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Apesar do avanço, o Inter segue com o desafio de entregar uma rentabilidade mais atraente para o capital dos acionistas; veja os números do quarto trimestre e de 2021
Depois de um quarto trimestre agitado, marcado pela forte queda das ações e um plano frustrado de listar as ações na bolsa norte-americana Nasdaq, o Inter (BIDI11) divulgou os resultados do período. O lucro ajustado do banco digital entre outubro e dezembro foi de R$ 20,2 milhões, alta de 4,2% em relação aos três últimos meses de 2020.
Já o lucro anual do Inter saltou de R$ 5,6 milhões para R$ 78,5 milhões. Apesar do avanço, o banco segue com o desafio de entregar uma rentabilidade mais atraente para o capital dos acionistas.
O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE, na sigla em inglês) do Inter foi de 1% no quarto trimestre. Para efeito de comparação, os grandes bancos privados registraram ROAE de até 20% no período.
A primeira reação dos mercados ao balanço não foi nada boa. No pregão desta terça-feira, os papéis do Inter (BIDI11) fecharam em forte queda de 5,57%, a maior entre as ações que compõem o Ibovespa.
O Inter se destacou no panorama das fintechs — como são conhecidas as novas empresas que usam a tecnologia para competir com os bancos tradicionais — com o modelo de conta digital sem a cobrança de tarifas.
Ao abrir mão da receita, o Inter sacrificou a rentabilidade, mas vem colhendo crescimento. O banco encerrou o ano com 16,3 milhões de clientes, um aumento de 93,4% no ano e de 17,6% no trimestre.
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Já número de clientes considerados ativos aumentou 74,5% em relação ao fim de 2020, para 8,8 milhões.
O Inter também vem conseguindo monetizar melhor essa base. A receita média por usuário (ARPU) cresceu 8,7% no ano passado, enquanto que o custo de servir por cliente apresentou uma queda de 0,4%. Por outro lado, o custo de aquisição de novos clientes aumentou 7,4% em 2021.
No vídeo abaixo você confere um resumo com os principais números do balanço do Inter:
O Inter tem aproveitado o aumento na base de clientes para acelerar no crédito. O saldo dos financiamentos na carteira do banco atingiu R$ 18,6 bilhões, uma alta de 96,6%. O índice de inadimplência permaneceu estável em 2,8%.
Responsável por 29,4% da carteira, o crédito imobiliário ainda é o principal produto do Inter. Mas o cartão de crédito vem ganhando espaço e já representa 26% dos financiamentos.
Aliás, falando em ações da Bolsa, vale destacar que o Seu Dinheiro fez uma entrevista exclusiva com o Edward Cole, diretor executivo de investimentos discricionários na Man GLG, parte do Man Group, maior gestora de fundos de hedge da Europa, que alertou que a entrada de capital estrangeiro na B3 - que tem feito o Ibovespa - subir 8% em 2022, não é sustentável.
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