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O híbrido plug-in Song Plus DM-i custa R$ 269.990 e foi avaliado pela reportagem do Seu Dinheiro; conheça o carro da chinesa BYD
A chinesa BYD vem ganhando espaço da Tesla no promissor carro de carros elétricos. Ao contrário da montadora de Elon Musk, a empresa vê o Brasil como um mercado importante e acaba de trazer novos modelos ao país, incluindo o Song Plus DM-i.
Mas será que Elon Musk leva alguma vantagem sobre Wang Chuanfu, o CEO da BYD? Depende do ponto de vista. Enquanto o crescimento da Tesla é baseado em modelos 100% elétricos, a empresa chinesa também produz híbridos.
E é justamente apostando nessa solução, mais próxima de nossa realidade, que a marca chinesa começa a trazer para o Brasil o Song Plus DM-i. O híbrido plug-in custa R$ 269.990 e foi avaliado pela reportagem do Seu Dinheiro.
Logo ao conhecer o carro já deu para perceber que o modelo era maior do que parecia. Esculpido pelo designer Wolfgang Egger, com passagens por Audi, Alfa Romeo e Lamborghini, o Song Plus tem 4,7 m de comprimento, enquanto um Jeep Compass, que possui uma versão híbrida plug-in, mede quase 30 cm menos (4,416 m).
O interior, assinado por outro mestre do segmento (foi chefe de design de interiores da Mercedes-Benz), o italiano Michele Jauch-Paganetti, é bem sofisticado.
A começar pelos bancos com acabamento em couro sintético perfurado com pespontos aparentes, desenho esportivo e ajustes elétricos para os passageiros da frente.
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Os revestimentos são requintados, com materiais agradáveis ao toque, que mesclam couro e alumínio escovado, nas cores creme e preto.
Acionado o botão de partida, nada de barulho. De fato, o BYD Song é um híbrido que prioriza o motor elétrico.
No trajeto de cerca de 100 km que rodamos com o SUV, havia trechos de cidade e estrada e o que mais chamou a atenção foi justamente não perceber quando o motor a combustão entrava em ação. Para saber, é mais fácil checar pela central multimídia.
Sob o capô, a BYD o equipou com o motor a gasolina 1.5 de 110 cv e outro elétrico, de 179 cv. A potência combinada é de 235 cv. Ambos funcionam com a transmissão CVT de funcionamento suave.

O modo elétrico, alimentado pela bateria blade de 8,3 kWh, garante autonomia de 51 km, segundo a BYD.
Parece pouco, mas a nova tecnologia híbrida plug-in DM-i lhe oferece uma utilização mais inteligente para privilegiar o consumo, sem deixar de entregar o desempenho necessário.
Para isso, há 3 modos de condução: o EV, apenas o elétrico, quando o veículo roda em baixas e médias velocidades.
O modo paralelo HEV concilia o motor a combustão com o elétrico, geralmente em baixas e médias velocidades. Quando é necessário acelerar, ambos trabalham juntos.
E o modo HEV série entra em ação quando o veículo está em alta velocidade, mantendo o motor a combustão e elétrico juntos, de forma eficiente e economizando energia.
Ou seja, não se trata apenas de um motor térmico operando o tempo todo e um pequeno elétrico para auxiliá-lo.
Funcionando em conjunto, a BYD divulga que o Song Plus tem alcance superior a 1 mil km. A marca chinesa divulga consumo de 19,6 km/l na estrada e 22,2 km/l na cidade.
A central multimídia do modelo avaliado, ainda em fase de testes, estava sem configuração, mas a BYD promete conexão com Apple Car Play e Android Auto nos modelos que chegarem ao país.
A tela é de 12,8” com câmera de 360 graus de ótima qualidade. E o porta-malas é enorme: acomoda 574 litros de volume (ante 420 l de um Jeep Compass).
Em resumo, o breve contato que tivemos com o híbrido Song Plus nos deixou com uma ótima impressão em qualidade e desempenho. O preço de R$ 270 mil é competitivo quando comparado aos principais rivais – Caoa Chery Tiggo 8 Pro Hybrid (R$ 280 mil) e Jeep Compass 4xe (R$ 350 mil).
Aliás, durante a pré-venda em setembro, todas as 200 unidades disponíveis foram vendidas. A previsão de chegada às lojas é em janeiro de 2023.

Junto com o lançamento do Song Plus, a BYD aproveitou para apresentar mais um carro 100% elétrico, o Yuan Plus EV, pelo mesmo preço do híbrido: R$ 269.990.
Com potencial para brigar com o Volvo XC40 (R$ 330 mil), o novo BYD elétrico traz motor que rende 204 cv de potência e 31,6 kgfm de torque. Pelo Inmetro, a bateria blade proporciona alcance de até 458 km.
A recarga de 80% da bateria pode ser feita em um carregador rápido (DC de 80 kW) em 30 minutos. Por fim, as primeiras unidades começam a chegar no início de 2023.
A frase de Adam Smith é uma das reflexões do livro “A Riqueza das Nações”, obra seminal do liberalismo econômico.
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