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O BC da Rússia anunciou que mais que dobrará sua taxa de juro na tentativa de estabilizar o rublo, além de medidas de controle de capital
Uma corrida aos bancos russos está em andamento.
“Há uma corrida bancária acontecendo”, assegurou Maximilian Hess, especialista em economia russa e membro do Foreign Policy Research Institute, à CNBC.
Segundo ele, porém, a imposição dos controles de capital pelo Banco Central da Rússia deve atenuar o impacto dos saques.
Ainda não há estimativas claras sobre o impacto dessa corrida bancária.
Uma corrida bancária consiste em um número muito grande de correntistas comparecendo aos caixas de um banco ou de um conjunto de instituições financeiras em um intervalo curto de tempo para sacar seus depósitos.
O problema é que nenhum banco nunca mantém fisicamente todo o dinheiro dos correntistas. Quando o papel moeda acaba, o banco pode quebrar, mesmo que esteja financeiramente estável.
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Corridas bancárias são altamente contagiosas e, dependendo da extensão, podem provocar colapso financeiro ou depressão econômica.
O rublo, moeda russa, sofreu forte desvalorização na segunda-feira com as notícias das sanções impostas a Moscou pela União Europeia (UE) e pelos Estados Unidos depois da invasão da Ucrânia.
Hoje, as filas nos caixas eletrônicos avançavam pelas calçadas e serpenteavam prédios em Moscou e outras cidades europeias onde há agências de bancos russos.
O Sberbank Europe, de propriedade do estatal Sberbank reportou “saídas expressivas de depósitos em um período muito curto”.
O banco central da Rússia anunciou que mais do que dobrará sua taxa de juros - de 9,5% para 20% - em uma tentativa de estabilizar o rublo. A moeda russa chegou a cair 30% em relação ao dólar, atingindo a mínima histórica de 119 por dólar.
A moeda reduziu perdas no fim do dia, mas seguia em queda de cerca de 20%, a 103 por dólar.
O banco central também introduziu controles de capital para limitar quanto dinheiro poderia sair do país.
Os controles de capital significam, por exemplo, que o enorme fundo de pensão da Noruega – que disse que vai se desfazer de seus investimentos na Rússia – não pode se desfazer de suas posições em troca de moeda estrangeira.
As sanções anunciadas pelos líderes dos EUA e da UE no fim de semana foram significativamente mais duras do que as aplicadas anteriormente.
Eles cortaram diversos bancos russos do sistema global de pagamentos, o SWIFT, fecharam o espaço aéreo da UE para aeronaves russas e congelaram as transações do BC russo, impossibilitando a liquidação de ativos em euro ou dólar.
Isso é significativo porque o BC russo vinha acumulando reservas. O montante supera US$ 600 bilhões, seu nível mais alto na história. A medida era vista como um amortecedor contra possíveis sanções e perdas com exportações.
Ontem, a Suíça anunciou que se juntaria à UE nas sanções contra ativos financeiros russos, uma mudança histórica em sua tradicional posição de neutralidade diante de conflitos.
*Com informações da CNBC.
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