O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Mesmo que as vendas nos shoppings subam para R$ 181 bilhões em 2022, o resultado ainda será 6% menor do que os R$ 192 bilhões de 2019
As vendas do setor de shopping centers mostraram uma recuperação relevante no ano passado, mas ainda estão abaixo do nível anterior à chegada da pandemia.
As vendas totalizaram R$ 159,2 bilhões em 2021, o que representa crescimento de 23,6% na comparação com 2020, quando ficou em R$ 128,8 bilhões.
Na época, muitos empreendimentos ficaram fechados por semanas e depois foram reabertos com funcionamento parcial.
Já na comparação com 2019, ano de operações normais, houve queda de 17,4% nas vendas. Naquele ano, as vendas foram de R$ 192 bilhões.
Os dados foram divulgados hoje pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). A pesquisa abrange 620 empreendimentos do ramo em todo o País.
"O grande motor para o crescimento das vendas foi a volta das pessoas aos shoppings. Em 2020 houve muitas restrições à circulação da população, e os shoppings permaneceram fechados por muito tempo", afirma o presidente da Abrasce, Glauco Humai.
Leia Também
"Já em 2021, começamos o ano com restrições, mas elas foram liberadas à medida em que a vacinação avançou", complementa.
O resultado não deve ter surpreendido muito o BTG Pactual e o Inter, que já haviam emitido relatórios otimistas para o setor, considerando que a suspensão da maioria das restrições operacionais por conta da Covid levaria as pessoas de volta aos shoppings, o que garantiria também a volta de certas sinergias de escala.
Apesar disso, a expectativa era de que finalmente as vendas ultrapassariam os níveis pré-pandemia, o que não aconteceu.
A volta dos visitantes aos shoppings também foi impulsionada pela demanda reprimida da população por idas a restaurantes, teatros e cinemas, além de um certo cansaço em fazer compras unicamente pela internet, avalia Humai.
"Em nossos estudos internos, percebemos uma exaustão. O consumidor sentiu falta de pegar o produto na mão e experimentar", diz.
O presidente da Abrasce aponta ainda que as vendas nos shoppings poderiam ter sido melhores se não fossem os efeitos negativos da inflação e dos juros altos — que reduziram o poder de compra dos consumidores e encareceram a tomada de crédito.
Sem contar o desemprego, que caiu menos do que o potencial e seguiu elevado, na sua avaliação. "Os indicadores macroeconômicos foram piorando ao longo do ano e não contribuíram positivamente para o resultado do setor. Poderia ter sido melhor", destaca.
As vendas no setor de shopping centers devem crescer 13,8% em 2022 na comparação com 2021, alcançando o patamar de R$ 181 bilhões, de acordo com estimativa divulgada pela Abrasce.
"O aumento nas vendas nos shoppings já em operação e a abertura de novos shoppings vão contribuir para uma melhora do setor", afirma Humai.
"Acreditamos que as pessoas vão consumir mais e aumentar o tíquete médio das compras. E o nível de visitas aos shoppings ainda está abaixo do potencial", complementa.
A Abrasce estima 13 inaugurações em 2022. Estão previstas cinco novas unidades na Região Sudeste, três no Nordeste, três no Sul e duas no Centro-Oeste.
Em 2021, o número de inaugurações ficou abaixo da média dos últimos cinco anos, que foi de 12 por ano.
"Comparando com a série histórica, o número foi ruim. Mas, olhando friamente, o resultado foi positivo, considerando que estamos em meio à pandemia e à crise econômica", analisa o presidente da Abrasce.
Do total de 620 empreendimentos em operação, 8% dos shoppings passaram por algum tipo de expansão de área em 2021. Para os próximos anos, 28% pretendem realizar ampliações. O presidente da Abrasce se diz otimista para 2022, porém com uma boa dose de cautela.
Isso por considerar pouco provável a implementação de novas restrições para o funcionamento do comércio, já que a vacinação está avançada.
Ele também cita que, embora as vendas gerais do varejo estejam desacelerando, os shoppings costumam ter um desempenho melhor que o comércio de rua.
