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Nova aposta

O “monstro” voltou ao Inter (BIDI11). Fundo Ponta Sul compra mais de 5% das ações do banco digital

O fundo do gestor Flavio Gondim, também conhecido como “Monstro do Leblon” chegou a ter mais de 15% dos papéis do Inter, mas liquidou as posições após fortes perdas

Fechada do Banco Inter (BIDI11) com o logo do banco em letras laranjas
Sede do Inter - Imagem: Divulgação - Inter

Ele está de volta. O fundo Ponta Sul, do gestor Flavio Gondim, também conhecido como “Monstro do Leblon”, voltou a aumentar a participação no Inter (BIDI11).

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Com as compras de units (certificados de ações) na B3, o Ponta Sul passou a deter mais de 5% do capital do Inter. Mais precisamente 5,21%, de acordo com comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

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O monstro no Inter

O Flavio Gondim ganhou o apelido de Monstro do Leblon pela forma agressiva como opera no mercado, com posições bastante alavancadas — maiores que o patrimônio do fundo.

A aposta no Inter rendeu alegrias, mas também os maiores dissabores ao gestor. No pico atingido em julho do ano passado, o Ponta Sul chegou a acumular um patrimônio de R$ 9,5 bilhões e uma participação de mais de 15% no banco digital.

Além das ações e units do Inter, o fundo detinha posições a termo, um derivativo no qual o investidor define um preço de compra para uma ação em uma data futura.

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O problema é que, ao longo do segundo semestre do ano passado, as ações ligadas ao setor de tecnologia, incluindo o Inter, registraram fortes perdas.

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A queda dos papéis do Inter feriu gravemente o fundo do "monstro". O mercado então passou a apostar fortemente contra as ações do banco digital, o que obrigou o Ponta Sul a liquidar praticamente toda a posição.

O fundo do monstro exibe um patrimônio de apenas R$ 850 milhões hoje, de acordo com dados do site Mais Retorno. Nos últimos 12 meses, o Ponta Sul acumula uma perda de mais de 80%.

Mas a nova aposta nos papéis do Inter — que acumulam queda de quase 60% no mesmo período — indica que Gondim ainda não se deu por vencido.

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