Ford divide operações de veículos elétricos e tradicionais de olho na Tesla
A montadora americana Ford quer acelerar a produção de veículos elétricos e pretende investir US$ 5 bilhões no segmento neste ano.
De olho na expansão da demanda por veículos elétricos, endereçada, principalmente, pela Tesla, a Ford decidiu separar sua operação em duas unidades de negócio. A Ford Model e se dedicará aos veículos elétricos, enquanto a Ford Blue seguirá no segmento dos motores a combustão.
"Isso permitirá que a Ford supere tanto montadoras tradicionais, que não estão fazendo isso, quanto concorrentes de elétricos, que não têm nossos ativos", disse o CEO, Jim Farley. Farley também assume a presidência da Ford Model e, acumulando os dois cargos.
O anúncio, especulado pelo mercado há semanas, parece ter gerado entusiasmo nos investidores, uma vez que a ação chegou a subir mais de 8% nesta quarta-feira (2) na NYSE. Os papéis da Tesla, contudo, tiveram alta bem mais tímida, sem ultrapassar 1%.
Durante coletiva de imprensa para anunciar as novidades, ficou claro que as mudanças na Ford foram feitas para correr atrás da empresa de Elon Musk. Segundo Farley, a Ford está desenvolvendo uma “lista concisa de padrões para uma nova experiência que será melhor que a Tesla".
De acordo com a companhia, a ideia é que as duas verticais operem separadamente, mas compartilhando tecnologia e melhores práticas.
A montadora também anunciou que ambiciona produzir mais de 2 milhões de veículos elétricos anualmente até 2026, o que representa um terço do volume total de produção da Ford. A empresa prevê investir US$ 5 bilhões em veículos elétricos neste ano.
Leia Também
Sinal verde: Conselho dos Correios dá aval a empréstimo de R$ 20 bilhões para reestruturar a estatal
Oi (OIBR3) consegue desbloqueio de R$ 517 milhões após decisão judicial
O pacote de novidades vai ao encontro do compromisso estabelecido pela montadora de se tornar neutra em emissão de carbono até 2050. A empresa também prometeu usar energia 100% local e renovável nas suas operações até 2035.
Como vai funcionar a Ford elétrica
A Ford Model e será o centro de inovação e crescimento da montadora americana. A empresa desenhou a unidade de negócios de forma a atrair - e reter - os melhores talentos das áreas de software, engenharia, design e experiência do usuário (UX).
Com a meta de criar veículos elétricos inovadores, a Ford Model e vai desenvolver desde as baterias e motores elétricos até sua reciclagem.
A empresa também promete criar uma nova experiência de compra para os consumidores, que inclui transparência de preços e atendimento personalizado.
E a Ford tradicional?
Sob a batuta do indiano-americano Kumar Galhotra, a Ford Blue será responsável por dar continuidade aos investimentos em novos modelos dos veículos já consolidados no mercado. É o caso, por exemplo, dos caminhões F-Series, as picapes Ranger e Maverick, os SUVs Bronco e Explorer, e o Mustang.
Com isso, a ideia é que a Ford Blue também sirva de apoio para a Ford Model e, por meio de engenharia de larga escala, produção e teste dos veículos elétricos.
Também caberá à nova unidade acabar com o desperdício e reduzir drasticamente os custos de produto, fabricação e qualidade da companhia.
Leia também:
- Tesla (TSLA34) entrega balanço de gala, mas escassez de insumos produtivos azeda noite
- Ford, Kia e até Renault Kwid: conheça os lançamentos de carros elétricos esperados para 2022
- BMW surpreende ao exibir carro elétrico que muda de cor
Anvisa manda recolher lotes de sabão líquido famoso por contaminação; veja quais são e o que fazer
Medida da Anvisa vale para lotes específicos e inclui a suspensão de venda e uso; produto capilar de outra marca também é retirado do mercado
O “bom problema” de R$ 40 bilhões da Axia Energia (AXIA3) — e como isso pode chegar ao bolso dos acionistas
A Axia Energia quer usar parte de seus R$ 39,9 bilhões em reservas e se preparar para a nova tributação de dividendos; entenda
Petrobras (PETR3) cai na bolsa depois de divulgar novo plano para o futuro; o que abalou os investidores?