Outro ponto positivo é que a área desocupada nos shoppings deve cair de 6,1% para uma faixa de 5% a 6%, se aproximando do patamar de 4,2% visto antes da chegada da pandemia (fevereiro de 2020).
Há uma demanda saudável de lojistas por espaços nos centros de compra, segundo ele. Por outro lado, há uma preocupação crescente com os rumos da economia e política.
Os níveis altos de juros, inflação e desemprego, somados às incertezas vindas do período eleitoral, devem pressionar o bolso da população e inibir investimentos empresariais. "O cenário macroeconômico e eleitoral causa cautela. É um otimismo com cautela e com viés de baixa", diz Humai.
Mesmo que as vendas nos shoppings subam para R$ 181 bilhões em 2022, o resultado ainda será 6% menor do que os R$ 192 bilhões de 2019, último ano sem a pandemia. Essa conta não embute o efeito da inflação.
O fechamento do comércio fez com que o faturamento do setor em 2020 voltasse para o mesmo nível de 2009 em termos nominais. A recuperação tem avançado pouco a pouco.
"O impacto da pandemia foi muito grande, e isso não se recupera de um ano para o outro. Em 2022 ainda devemos ficar aquém. Talvez em 2023 retornemos ao patamar de 2019", estima o presidente da Abrasce.
A projeção é uma média, ponderada. Há shoppings em grandes centros e zonas turísticas com vendas acima dos níveis pré-pandemia.
Já as unidades em bairros de escritórios (com trabalhadores em home office) ou regiões de menor renda per capita têm sofrido mais para recuperar o faturamento.
A explosão de casos de covid e de gripe na virada do ano também trouxe algumas incertezas, mas sem efeitos mais graves.
Nesse período, houve lojas que sofreram com o afastamento de funcionários e não conseguiram manter o funcionamento regular.
Segundo Humai, entretanto, esse efeito foi pontual. Cerca de 95% das lojas continuaram a funcionar normalmente, e não houve queda relevante na circulação de pessoas nesse período. "Um ou outro lojista teve mais dificuldade de manter a loja aberta porque ficou sem funcionários. Mas isso foi resolvido caso a caso", conta.
A área bruta locável (ABL, área disponível para lojas) também subiu 1,5%, para 17,2 milhões de metros quadrados. Os espaços vagos caíram de 9,3% para 6,1% no período — patamar ainda acima da média histórica, de 5,3%.
O número médio de visitantes ao mês foi de 397 milhões, uma elevação de 16,4% na comparação com o ano anterior, quando a média mensal foi de 341 milhões.
O número de pessoas empregadas no ramo aumentou 2,1%, passando de 998 mil para 1,02 milhão.
*Com informações do Estadão Conteúdo
Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda
Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores
Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima
Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse
Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana
Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.
Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.
Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também
Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais
Alckmin disse que o governo tem dialogado com os estados, mas que não pode obrigá-los a reduzir o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre o diesel importado
No início deste mês, por exemplo, houve reajuste médio de 15,46% para as tarifas da Enel Rio de Janeiro. Para a alta tensão, como grandes indústrias, a elevação foi de 19,94%
Com a commodity disparando mais de 400%, fabricantes reformulam produtos e levam consumidores a buscar alternativas aos tradicionais ovos de chocolate
Teerã adotou medidas para gerenciar o tráfego na via marítima, visando impedir que “agressores e seus parceiros” utilizem o canal para fins militares contra o território iraniano
O ranking das mais lidas do Seu Dinheiro traz as projeções do BTG para os dividendos da Vale, o alerta sobre a onda de recuperações judiciais e a sorte grande nas loterias da Caixa
Enquanto diesel e gasolina ficam mais caros, fatia de distribuidoras e postos engorda; PF investiga preços abusivos
Banco eleva projeções de inflação após alta do petróleo e alerta para impactos no real, taxa de juros e economia brasileira
Mesmo com toda a animação que cerca o evento, dias de jogo do Brasil na Copa do Mundo não são considerados feriado nem ponto facultativo
Assim como aconteceu nos dias anteriores, Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de quinta-feira (26). Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, acredita que o Brasil está bem posicionado para possíveis impactos da guerra no Irã
Investigações do caso Master continuam e brasileiros suspeitam dos Três Poderes, indica pesquisa; confira os números