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Antes de se aventurar, gigante de tecnologia assistiu com cautela às movimentações das concorrentes para entrar no mercado de criptomoedas

O momento pode não ser o melhor para as criptomoedas, mas isso não reduz o interesse dos gigantes da tecnologia nesse mercado. O Google deverá criar uma nova unidade de negócio exclusivamente dedicada a tecnologias que façam uso do blockchain e outras tecnologias de computação descentralizada, como é o caso do DeFi.
A informação foi obtida pela agência Bloomberg a partir de um email interno do Google.
A nova unidade deve integrar a também recém inaugurada divisão Labs da companhia, responsável pelos projetos de realidade virtual e aumentada do Google.
A unidade estará sob a liderança de Shivakumar Venkataraman, engenheiro que trabalhou por 20 anos no serviço de anúncios Google Ads, carro-chefe da companhia.
A decisão é o mais novo capítulo da gradual entrada do Google no mercado cripto.
Até agosto do ano passado, crypto wallets estavam proibidas de contratar o Google Ads. A empresa também não aceitava criptomoedas como forma de pagamento por seus serviços.
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Mas tudo isso começou a mudar. A parceria entre Gemini e Google Pay, celebrada em abril de 2021, permitiu que alguns usuários comprassem Bitcoins através de moedas “convencionais” utilizando a plataforma.
Na sequência vieram Coinbase e Bakkt. Em casos específicos, as parcerias permitiram o uso de criptomoedas para o pagamento de bens e serviços transacionados via Google Pay.
Em entrevista concedida à Bloomberg, Bill Ready, presidente do segmento de comércio do Google, admitiu que a companhia está à procura de parceiros para ampliar o leque de serviços financeiros que oferece, possibilitando que seus usuários comprem e vendam criptomoedas através do Google Pay.
O mercado cripto tem sido bastante disputado pelas gigantes da tecnologia. Recentemente, o Twitter implementou funcionalidade que torna possível o pagamento de gorjetas em criptomoedas para usuários do site.
A rede social também anunciou uma funcionalidade que permitirá que o usuário conecte sua wallet e utilize uma NFT como imagem de perfil.
Já a Meta (o antigo Facebook) está tentando, com dificuldades, emplacar sua própria criptomoeda, a Diem. E também lançou sua própria wallet, a Novi, que está conectada com o Whatsapp.
A Amazon é outra big tech que não ignora o segmento e opera um serviço de blockchain “gerenciado”, que possibilita a operação de redes privadas e a interação entre diferentes blockchains, como Bitcoin e Ethereum.
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