Novo plano da Petrobras reduz capex para US$ 109 bi, eleva previsão de produção e projeta dividendos de até US$ 50 bi — mas ações caem com frustração do mercado sobre cortes no curto prazo
Stranger Things vira máquina de consumo: o que o recorde de parcerias da Netflix no Brasil revela sobre marcas e comportamento do consumidor
Stranger Things da Netflix parece um evento global que revela como marcas disputam a atenção do consumidor; entenda
Ordinários sim, extraordinários não: Petrobras (PETR4) prevê dividendos de até US$ 50 bilhões e investimento de US$ 109 bilhões em 5 anos
A estatal destinou US$ 78 bilhões para Exploração e Produção (E&P), valor US$ 1 bilhão superior ao do plano vigente (2025-2029); o segmento é considerado crucial para a petroleira
Vale (VALE3) e Itaú (ITUB4) pagarão dividendos e JCP bilionários aos acionistas; confira prazos e quem pode receber
O banco pagará um total de R$ 23,4 bilhões em proventos aos acionistas; enquanto a mineradora distribui R$ 3,58 por ação
Embraer (EMBJ3) pede truco: brasileira diz que pode rever investimentos nos EUA se Trump não zerar tarifas
A companhia havia anunciado em outubro um investimento de R$ 376 milhões no Texas — montante que faz parte dos US$ 500 milhões previstos para os próximos cinco anos e revelados em setembro
A Rede D’Or (RDOR3) pode mais: Itaú BBA projeta potencial de valorização de mais de 20% para as ações
O preço-alvo passou de R$ 51 para R$ 58 ao final de 2026; saiba o que o banco vê no caminho da empresa do setor de saúde
Para virar a página e deixar escândalos para trás, Reag Investimentos muda de nome e de ticker na B3
A reestruturação busca afastar a imagem da marca, que é considerada uma das maiores gestoras do país, das polêmicas recentes e dos holofotes do mercado
BRB ganha novo presidente: Banco Central aprova Nelson Souza para o cargo; ações chegam a subir mais de 7%
O então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, foi afastado pela Justiça Federal em meio a investigações da Operação Compliance Zero
Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento e é rebaixada para Ba1 pela Moody’s — e mais cortes podem vir por aí
A agência de classificação de risco avaliou que o atual nível da dívida da Raízen impõe restrições significativas ao negócio e compromete a geração de caixa
Dividendos robustos e corte de custos: o futuro da Allos (ALOS3) na visão do BTG Pactual
Em relatório, o banco destacou que a companhia tem adotado cautela ao considerar novos investimentos, na busca por manter a alavancagem sob controle
Mercado torce o nariz para Casas Bahia (BHIA3): ações derretem mais de 20% com aumento de capital e reperfilamento de dívidas
Apesar da forte queda das ações – que aconteceu com os investidores de olho em uma diluição das posições –, os analistas consideraram os anúncios positivos
Oncoclínicas (ONCO3): grupo de acionistas quer destituir conselho; entenda
O pedido foi apresentado por três fundos geridos pela Latache — Latache IV, Nova Almeida e Latache MHF I — que, juntos, representam cerca de 14,6% do capital social da companhia
Por que o Itaú BBA acredita que a JBS (JBSS32) ainda pode mais? Banco elevou o preço-alvo e vê alta de 36% mesmo com incertezas no horizonte
Para os analistas Gustavo Troyano, Bruno Tomazetto e Ryu Matsuyama, a tese de investimento permanece praticamente inalterada e o processo de listagem nos EUA segue como um potencial catalisador
Black Friday 99Pay e PicPay: R$ 70 milhões em recompensas, até 250% do CDI e descontos de até 60%; veja quem entrega mais vantagens ao consumidor
Apps oferecem recompensas, viagens com cashback, cupons de até R$ 8 mil e descontos de 60% na temporada de descontos
Uma pechincha na bolsa? Bradesco BBI reitera compra de small cap e calcula ganho de 167%
O banco reiterou recomendação de compra para a companhia, que atua no segmento de logística, e definiu preço-alvo de R$ 15,00
Embraer (EMBJ3) recebe R$ 1 bilhão do BNDES para aumentar exportações de jatos comerciais
Financiamento fortalece a expansão da fabricante, que prevê aumento nas entregas e vive fase de demanda recorde
Raízen (RAIZ4): membros do conselho renunciam no meio do mandato; vagas serão ocupadas por indicados de Shell e Cosan
Um dos membros já havia deixado cargo de diretor vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Cosan
A hora da Localiza (RENT3) chegou? O que levou mais esse banco a retomar o otimismo com as ações
Depois de o Itaú BBA ter melhorado projeções para a locadora de veículos, agora é a vez de o BTG Pactual reavaliar o desempenho da companhia