- Credit Suisse: R$ 29,00 (+15,5%)
A persistência da Aliansce (ALSO3) com a noiva cobiçada
Além do elogiado balanço da Multiplan, outro assunto que movimenta o setor de shoppings hoje é o aguardado “sim” da brMalls (BRML3) para a proposta de fusão da Aliansce Sonae (ALSO3).
Não foi fácil convencer a noiva, que também era cobiçada por outras empresas do setor, mas a insistência da Aliansce (e a oferta maior) finalmente garantiu o casamento que dará origem à maior empresa de shopping centers da América Latina.
A união renderá aos acionistas da brMalls R$ 1,25 bilhão em dinheiro e 326.339.911 ações da Aliansce pelo negócio. A proposta aceita foi 17,2% maior do que a primeira oferta do grupo e equivale a uma relação de troca de um papel BRML3 para 0,3940 ALSO3.
“A administração da brMalls entende que a combinação de negócios proporcionará uma nova companhia com liderança comercial, ganhos de escala, captura de sinergias e maior capacidade de investimento”, informou a empresa.
A conclusão da união ainda precisa do aval dos acionistas de ambas as empresas e dos órgãos reguladores.
Entram Cury (CURY3) e C&A (CEAB3), saem São Martinho (SMTO3) e Petz (PETZ3): bolsa divulga terceira prévia do Ibovespa
A nova composição do índice entra em vigor em 1º de setembro e permanece até o fim de dezembro, com 84 papéis de 81 empresas
É renda fixa, mas é dos EUA: ETF inédito para investir no Tesouro americano com proteção da variação do dólar chega à B3
O T10R11 oferece acesso aos Treasurys de 10 anos dos EUA em reais, com o bônus do diferencial de juros recorde entre Brasil e EUA
Ibovespa sobe 1,32% e crava a 2ª maior pontuação da história; Dow e S&P 500 batem recorde
No mercado de câmbio, o dólar à vista terminou o dia com queda de 0,20%, cotado a R$ 5,4064, após dois pregões consecutivos de baixa
FIIs fora do radar? Santander amplia cobertura e recomenda compra de três fundos com potencial de dividendos de até 17%; veja quais são
Analistas veem oportunidade nos segmentos de recebíveis imobiliários, híbridos e hedge funds
Batalha pelo galpão da Renault: duas gestoras disputam o único ativo deste FII, que pode sair do mapa nos dois cenários
Zagros Capital e Tellus Investimentos apresentam propostas milionárias para adquirir galpão logístico do VTLT11, locado pela Renault
Para o BTG, esta ação já apanhou demais na bolsa e agora revela oportunidade para investidores ‘corajosos’
Os analistas já avisam: trata-se de uma tese para aqueles mais tolerantes a riscos; descubra qual é o papel
Não é uma guerra comercial, é uma guerra geopolítica: CEO da AZ Quest diz o que a estratégia de Trump significa para o Brasil e seus ativos
Walter Maciel avalia que as medidas do presidente norte-americano vão além da disputa tarifária — e explica como os brasileiros devem se posicionar diante do novo cenário
É hora de voltar para as ações brasileiras: expectativa de queda dos juros leva BTG a recomendar saída gradual da renda fixa
Cenário se alinha a favor do aumento de risco, com queda da atividade, melhora da inflação e enfraquecimento do dólar
Dólar e bolsa sobem no acumulado de uma semana agitada; veja as maiores altas e baixas entre as ações
Últimos dias foram marcados pela tensão entre EUA e Brasil e também pela fala de Jerome Powell, do BC norte-americano, sobre a tendência para os juros por lá
Rumo ao Novo Mercado: Acionistas da Copel (CPLE6) aprovam a migração para nível elevado de governança na B3 e a unificação de ações
Em fato relevante enviado à CVM, a companhia dará prosseguimento às etapas necessárias para a efetivação da mudança
“Não acreditamos que seremos bem-sucedidos investindo em Nvidia”, diz Squadra, que aposta nestas ações brasileiras
Em carta semestral, a gestora explica as principais teses de investimento e também relata alguns erros pelo caminho
Bolsas disparam com Powell e Ibovespa sobe 2,57%; saiba o que agradou tanto os investidores
O presidente do Fed deu a declaração mais contundente até agora com relação ao corte de juros e levou o dólar à vista a cair 1% por aqui
Rogério Xavier revela o ponto decisivo que pode destravar potencial para as ações no Brasil — e conta qual é a aposta da SPX para ‘fugir’ do dólar
Na avaliação do sócio da SPX, se o Brasil tomar as decisões certas, o jogo pode virar para o mercado de ações local
Sequóia III Renda Imobiliária (SEQR11) consegue inquilino para imóvel vago há mais de um ano, mas cotas caem
O galpão presente no portfólio do FII está localizado na Penha, no Rio de Janeiro, e foi construído sob medida para a operação da Atento, empresa de atendimento ao cliente
Bolsa brasileira pode saltar 30% até o fim de 2025, mas sem rali de fim de ano, afirma André Lion. Essas são as 5 ações favoritas da Ibiuna para investir agora
Em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro, o sócio da Ibiuna abriu quais são as grandes apostas da gestora para o segundo semestre e revelou o que poderia atrapalhar a boa toada da bolsa
Cinco bancos perdem juntos R$ 42 bilhões em valor de mercado — e estrela da bolsa puxa a fila
A terça-feira (19) foi marcada por fortes perdas na bolsa brasileira diante do aumento das tensões entre Estados Unidos e o Brasil
As cinco ações do Itaú BBA para lucrar: de Sabesp (SBSP3) a Eletrobras (ELET3), confira as escolhidas após a temporada de resultados
Banco destaca empresas que superaram as expectativas no segundo trimestre em meio a um cenário desafiador para o Ibovespa
Dólar abaixo de R$ 5? Como a vitória de Trump na guerra comercial pode ser positiva para o Brasil
Guilherme Abbud, CEO e CIO da Persevera Asset, fala sobre os motivos para ter otimismo com os ativos de risco no Touros e Ursos desta semana
Exclusivo: A nova aposta da Kinea para os próximos 100 anos — e como investir como a gestora
A Kinea Investimentos acaba de revelar sua nova aposta para o próximo século: o urânio e a energia nuclear. Entenda a tese de investimento
Entra Cury (CURY3), sai São Martinho (SMTO3): bolsa divulga segunda prévia do Ibovespa
Na segunda prévia, a Cury fez sua estreia com 0,210% de peso para o período de setembro a dezembro de 2025, enquanto a São Martinho se despede do índice